Budismo/História do Budismo: diferenças entre revisões

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(Schopenhauer nasceu em Danzig, atual Gdansk, uma cidade da Polônia.)
(Melhorei o texto.)
 
[[Image:Birthplacebuddha.jpg|thumb|Local tido como o do nascimento de Buda em LumbiniLumpíni, no Nepal]]
[[Image:Buddha 00014.JPG|thumb|Representação birmanesa do rigor ascético de Buda]]
[[Imagem:Flag of India.svg|thumb|Bandeira da Índia, com a Roda da Lei de Asoca ao centro]]
[[File:Borobudur-perfect-buddha.jpg|thumb|Borobodur, na Indonésia]]
[[File:Seattle Pride 1995 - 7 Star Women's Kung Fu 02A.jpg|thumb|Estadunidenses praticando ''kung-fu'']]
Sidarta GautamaGáutama<ref>''A nasceudoutrina porbudista voltaem versos''. Tradução do páli, introdução e notas de 560Fernando aCacciatore de Garcia. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2010. p. 16.</ref> nasceu em 563 a.C.<ref>''A doutrina budista em versos''. Tradução do páli, naintrodução atuale cidadenotas de LumbiniFernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2010. p. 16.</ref>, no Bosque de Lumpíni, no atual Nepal<ref>''A doutrina budista em versos''. Tradução do páli, introdução e notas de Fernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2010. p. 16.</ref>. Era filho de um governante local, mais especificamente odo reirajá de CapilavastuCapilvasto, umprovíncia pertencente pequenoao reino de Côssala, território atualmente dividido entre Índia e Nepal<ref>''A doutrina budista em versos''. Tradução do nordestepáli, indianointrodução e notas de Fernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2010. p. 16.</ref>. Seus pais se chamavam Xudodana GautamaSudôdana e Maia<ref>''A doutrina budista em versos''. Tradução do páli, introdução e notas de Fernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2010. p. 16.</ref> e, durante vinte anos, não tiveram filhos. Uma noite, porém, a rainha Maia sonhou que um elefante branco penetrara seu ventre através de sua axila direita. Em outra versão da lenda, o elefante a tocara no flanco esquerdo com um lótus branco que carregava na tromba. Neste instante, ocorrera a concepção de Sidarta.
Ainda segundo a lenda, Sidarta nasceu num jardim, quando sua mãe estava em viagem até a casa do pai dela. Nesse instante, o menino deu sete passos na direção de cada um dos pontos cardeais, nascendo uma flor de lótus em cada uma de suas pegadas. Nesse instante, declarou que aquele era seu último nascimento. Algum tempo após o nascimento de Sidarta, a rainha Maia faleceu, fazendo com que Sidarta fosse criado pela irmã mais nova da rainha, MaaprajapatiMagnapajápate<ref>''A doutrina budista em versos''. Tradução do páli, introdução e notas de Fernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2010. p. 16.</ref>. O bebê foi então visitado por um ermitão de nome Asita, que profetizou que o menino poderia ter dois destinos: ou seria um grande governante, ou seria um grande líder espiritual.
 
O pai de Sidarta, querendo que seu filho optasse pela primeira opção, procurou criar o menino afastado de toda a miséria do mundo, para que não brotassem nele questionamentos espirituais que poderiam conduzi-lo ao destino de líder espiritual. No entanto, tal cuidado foi em vão. Mesmo vivendo em meio ao luxo e conforto do palácio de seu pai, um dia Sidarta, ao passear fora do palácio, testemunhou os Quatro Sinais: um velho, um doente, um morto e um monge. Este contato de Sidarta com a realidade da vida chocou-o de tal forma que o levou a abandonar o palácio de seu pai, sua esposa (chamada Iassôdara) e seu filho (chamado Ráula, termo que, traduzido, significa "amarras"<ref>''A doutrina budista em versos''. Tradução do páli, introdução e notas de Fernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2010. p. 16.</ref>) e a se lançar numa jornada de busca espiritual nas selvas indianas. Ele tinha 29 anos. Sua primeira tentativa foi tornar-se discípulo de um guru, um mestre espiritual indiano. Porém, este caminho não o satisfez e ele procurou o caminho do ascetismo, junto com outros cinco companheiros. Sidarta ultrapassava em rigor a disciplina de seus colegas e comia apenas um grão de feijão por dia. Tornou-se tão magro que dizia poder tocar a espinha quando colocava a mão sobre o estômago. Ao fim de seis anos desse regime, Sidarta, um dia, perdeu os sentidos e somente se recobrou quando uma moça que passava se compadeceu dele e lhe deu um pouco de mingau para comer. Raciocinando, Sidarta concluiu que o ascetismo não estava lhe trazendo o esclarecimento espiritual que buscava e procurou outro caminho, o da meditação solitária. Seus companheiros de ascetismo não concordaram com ele e o abandonaram.
 
