Budismo/História do Budismo: diferenças entre revisões

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Sidarta Gautama nasceu em por volta de 560 a. C., na atual cidade de Lumbini, Nepal. Era filho de um governante local, mais especificamente o rei de Kapilavastu, um pequeno reino do nordeste indiano. Seus pais se chamavam Shuddhodana Gautama e Maya, e durante vinte anos não tiveram filhos. Uma noite, porém, a rainha Maya sonhou que um elefante branco penetrara seu ventre através de sua axila direita. Em outra versão da lenda, o elefante a tocou no flanco esquerdo com um lótus branco que carregava na tromba. Neste instante, ocorre a concepção de Sidarta.
Ainda segundo a lenda, Sidarta nasceu num jardim, quando sua mãe estava em viagem até a casa do pai dela. Nesse instante, o menino deu sete passos em cada um dos quatro pontos cardeais, nascendo uma flor de lótus em cada uma de suas pegadas, e declarou que aquele era seu último nascimento.
 
 
Com o fim do Império Mauria, outros reinos continuaram a apoiar o Budismo, como por exemplo os reinos formados pelos descendentes dos conquistadores macedônios de Alexandre Magno na Ásia. Estes reinos passaram para a história com o nome de reinos greco-bactrianos e reinos hindu-gregos. Famoso entre estes reinos foi o reino de Gandhara, na fronteira dos atuais Paquistão e Afeganistão, e que originou uma escola de arte com o mesmo nome, responsável provavelmente pela primeira representação humana de Buda. Até então, não se considerava respeitoso representar Buda sob uma forma humana, mas a influência cultural grega de Gandhara legou à criação de imagens de Buda com roupas e feições gregas. Tais imagens foram as precursoras de todas as imagens posteriores de Buda. Estes reinos de origem grega foram eventualmente destruídos por invasores turcos, os kushanas, que por sua vez continuaram a apoiar o Budismo. Um de seus soberanos, chamado Kanishka, passou inclusive para a história budista como o realizador do quarto concílio budista, em Purushapura (atual Peshawar, no Paquistão) ou em Srinagar, na Cachemira, por volta do ano 100, e que traduziu o Tipitaka do prácrito para o sânscrito. Por esta realização, Kanishka é conhecido como "o segundo Asoka". Embora escolas rivais tenham realizado um quarto concílio budista próprio, no Sri Lanka, em 29 a.C., sob o patrocínio do rei Vattagamani, e que resultou no primeiro registro escrito da doutrina budista: o Cânone Páli, a versão em páli do Tipitaka, que até então se conservava exclusivamente por via oral.<ref> http://www.berzinarchives.com/web/pt/archives/study/history_buddhism/buddhism_india/history_buddhism_india_before.html</ref>
 
 
[[File:SeatedBuddha.jpg|center|300px|thumb|Imagem de Buda da Escola de Gandhara dos séculos I-II]]
 
Em março de 2001, o movimento fundamentalista islâmico afegão Talibã, que detinha o poder no Afeganistão, destruiu um importante monumento histórico budista no Afeganistão, os chamados Budas de Bamiyan, que eram duas gigantescas estátuas de Buda esculpidas na rocha. A alegação do Talibã era a de que o islamismo proibia o culto a imagens. Tais estátuas testemunhavam o importante passado budista na região, hoje majoritariamente muçulmana. Logo em seguida aos ataques terroristas aos EUA em 11 de setembro do mesmo ano, ocorreu a invasão do Afeganistão por tropas internacionais lideradas pelos EUA, derrubando o regime Talibã. Existem planos atualmente de restaurar as duas estátuas destruídas.
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