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Contudo, também possui desvantagens em relação aos mesmos:
 
:• Há, por vezes, falta de flexibilidade nanas escolhaopções de eliminaçãodisposição de resíduos, poisuma vez que a via de incineração apenasfoi escolhida; isto é escolhidadevido seao oalto custo de capital elevado do incinerador forque vinculadodeve nosser contratosincluído em contractos de longo prazo da disposição de resíduos.
 
:• Geralmente há custos muito mais elevados e longos períodos de recuperação, devido ao elevado investimento de capital.
 
:• O incinerador é projectado sobre a base desob um certo valor calorífico dospara os resíduos. A remoção de materiais como o papel e o plástico para a reciclagem podepodem reduzir o valor global calorífico dos resíduos e, consequentemente, pode afectar o desempenho do incinerador.
:• Há, por vezes, falta de flexibilidade na escolha de eliminação de resíduos, pois a incineração apenas é escolhida se o custo de capital elevado do incinerador for vinculado nos contratos de longo prazo.
 
:• O processo de incineração produz ainda resíduos que precisam ser geridos.
:• O incinerador é projectado sobre a base de um certo valor calorífico dos resíduos. A remoção de materiais como papel e plástico para reciclagem pode reduzir o valor global calorífico dos resíduos e, consequentemente, pode afectar o desempenho do incinerador.
 
:• Apesar de incineradores modernos cumprir a legislação em vigor sobre as emissões de algumgases interessepara públicoa queatmosfera osainda níveisexiste emitidosalguma aindapreocupação pública quer a nível das emissões, quer podea ternível umde efeitoefeitos adversoadversos sobre a saúde.
 
:• O processo de incineração produz ainda resíduos que precisam ser geridos.
 
 
 
Os elementos constituintes do método de tratamento denominado incineração são: o incinerador, os dispositivos e equipamentos de controlo, de registo e de vigilância, e os sistemas de alimentação de resíduos, de combustíveis, e de ar. Pode ter ou não a recuperação do calor produzido por combustão. Este processo baseia-se em processos térmicos, todos eles com o objectivo de reduzir os resíduos sólidos urbanos (RSU) transformando-os, quer em materiais inertes, quer em materiais e energia. Cerca de 80% do peso e 90% do volume é o resultado esperado deste processo. ([[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al., 2006, p. 292]])
 
 
<center>Tabela 1 - Processos térmicos para a recuperação da energia. (Fonte: [[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al., 2006, p. 292]])<br>[[Imagem:Processos_térmicos_para_a_recuperação_da_energia.jpg|500px]]</center>
 
 
A combustão é o processo mais generalizado da incineração que transforma os vários resíduos, sem tratamento prévio, em produtos sólidos, líquidos e gasosos, com libertação de energia sob a forma de calor. Esta energia é transmitida sob a forma de condução, convecção e radiação para o combustível de alimentação, para os resíduos e para o sistema de incineração e/ou armazenada nos resíduos da combustão. Em termos gasosos são emitidos, principalmente, <math>CO_2</math>, <math>NO_x</math>, <math>SO_2</math>, <math>pH</math> e <math>H_2O</math> e em termos sólidos, existe recuperação de cinzas. Outros gases, que não cumprem as condições de combustão completa ideais, são produzidos devido ás variações da quantidade dos elementos contidos nos RSU. A quantidade de oxigénio, <math>O_2</math>, presente na combustão leva a: ''combustão estequiométrica'', isto é, combustão completa; ''combustão com excesso de ar'', ou seja, combustão completa com adição de ar; e, ''combustão com falta de ar'', ou seja, gaseificação ou combustão incompleta. De forma a garantir uma combustão completa na incineração, é aplicado uma taxa de ar de 40% a 100% (consoante o tipo de RSU e o modelo do incinerador) superior às condições estequiométricas, devido às variações do poder calorífico dos resíduos. Sendo ainda possível aproveitar o excesso de ar na câmara de combustão para ajudar a satisfazer a regras dos três T: temperatura, turbulência e tempo. Isto é, a melhoria da mistura de RSU e a regularização da temperatura é devido ao excesso de ar presente.
 