Sidarta sentou-se debaixo de uma figueira-dos-pagodes (''Ficus religiosa'')<ref>FERREIRA, A. B. H. ''Novo Dicionário da Língua Portuguesa''. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.776</ref><ref>http://books.google.com.br/books?id=KizUvneBVMoC&pg=PA114&lpg=PA114&dq=%C3%A1rvore+ficus+religiosa+buda&source=bl&ots=Jn6oHssGM8&sig=whSl3gAOyc7eD4kDKKrQT1wOFto&hl=pt-BR&sa=X&ei=zHwYT4K7FYTo2gXWxp2qBA&sqi=2&ved=0CGEQ6AEwCA#v=onepage&q=%C3%A1rvore%20ficus%20religiosa%20buda&f=false</ref> nos arredores da vila de Gaia perto da cidade indiana de Benares e iniciou uma meditação que durou 49 dias. Segundo outro mito, teriam sido sete dias e sete noites. Após ter resistido a demônios e tentações, teria alcançado a iluminação espiritual, tornando-se um ''buda'', termo que pode ser traduzido como "desperto"<ref>http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=998</ref>. Teria passado, então, mais 49 dias sob a árvore, meditando sobre a iluminação. Em seguida, teria procurado seus antigos cinco companheiros ascetas e proferido-lhes, em Saranate, perto da atual cidade de Varanássi (a antiga Benares), seu primeiro discurso, que ficaria conhecido na história do Budismobudismo como o "Discurso do Parque dos Cervos", ou "Iniciando o movimento da roda do darma"<ref>''A doutrina budista em versos''. Tradução do páli, introdução e notas de Fernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2010. p. 17.</ref>. Nesse discurso, Buda teria enunciado as Quatro Nobres Verdades e o Caminho de Oito Passos.
Durante os 45 anos seguintes, Buda teria percorrido a Índia pregando sua doutrina. Aos oitenta anos, em KushinagarCussínara<ref>''A doutrina budista em versos''. Tradução do páli, introdução e notas de Fernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2010. p. 17.</ref>, teria vindo a falecer, após comer uma comida estragada oferecida por um ferreiro de nome CundaTxanda<ref>''A doutrina budista em versos''. Tradução do páli, introdução e notas de Fernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2010. p. 17.</ref>. Antes de morrer, teria deixado uma recomendação a seus discípulos: "Talvez alguns de vós estejam pensando: 'As palavras do mestre pertencem ao passado, não temos mais mestre'. Mas não é assim que deveis ver as coisas. O darma ("lei") que vos dei deve ser o vosso mestre depois que eu partir". Após o falecimento de Buda, sua doutrina se firmou como mais uma dentre as inúmeras doutrinas religiosas no nordeste da Índia.
 
A comunidade monástica fundada por Sidarta continuou praticando seus ensinamentos por um século, até que uma cisão dividiu a comunidade em dois grupos: um deles quis preservar intocáveis os ensinamentos de Sidarta, formando a chamada Escola Teravada. Outro grupo quis introduzir modificações na doutrina visando a aperfeiçoá-la, dando origem à Escola Maaiana<ref>Revista Terra. ''O avanço do budismo''. Agosto de 2003. nº136. São Paulo: Peixes, 2003. p.52</ref>. Sua grande expansão começou sob o impulso de Asoca, o famoso imperador indiano, que, no século III a.C., se tornou o primeiro governante a unificar a Índia. Cansado das atrocidades da guerra, Asoca se converteu ao ensinamento de não violência do budismo e o tornou a religião oficial do Império Mauria. Com isto, o budismo se propagou por grande parte da Ásia. Hoje, a bandeira da Índia apresenta o símbolo da Roda da Lei de Asoca em seu centro. E o brasão indiano é representado por um capitel de uma das inúmeras colunas com inscrições budistas que Asoca mandou construir em seu império. Com o fim do Império Mauria, outros reinos continuaram a apoiar o budismo, como por exemplo os reinos formados pelos descendentes dos conquistadores macedônios de Alexandre Magno na Ásia. Estes reinos passaram para a história com o nome de reinos grecobactrianos e reinos hindu-gregos. Famoso entre estes reinos foi o reino de Gandara, na fronteira dos atuais Paquistão e Afeganistão e que originou uma escola de arte com o mesmo nome, responsável provavelmente pela primeira representação humana de Buda.
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