A cultura cingalesa mescla influências budistas, hindus, islâmicas, neerlandesas, portuguesas e britânicas. Destas, a mais importante é a budista, pois o budismo é professado por aproximadamente setenta por cento da população. Os hindus são uma minoria expressiva, com quinze por cento da população. Em seguida, vêm os muçulmanos e cristãos, cada um com sete por cento da população. Os muçulmanos são descendentes dos comerciantes árabes ou então são de origem tâmil. Os cristãos são principalmente católicos[1], frutos da ocupação portuguesa da ilha no século XVI. Os cristãos restantes são protestantes ou anglicanos, vinculados historicamente às dominações neerlandesa e britânica, respectivamente.

Estátua de Buda em Kandy
Templo hindu de Munneswaram

A língua predominante é o cingalês (também chamado sinhala), que utiliza um alfabeto próprio. A minoria tâmil utiliza sua própria língua e seu próprio alfabeto.

Na mitologia hindu, o país figura como o lar de Ravana, o principal vilão da epopeia Ramayana. Já os muçulmanos consideram que a ilha foi o local que refugiou Adão, após este ser expulso do paraíso. O segundo pico mais alto do Sri Lanca é chamado de Pico de Adão, pois em seu cume existe uma pegada que a cultura popular atribui a Adão. A mesma pegada recebe diferentes interpretações, conforme a religião: os hindus creditam a pegada ao deus hindu Xiva; os católicos, a São Tomé, o apóstolo de Cristo que teria evangelizado a ilha e os budistas creditam a pegada a Buda, que teria visitado a ilha após a sua morte. A pegada de seu outro pé estaria na Tailândia.

O conjunto de bancos de areia que une o Sri Lanca à Índia recebe o nome de ponte de Adão, por ter sido utilizada por Adão para chegar à ilha, segundo a crença popular. A ponte também recebe o nome de ponte de Rama: neste caso, teria sido construída pelos macacos aliados do deus hindu Rama para alcançar a ilha a partir do continente e resgatar Sita, a esposa de Rama, das mãos do vilão Ravana.

A ocupação neerlandesa também deixou um grupo social tradicional no Sri Lanka, os burghers, que são os descendentes dos neerlandeses. São comuns também os sobrenomes portugueses na ilha, como Silva, Fernando e Perera[2], frutos da ocupação portuguesa.

O esporte mais popular no país é uma herança dos colonizadores britânicos: o críquete.

Referências