Budismo/História do Budismo: diferenças entre revisões

Melhorei o texto.
[edição não verificada][edição não verificada]
(Corrigi erro ortográfico.)
(Melhorei o texto.)
O pai de Sidarta, querendo que seu filho optasse pela primeira opção, procurou criar o menino afastado de toda a miséria do mundo, para que não brotassem nele questionamentos espirituais que poderiam conduzi-lo ao destino de líder espiritual. No entanto, tal cuidado foi em vão. Mesmo vivendo em meio ao luxo e conforto do palácio de seu pai, um dia Sidarta, ao passear fora do palácio, testemunhou os Quatro Sinais: um velho, um doente, um morto e um monge. Este contato de Sidarta com a realidade da vida chocou-o de tal forma que o levou a abandonar o palácio de seu pai, sua esposa e seu filho e a se lançar numa jornada de busca espiritual nas selvas indianas. Ele tinha 29 anos. Sua primeira tentativa foi tornar-se discípulo de um guru, um mestre espiritual indiano. Porém, este caminho não o satisfez e ele procurou o caminho do ascetismo, junto com outros cinco companheiros. Sidarta ultrapassava em rigor a disciplina de seus colegas e comia apenas um grão de feijão por dia. Tornou-se tão magro que dizia poder tocar a espinha quando colocava a mão sobre o estômago. Ao fim de seis anos desse regime, Sidarta, um dia, perdeu os sentidos e somente se recobrou quando uma moça que passava se compadeceu dele e lhe deu um pouco de mingau para comer. Raciocinando, Sidarta concluiu que o ascetismo não estava lhe trazendo o esclarecimento espiritual que buscava e procurou outro caminho, o da meditação solitária. Seus companheiros de ascetismo não concordaram com ele e o abandonaram.
 
Sidarta sentou-se debaixo de uma figueira-dos-pagodes (''Ficus religiosa'')<ref>FERREIRA, A. B. H. ''Novo Dicionário da Língua Portuguesa''. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.776</ref><ref>http://books.google.com.br/books?id=KizUvneBVMoC&pg=PA114&lpg=PA114&dq=%C3%A1rvore+ficus+religiosa+buda&source=bl&ots=Jn6oHssGM8&sig=whSl3gAOyc7eD4kDKKrQT1wOFto&hl=pt-BR&sa=X&ei=zHwYT4K7FYTo2gXWxp2qBA&sqi=2&ved=0CGEQ6AEwCA#v=onepage&q=%C3%A1rvore%20ficus%20religiosa%20buda&f=false</ref> nos arredores da vila de Gaia perto da cidade indiana de Benares e iniciou uma meditação que durou 49 dias. Segundo outro mito, teriam sido sete dias e sete noites. Após ter resistido a demônios e tentações, teria alcançado a iluminação espiritual, tornando-se um ''Budabuda'', outermo literalmenteque pode ser traduzido como "desperto"<ref>http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=998</ref>. Teria passado, umentão, esclarecidomais 49 dias sob a árvore, ummeditando despertosobre a iluminação. Em seguida, umteria procurado seus antigos cinco companheiros ascetas e proferido-lhes seu primeiro discurso, que ficaria conhecido na história do Budismo como o Discurso do Parque dos Cervos. Nesse discurso, Buda teria enunciado as Quatro Nobres Verdades e o Caminho de Oito iluminadoPassos.
Durante os 45 anos seguintes, Buda teria percorrido a Índia pregando sua doutrina. Aos oitenta anos, em Kushinagar, teria vindo a falecer, após comer uma comida estragada oferecida por um ferreiro de nome Cunda. Antes de morrer, teria deixado uma recomendação a seus discípulos: "Talvez alguns de vós estejam pensando: 'As palavras do mestre pertencem ao passado, não temos mais mestre'. Mas não é assim que deveis ver as coisas. O darma ("lei") que vos dei deve ser o vosso mestre depois que eu partir". Após o falecimento de Buda, sua doutrina se firmou como mais uma dentre as inúmeras doutrinas religiosas no nordeste da Índia.
Teria passado, então, mais 49 dias sob a árvore, meditando sobre a iluminação. Em seguida, teria procurado seus antigos cinco companheiros ascetas e proferido-lhes seu primeiro discurso, que ficaria conhecido na história do Budismo como o Discurso do Parque dos Cervos. Nesse discurso, Buda teria enunciado as Quatro Nobres Verdades e o Caminho de Oito Passos.
Durante os 45 anos seguintes, Buda teria percorrido a Índia pregando sua doutrina. Aos oitenta anos, em Kushinagar, teria vindo a falecer, após comer uma comida estragada oferecida por um ferreiro de nome Cunda. Antes de morrer, teria deixado uma recomendação a seus discípulos: "Talvez alguns de vós estejam pensando:'As palavras do mestre pertencem ao passado, não temos mais mestre'. Mas não é assim que deveis ver as coisas. O darma (lei) que vos dei deve ser o vosso mestre depois que eu partir". Após o falecimento de Buda, sua doutrina se firmou como mais uma dentre as inúmeras doutrinas religiosas no nordeste da Índia.
 
