Diferenças entre edições de "História da Contabilidade/A Contabilidade na Idade Contemporânea"

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A Idade Contemporânea teve início com a Revolução Francesa, em 1789, a qual determinou um período histórico de libertação do indivíduo frente ao Estado. Tal libertação significou, a nível de história da contabilidade, o surgimento de inúmeras escolas contábeis.
 
 
[[File:Bataille Jemmapes.jpg|center|400px|thumb|Batalha de Jemmapes, em 1792, na Revolução Francesa]]
[[File:Business Day Book.jpg|center|200px|thumb|Livro-diário do século XIX]]
 
[[File:Hauptbuch Hochstetter vor 1828.jpg|center|300px350px|thumb|Livro-diário alemão de 1828]]
 
A primeira foi a Escola Lombarda ou Administrativa, que surgiu com a publicação de ''La Contabilità Applicata Alle Ammministrazioni private e pubbliche'', de Francisco Villa, em 1840. Esta escola defendia que o principal objetivo da contabilidade era a administração das entidades. Vale lembrar que a Administração de Empresas ainda não se constituía em um ramo independente do conhecimento, nessa época. A contabilidade deixava de se limitar à apuração dos saldos das contas e passava a se preocupar em como gerir as empresas. Outro importante representante desta escola foi Antonio Tonzig.
A Escola Norte-Americana surgiu em 1887, com a criação da AAPA (American Association of Public Accountants). Esta escola se preocupou em melhorar a qualidade da informação contábil, de modo a torná-la mais útil para as empresas. Ao mesmo tempo, se preocupou em padronizar a informação contábil, de modo a facilitar a comparação entre o desempenho das várias empresas por parte dos investidores. Foi esta escola a responsável pela divisão da contabilidade em Contabilidade Financeira (voltada para informar o público externo à empresa) e Contabilidade Gerencial (voltada para informar os administradores da empresa). Uma outra característica desta escola foi a grande importância das associações profissionais de contadores em seu desenvolvimento teórico (AAA, AICPA, AAUIA, NYIA, NACA, IMA, ASCPA, AIA, CAP, APB, FAF, FASB etc.). Ao contrário das demais escolas, a norte-americana se preocupou em ser eminentemente prática, evitando construções teóricas muito elaboradas. Esta escola foi ainda responsável pela confecção dos Princípios de Contabilidade Geralmente Aceitos (US-GAAP). Entre os principais personagens desta escola, citam-se: Charles Ezra Sprague, Henry Rand Hatfield, William Andy Paton, Ananias Charles Littleton, Carman George Blough, Maurice Moonitz, Raymond Chambers, Richard Mattessich, Lawrence Robert Dicksee, Kenneth Most e Kenneth Forsythe MacNeal.
 
[[File:Charles Ezra Sprague (soldier).jpg|center|300px180px|thumb|Charles Ezra Sprague, um importante nome da história da contabilidade norte-americana]]
 
[[File:Wachovia National Bank 1906 statement.jpg|center|450px500px|thumb|Balanço patrimonial de 1906 do Wachovia National Bank]]
 
 
 
 
[[File:Powers-Samas accounting machine.jpg|center|240px200px|thumb|Máquina contábil britânica]]
A contabilidade brasileira, que inicialmente havia adotado as escolas europeias, passou a adotar a Escola Norte-americana na segunda metade do século XX, devido ao poderio econômico incontestável dos EUA. Três marcos dessa mudança na Contabilidade brasileira aconteceram durante a década de 70 desse século: o lançamento do livro ''Contabilidade Introdutória'' por parte de professores da FEA/USP, o advento da Lei 6.404/76 e a publicação da Circular 179/72 do Banco Central (MARION, p.31).
 
[[File:Bancocentralbrasil.JPG|center|200px180px|thumb|Sede do Banco Central brasileiro, em Brasília]]
 
O sistema de custeio baseado em atividades (custeamento ABC) foi um inovador sistema de cálculo de custos desenvolvido pelos professores americanos Robert Kaplan e Robin Cooper, em meados da década de 1980. Ele se baseia na atribuição de custos a atividades, e em seguida na distribuição das atividades aos diversos produtos. O sistema ABC é um importante auxiliar no gerenciamento das empresas, uma vez que permite a atribuição de responsabilidades segundo as atividades.
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