REA - Educação a Distância e Ambientes de Aprendizagem/FISL 17 (Oficinas)/Apresentação da Oficina: diferenças entre revisões

Inseri tres paragrafos novos sobre aprendizagem móvel e, portanto, novas referencias.
(Inseri tres paragrafos novos sobre aprendizagem móvel e, portanto, novas referencias.)
'''Onde nos apoiar neste momento?''' Em algo que possa suportar nossas crenças. Os Recursos Educacionais Abertos (REA) se vinculam ao movimento de uma Educação Aberta. A Educação Aberta, nasce entrelaçada ao ensino presencial e ao ensino a distância, na tentativa de promover compartilhamento e transparência em ações sustentáveis hoje especialmente fortalecidas pelas tecnologias e mídias móveis.
 
'''O que a Educação Aberta tem a ver com a Educação a Distância?''' Esse movimento emergente de Educação, vinculada à Ciência Aberta, combina a tradição de partilha de boas ideias com colegas educadores e da cultura da Internet, marcada pela colaboração e interatividade. EstaUma das prerrogativas da metodologia deda Educação a Distancia, vinculada à Educação Aberta, é construída sobre a crença de que todos devem ter a liberdade de usar, personalizar, melhorar e redistribuir os recursos educacionais, sem restrições.
 
'''Por que abertos?''' Porque não são monopólio de nenhuma indústria editorial, nem dependem de licitações. Nem são comprados exemplares físicos, nem cobrados direitos autorais ou licenças que os restrinjam como usos educacionais. Os recursos em formatos digitais abertos, entre eles os que podem ser disponibilizados em tecnologias móveis, podem ser utilizados, redistribuídos, melhorados, revisados, atualizados e remixados por professores/alunos/tutores/gestores, problematizando-os à sua realidade ou aos seus objetivos educadores em qualquer lugar, tempo e espaço que se ofereça para ser usado (BOLL, MELO, 2015).
'''E o que a Lei do Marco Civil da Internet no Brasil tem a ver com tudo isso?''' ''Art. 26. O cumprimento do dever constitucional do Estado na prestação da educação, em todos os níveis de ensino, inclui a capacitação, integrada a outras práticas educacionais, para o uso seguro, consciente e responsável da internet como ferramenta para o exercício da cidadania, a promoção da cultura e o desenvolvimento tecnológico. Art. 27. As iniciativas públicas de fomento à cultura digital e de promoção da internet como ferramenta social devem: •I - promover a inclusão digital; •II - buscar reduzir as desigualdades, sobretudo entre as diferentes regiões do País, no acesso às tecnologias da informação e comunicação e no seu uso; e •III - fomentar a produção e circulação de conteúdo nacional.'' (LEI Nº 12.965, DE 23 DE ABRIL DE 2014).
 
'''Por que mobilidade na Aprendizagem Móvel?''' Com a (i)mobilidade das mídias, conectadas em redes wifi, podemos colocar à prova o que Bergson (2006) nos acenava: enxergar a complexidade daquilo que é móvel enunciando esteticamente o que é capturado, formalizado, alinhavado e imobilizado nessa tentativa de parar o tempo. Textos, imagens e sons são cada dia mais enviados em upload para a internet obrigando-nos a ver e ouvir o que muitas vezes ficaria mais restrito ao enraizado, territorialmente mais próximo onde nossos corpos físicos estão. Isso porque essa estética, composição entre sujeito, tecnologia e mundo, enuncia um efeito representativo imobilizado com a ajuda dos dispositivos maquínicos. (...) No cotidiano, capturado pelas Tecnologias Móveis em textos, sons e imagens, o que é móvel- a vida- se imobiliza mesmo que nunca em sua completude. Impossível capturar a vida que corre e nunca para. Mas o que é imobilizado em textos, sons e imagens já é suficiente para compor estilos e ideias de estar, ver e sentir o mundo.(...) O cenário contemporâneo tem a vida como evento. As Tecnologias Móveis o revela quando capturado em textos, sons e imagens.(BOLL, 2015b)
 
'''Por que espect-autor na Aprendizagem Móvel?''' O protagonismo está na duração do efeito representativo que, tal como a vida, é móvel e se movimenta em um corpo multivduo pois que não há uma “parada” do tempo: há infinitas criações em potência.(...) Nossos alunos cada vez mais enunciam-se como protagonistas imprimindo suas marcas, conectando pontos que, entrecruzados na linha que imobiliza, se transformam em atratores. Assim, na criação dessa obra, todos somos potenciais protagonistas: somos espect-autores (idem). Os atratores, quando vistos, parecem apresentar esta alegria de viver de nossos tempos, dos jovens que “ainda” acreditam que é preciso se encarnar ao espírito da criação do conhecimento para se sentir vivo.(BOLL, 2015b)
 
'''Por que atrator na Aprendizagem Móvel?''' O atrator é o que aproxima o que aparentemente não combina, destrói o que poderia ser a combinação perfeita: de laços de vizinhanças habituais para vizinhanças inesperadas (BAKHTIN, 1988, p. 284). Vizinhanças habituais que privilegiam o formal, o alinhavado e o imobilizado de uma análise técnica e crítica do representado digitalmente. Vizinhanças inesperadas onde qualquer texto, som ou imagem suga a atenção de um espectador atento: o espect-autor. E é nesse momento de captura pelo atrator que entramos na obra criada para participar dela também como protagonista. Nesse momento, sempre de autoria, uma tentativa de fazer durar o infinito, o imóvel: a vida.(BOLL, 2015b)
 
'''Celular na Sala de Aula pode?''' A temporalidade neste contexto da cultura digital envolve não só a extensão deste tempo relógio quanto mais especificamente do tempo criativo e autoral deste multivíduo do qual falamos. Todo o ato da produção do conhecimento requer uma dose de ousadia e imaginação, pois que o conhecimento em si é autoral, criação: envolve um multivíduo cognoscente e criativo em seu desejo de conhecer. E o seu desejo de conhecer está diretamente relacionado com o seu território educativo e com todos os atores que ali se movimentam, desde a família até o próprio conselho escolar. Aprender é poder compartilhar conhecimentos e protagonismos autorais e, em um sistema que ainda ensina a obedecer, a transgressão oferecida pelos dispositivos midiáticos é o próprio pensar. O pensar não mais de um espectador decodificador ou interlocutor, mas de um espectador autor (BOLL, 2014).
 
BOLL, C. I. Os dispositivos midiáticos na cultura digital: a ousadia enunciada em uma estética que potencializa eu, você e todos os outros que quiserem participar. In: CORÁ, E,J (Org.). Reflexões Acerca da Educação em Tempo Integral. Porto Alegre: Evangraf, 2014 (só impresso)
 
BOLL, C.I. A Potencialidade dos Olhares Educadores no Contexto da Educação Básica: desafiando saberes e fazeres para a criação autoral na escola. R e v . T r a j . M u l t . – E d . E s p . X I X F ó r u m I n t e r n a c i o n a l d e E d u c a ç ã o V o l . 6 – I S S N 2 1 7 8 4 4 8 5 - A g o s t o / 2 0 1 5b in http://www.facos.edu.br/publicacoes/revistas/trajetoria_multicursos/julho_2015/revista.pdf
 
BERGSON, H. O Pensamento e o Movente: ensaios e conferencias. São Paulo: Martins Fontes, 2006.(só impresso)
 
BAKHTIN, M.M.. Questões de Literatura e de Estética. São Paulo: Unesp, 1988.(só impresso)
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