A comunidade monástica fundada por Sidarta continuou praticando seus ensinamentos por um século, até que uma cisão dividiu a comunidade em dois grupos: um deles quis preservar intocáveis os ensinamentos de Sidarta, formando a chamada Escola Teravada. Outro grupo quis introduzir modificações na doutrina visando a aperfeiçoá-la, dando origem à Escola Maaiana<ref>Revista Terra. ''O avanço do budismo''. Agosto de 2003. nº136. São Paulo: Peixes, 2003. p.52</ref>. Sua grande expansão começou sob o impulso de Asoca, o famoso imperador indiano, que, no século III a.C., se tornou o primeiro governante a unificar a Índia. Cansado das atrocidades da guerra, Asoca se converteu ao ensinamento de não violência do budismo e o tornou a religião oficial do Império Mauria. Com isto, o budismo se propagou por grande parte da Ásia. Hoje, a bandeira da Índia apresenta o símbolo da Roda da Lei de Asoca em seu centro. E o brasão indiano é representado por um capitel de uma das inúmeras colunas com inscrições budistas que Asoca mandou construir em seu império. Com o fim do Império Mauria, outros reinos continuaram a apoiar o budismo, como por exemplo os reinos formados pelos descendentes dos conquistadores macedônios de Alexandre Magno na Ásia. Estes reinos passaram para a história com o nome de reinos grecobactrianos e reinos hindu-gregos. Famoso entre estes reinos foi o reino de Gandara, na fronteira dos atuais Paquistão e Afeganistão e que originou uma escola de arte com o mesmo nome, responsável provavelmente pela primeira representação humana de Buda.
Da Índia, o budismo atingiu Bangladexe, Miamar, Sri Lanca, Paquistão, Afeganistão e oeste da China. Do oeste da China, se expandiu para o leste da China, a Coreia e o Japão. No ocidente, o budismo teve escassa penetração nessa época. Constitui um exemplo célebre a visível influência budista na lenda cristã de Josafá e Barlaão, do século VI, que relata a descoberta por parte de um príncipe indiano (Josafá) da amarga realidade da vida e sua posterior conversão ao cristianismo por Barlaão<ref>http://auladeliteraturaportuguesa.blogspot.com/2008/10/novelstica-religiosa.html</ref>. O budismo ainda penetrou na Indochina e na Indonésia, onde fez surgir o templo hindu-budista de Borobodur, por volta do século IX. Porém, esta expansão do budismo sofreu um revés a partir do século VII, com a expansão do islamismo. Os muçulmanos somente toleraram cristãos e judeus, que seguiam a Bíblia, mas não budistas, por considerarem que o budismo não se baseava na Bíblia. Com isto, em sua expansão, os muçulmanos destruíram importantes centros budistas, como Nalanda, na Índia. Somado ao ressurgimento do hinduísmo na Índia, isto ocasionou a virtual extinção do budismo na Índia, em Bangladexe, na Indonésia, no Paquistão, no Afeganistão e no oeste da China. Nos países em que o budismo sobreviveu, ele sofreu influências das religiões nativas. Por exemplo, no Tibete, ele se fundiu à religião bon nativa, originando a versão tibetana do budismo, também chamada lamaísmo.
 
Na China, o budismo foi influenciado pelo culto taoista da natureza, originando a seita Chan, que recebeu, na Coreia, o nome Sun e, no Japão, o nome Zen. Esta escola budista originou importantes elementos da tradicional cultura oriental, como o iquebana, o bonsai, a pintura ''sumi-e'' e artes marciais como o ''kung-fu'', o caratê, o judô, o quendô, o ''iaido'', o aiquidô e o ''tae kwon do'', assim como a figura dos samurais. O budismo somente conseguiu penetrar no ocidente por volta do século XIX, através do interesse dosde intelectuais europeus, particularmente do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), pela cultura oriental. Das vertentes do budismo, foi o zen que penetrou primeiro, através de escritores japoneses como Daisetzu Teitaro Suzuki e Taisen Deshimaru. A partir do final do século XX, com a ascensão da figura do dalai lama Tenzin Gyatso ao posto de celebridade mundial, o budismo tibetano passou a ocupar a liderança entre as seitas budistas em termos de projeção e expansão mundial. Em março de 2001, o movimento fundamentalista islâmico afegão Talibã, que detinha o poder no Afeganistão, destruiu um importante monumento histórico budista no Afeganistão, os chamados Budas de Bamiyan, que eram duas gigantescas estátuas de Buda esculpidas na rocha. A alegação do Talibã era a de que o islamismo proibia o culto a imagens. Tais estátuas testemunhavam o importante passado budista na região, hoje majoritariamente muçulmana. Logo em seguida aos ataques terroristas aos Estados Unidos em 11 de setembro do mesmo ano, ocorreu a invasão do Afeganistão por tropas internacionais lideradas pelos Estados Unidos, derrubando o regime do Talibã. Existem planos, atualmente, de restaurar as duas estátuas destruídas.
{{ref-section}}
{{AutoCat}}
2 144

edições