Diferenças entre edições de "Logística/Gestão de desperdícios e rejeitados/Sistemas de tratamento e destino final/Incineração"

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<center>[[Imagem:Valores_optimos_para_os_3_T.png|200px]]<br>Figura 1 - Valores óptimos para os três T. (Fonte: [[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al., 2006, p. 294]])</center>
 
 
 
;Poder calorífico dos RSU
 
<center>Tabela 3 - Percentagens de metais pesados nos RSU. (Fonte: [[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al., 2006, p. 295]])<br>[[Imagem:Percentagens_de_metais_pesados_nos_RSU.png|600px]]</center>
 
 
;Tipos de incineradores
Segundo [[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al. (2006, p. 296]]) existem quatro tipos de incineradores com combustão por excesso de ar: forno ciclone, incinerador de leito fundido, incinerador com sistema de combustão em massa e incinerador com fornalhas múltiplas. Sendo que todos eles podem receber no seu sistema de alimentação RSU proveniente das recolhas, selectiva ou não, sem transformação prévia. Contudo, é importante salientar que a desidratação de RSU antes de se iniciar o processo é importante pois permite reduzir a quantidade de combustível necessário para manter a combustão.
 
''Incineradores com sistema de combustão em massa''. Possuidor de uma grelha móvel, este tipo de incinerador recebe RSU que são encaminhados para a fornalha e caindo as cinzas no final. Por baixo da grelha, o ar é injectado através da camada de RSU incandescente. Existem vários tipos de grelhas e todas elas levam os resíduos através do sistema, a mistura dos RSU e a injecção de ar na câmara de combustão ([[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al., 2006, p. 296]]).
 
''Incineradores de leito fundido''. Após a fluidificação de uma camada de areia, com cerca de 75 cm de espessura, esta é aquecida para haver destruição dos RSU. Possuidor de um cilindro, com o 2,7m a 7,5m de diâmetro, onde é injectado o ar sob a forma de pressão (entre os 80 e os 135 Pa) nos vários tubos da base, fluidificando a areia e produzindo um aumento de 80 a 100% de volume. A temperatura varia entre os 750ºC e os 900ºC, o que pode levar à introdução directa dos RSU na areia. As cinzas e os gases são evacuados pelo cimo do forno, onde há controlo de poluição do ar. Este modelo necessita de menos combustível, para auxiliar a combustão, devido ao potencial calorífico da areia sendo possível funcionar 24 horas sob 24 horas sem recorrer a combustíveis auxiliares. No entanto, a existência de areia no refugo constitui um problema pois degrada os sistemas de tratamento de gases. O destino desta é igual ao das cinzas e fumos e tem que ser substituída várias vezes. O incinerador de leito fundido é sensível às variações do poder calorífico ([[Logística/Referências#refbLevy|Levy et al., 2006, p. 299-300]]).
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