Mecânica dos fluidos/Fluxo interno laminar e turbulento: diferenças entre revisões

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A viscosidade do fluido obriga a que u = 0 nas paredes do tubo. A equação de continuidade, por sua vez, obriga a velocidade no centro do tubo a ser maior que a velocidade do fluido antes de entrar no mesmo (u<sub>0</sub>), de forma que a velocidade média não se altere. Com isso, a velocidade u também é função de x: em x = 0, u(y) é uma constante; à medida que o fluido penetra no tubo, ele vai sendo acelerado na região central, até atingir-se o perfil de velocidade definitivo. Quando isso se dá, diz-se que o escoamento já está ''plenamente desenvolvido''.
 
Como era de se esperar, a variação da velocidade no tubo dá origem a variações análogas e inversas na pressão. Essa relação entre velocidades e pressões pode ser obtida resolvendo-se as equações de Navier-Stokes para cada caso específico.
 
A linha tracejada na figura indica a região conhecida como '''camada limite''' (ing. ''boundary layer''). Nessa região, o fluxo sofre o efeito da viscosidade do fluido. Fora dessa região, o fluido ainda não teve sua velocidade alterada pelo ingresso no tubo, ou seja, u = u<sub>0</sub>. Assim, podemos dizer que o escoamento já está plenamente desenvolvido para valores de x onde a camada limite ocupa todo o tubo. O valor de x no qual isso ocorre é chamado de '''comprimento de entrada'''.
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