Ernest Hemingway nasceu em 21 de julho de 1899, em Oak Park, no Illinois, nos Estados Unidos. Sua família possuía uma casa de campo no norte de Michigan. Lá, junto com seu pai, Hemingway desenvolveu o gosto pela natureza, pela caça, pela pesca e pela aventura. Desde sua juventude, Hemingway já escrevia contos e redigia jornais escolares. Ingressou como jornalista no jornal Star, da cidade de Kansas.

Casa onde nasceu Hemingway em Oak Park, em Chicago, no Illinois
Hemingway quando bebê
Cidade de Kansas no início do século XX

Em 1918, participou da Primeira Guerra Mundial. Havendo sido recusado pelo exército por problemas de visão, se inscreveu na Cruz Vermelha e foi motorista de ambulância na Itália. Tendo sido ferido, foi afastado do front e, enquanto se recuperava num hospital em Milão, se apaixonou pela enfermeira estadunidense Agnes Von Kurowsky. Porém, quando Hemingway se recuperou de seus ferimentos e voltou aos Estados Unidos, Agnes ficou na Itália, onde acabou se envolvendo com um oficial italiano. Agnes foi a inspiração para a personagem Catherine Barkley de Adeus às armas.

Voltando aos Estados Unidos, Hemingway ingressou no jornal Toronto Star. Casou-se com Hadley Richardson em 1921. Em dezembro desse ano, foi trabalhar em Paris como correspondente estrangeiro do Toronto Star. Lá, se juntou ao grupo de intelectuais conhecidos como "a geração perdida", do qual faziam parte Scott Fitzgerald, Ezra Pound e Gertrude Stein.

Em seguida, desligou-se do jornalismo e publicou seu primeiro livro, Nosso tempo, em 1924. Em 1929, voltou para os Estados Unidos. Apesar da crise de 1929, Hemingway pôde viver com luxo em Key West, graças ao sucesso de Adeus às armas. Este, escrito sob o impacto do nascimento de seu segundo filho (de Pauline Pfeiffer, sua segunda esposa) e do suicídio de seu pai.

De uma viagem à África, resultaram As neves do Kilimanjaro (1935), As verdes colinas da África (1935) e A curta e feliz existência de Francis Macomber (1936). Em 1937, foi cobrir a Guerra Civil Espanhola. Dessa experiência, resultou Por quem os sinos dobram, de 1940.

Participou da Segunda Guerra Mundial como membro da força aérea britânica. Em Cuba, durante a Segunda Guerra Mundial, Hemingway também montou uma rede de informantes com a finalidade de fornecer, ao governo dos Estados Unidos, informações sobre os espanhóis simpatizantes do fascismo na ilha. Também passou a patrulhar o litoral cubano a bordo de seu iate Pilar na busca de possíveis submarinos alemães. Porém a Agência Federal de Investigação estadunidense via com desconfiança a colaboração de Hemingway, por considerá-lo um simpatizante do comunismo.[1] Esta experiência inspirou seu livro "As ilhas da corrente", que viria a ser lançado postumamente em 1970.

Após a guerra, enquanto passeava pela Itália com sua quarta mulher, começou a escrever Do outro lado do rio, entre as árvores, de 1950. Mudou-se para Cuba, onde redigiu, em 1952, O velho e o mar. No ano seguinte, ganhou o prêmio Pulitzer de jornalismo e, em 1954, ganhou o prêmio Nobel de literatura. Em 1960, Hemingway doou sua propriedade em Cuba, chamada Finca Vigía, ao governo socialista cubano de Fidel Castro. Hoje, tal casa é um museu dedicado a Hemingway. Concluiu As ilhas da corrente e, alguns meses após, suicidou-se com um tiro de fuzil em Ketchum, em Idaho, nos Estados Unidos, em 2 de julho de 1961.

Sobre os motivos do suicídio, existem várias possibilidades. A mais forte está relacionada aos problemas de saúde enfrentados na época por Hemingway. Há de se levar em conta ainda o exemplo de seu pai, que havia também se suicidado havia mais de trinta anos. E um dado que talvez também seja importante seja o fato de que o escritor britânico John Donne, que inspirou o título de Por quem os sinos dobram, escreveu em 1608 um texto dizendo que o suicídio não era um pecado[2]. Existem ainda correntes que defendem que Hemingway não se suicidou, mas que teve um acidente com a arma enquanto a manejava[3].

Referências

  1. ''Veja''. Disponível em http://veja.abril.com.br/260700/p_086.html. Acesso em 22 de junho de 2014.
  2. HEMINGWAY, ERNEST. Por quem os sinos dobram. Tradução de Luís Peazê. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004. p.6.
  3. http://es.wikipedia.org/wiki/Ernest_Hemingway