O local onde o RSU é recolhido é uma condicionante para a sua constituição. Ou seja, numa zona residencial há uma maior frequência de embalagens e resíduos fermentáveis, enquanto que numa zona comercial o papel e o cartão são predominantes. Os RSU podem-se dividir em uma fracção combustível constituída por papel e cartão (materiais celulósicos) e uma fracção de produtos com elevado poder calorifico (plásticos, pneus e têxteis). A tabela 2 indica o poder calorífico de alguns materiais ([[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al., 2006, p. 295]]).
 
 
<center>Tabela 2 - Poder calorífico de alguns materiais. (Fonte: [[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al., 2006, p. 295]])<br>[[Imagem:Poder_calorifico_de_alguns_materiais.png‎|220px]]</center>
 
Elementos como o carbono, o oxigénio, o azoto, o enxofre e o hidrogénio, são os principais constituintes do RSU. Cintudo têm também metais pesados na sua composição, como indica a tabela 3. ([[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al., 2006, p. 295]])
 
 
<center>Tabela 3 - Percentagens de metais pesados nos RSU. (Fonte: [[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al., 2006, p. 295]])<br>[[Imagem:Percentagens_de_metais_pesados_nos_RSU.png|600px]]</center>
''Forno ciclone''. Este incinerador em forma cilíndrica na vertical, possui um braço fixo no seu interior que coloca os RSU que estão à periferia no centro, onde posteriormente são expelidos sob a forma de cinzas. O ar e o combustível são injectados através da periferia pois não é possível introduzi-lo juntamente com a camada de RSU. Ao aquecer o ar é provocado o efeito de turbilhão (efeito ciclónico) que leva à mistura de gases e de resíduos. A temperatura no interior do incinerador é de aproximadamente 850ºC, no entanto existem perdas de calor devido às paredes móveis do sistema facilmente existe controlo da qualidade do ar nos gases de saída ([[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al., 2006, p. 300]]).
 
''Incinerador de fornalhas múltiplas''. Possuidor igualmente de forma cilíndrica, com várias fornalhas no seu interior (entre 4 a 14) sobrepostas e desalinhadas. Os resíduos são introduzidos na parte superior do incinerador e com ajuda dos braços mecânicos nas fornalhas os RSU deslocam-se para níveis inferiores do cilindro até chegar à base onde já se encontram sob a forma de cinzas. Existem uma divisão de quatro zonas no cilíndrocilindro: zona superior (onde há desidratação dos resíduos devido aos gases quentes que sobem), zona de combustão (onde a temperatura está entre os 750ºC e os 950ºC), zona de oxidação de carbono (onde há transformação de <math>CO_2</math> e zona inferior (onde se encontram as cinzas para serem evacuadas).
A existência de um sistema de injecção leva à difusão de ar pela coluna central e pelos braços mecânicos. Este incinerador precisa de um controlo importante, principalmente a nível dos braços mecânicos e das paredes refractárias do cilindro ([[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al., 2006, p. 298-299]]).
 
;Recuperação de energia
 
Os resíduos são uma fonte de energia considerável e a incineração em partícular. Não só porque a combustão produz energia como, além disso é possível recuperar vários materiais, após a incineração, contidos nos RSU, valorizando assim o recurso. A incineração de uma tonelada de resíduos equivale, em mesma quantidade de energia, a 250 kg de petróleo. Isto é, 1,5 a 4,3 toneladas de vapor ou 500 a 600 kWh de energia eléctrica. Dar enfase a este potencial eléctrico, promove e desenvolve, desde que viável, os sistemas de recuperação de energia das centrais de incineração. Isto acontece, normalmente, para incineradores com capacidade de produção maior que 20 000 toneladas por ano. Existem dois tipos de sistemas de recuperação de energia:
 
*Recuperação por caldeira independente que devido às paredes refractárias existentes no forno coberto leva à recuperação de energia contida nos gases quentes da combustão.
 
* Recuperação por radiação/convecção que devido às paredes tubulares do forno cheias de água, é possível criar energia na câmara de combustão.
 
A eficácia do forno e do sistema de recuperação, as perdas de calor por radiação e convecção a partir das superfícies de instalação, o poder calorífico dos RSU e a quantidade de RSU são os quatro parâmetros determinantes para a quantidade de calor recuperada.
 
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