Civilizações da Antiguidade/Civilização Egípcia: diferenças entre revisões

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(RV)
 
Quem juntou as duas terras do Egito sob um mesmo governo foi Menés ou Narmer. O nome é motivo ainda de discussões. O fato é que a partir dessa união de nomos sob o mesmo governo, começa a real história de um grande império e começa o reinado dos faraós, que eram os reis do país unido.
 
==Divisões históricas==
[[Image:Statue of Nenkheftka.jpg|thumb|150px|right|estátua de Nenkheftka, 6ª dinastia]]
Existem diversas maneiras de dividir a história do antigo Egito. Aqui vamos usar:
 
*Antigo império
 
*Primeiro período intermediário
 
*Médio império
 
*Segundo período intermediário
 
*Novo império
 
*Terceiro período intermediário
 
*Último período
*Período greco-romano
 
===Antigo império===
 
Antes do antigo império existiu o período dinástico antigo que engloba a 1ª e a 2º dinastias. Essa fase foi de unificação do governo e do povo.
 
O antigo império vai da 3ª a 6ª dinastias e foi uma fase de prosperidade e de expansão.
 
Essa é a época em que o país de fato se afirma como uma grande potencia, é na quarta dinastia que são construídas as pirâmides, os templos, as estátuas dos faraós imponentes como deuses. Tempos de riqueza e paz que terminam no reinado de Pepi II, o último faraó da sexta dinastia.
 
===Primeiro período intermediário===
 
Neste período contabilizamos a 7º, 8ª, 9ª, 10ª e 11ª dinastias. Sendo que a 11ª dinastia é dividida entre as fases do primeiro período intermediário e do médio império.
 
É chamado de período intermediário porque foi uma fase de desunião, fome e governantes fracos. O país ficou dividido em três, houve invasão de outros povos e anarquia gerando uma guerra civil.
 
Dentro dessas dinastias houve diversos governantes mas somente no final da 11ª dinastia e ainda pertencendo a ela é que surge o novo governante, Mentuhotep II, que vai unificar novamente o Egito e começar o período chamado Médio império.
 
===Médio império===
[[Image:FuneraryPaddlingBoatW-TombOfMeketre MetropolitanMuseum.png|thumb|250px|left|barco funerário da tumba de Meketre, 12ª dinastia]]
O médio império engloba as dinastias 11, 12 e 13, embora Mentuhotep II pertença ainda a 11ª dinastia, ela é dividida com o período anterior.
 
Este foi um tempo de paz e riqueza, de muitas expedições militares, de comércio florescente, de grandes construções como o Templo de Amon em Karnak e muitas pirâmides e fortalezas.
 
Os sacerdotes eram poderosos e o grande deus Amon era venerado por todos.
 
Nas artes os egípcios deixaram um legado na pintura, arte decorativa, estatuária, literatura, que demonstram que nada como a paz e a riqueza de um povo para que a capacidade artística possa florescer.
 
O médio império termina na 12ª dinastia, sem governantes importantes mencionados nas listas conhecidas. Se presume que, novamente a fome, com a baixa das cheias do Nilo, aliada a governantes fracos tenha sido o estopim para a desunião do país.
 
===Segundo período intermediário===
 
Este período abrange as dinastias da 14ª à 17ª. Quando se denomina período intermediário, significa um período de transição, e este foi marcado pelo governo de um povo estrangeiro nas terras do Egito.
[[Image:Queen Sitdjehuti's sarcophagus in Munich.jpg|thumb|200px|right|sarcófago da esposa do faraó Seqenenre Tao II]]
O fato é que não havia um governante de pulso firme e novamente as terras foram divididas, sendo que, no delta, um povo que foi chamado de Hicsos, tomou conta do governo e por isso se diz que houve a invasão dos hicsos. Na realidade esse povo já vivia no Egito e foi aumentando sua população até que tiveram a oportunidade de constituir um governo.
 
É claro que os egípcios resistiram à dominação estrangeira, e de Tebas surgiu a resistência que derrotou o povo estrangeiro, os expulsando das terras do Egito. Foi Kamose filho de Seqenenre Tao II, o grande líder que foi a guerra e libertou o país iniciando uma nova fase. Seu irmão Ahmose foi o faraó do Egito livre e unido e o primeiro da 18ª dinastia.
 
===Novo império===
 
[[Image:Spaziergang im Garten Amarna Berlin.jpg|thumb|150px|left|relevo de Amarna]]
Aqui teremos as dinastias de 18 a 20 e um período de glórias para o Egito.
 
O país reunificado, temos nessa fase grandes faraós guerreiros, muitas campanhas militares, a retomada de territórios perdidos e novas conquistas.
 
O novo império deve ser mencionado, além de muitas outras coisas, pelo fato dos sepultamentos passarem a ser no Vale dos Reis, pelas artes, pelos templos e pela avançada medicina. Se formos nomear os faraós, essa é talvez a fase mais rica do Egito em grandes governantes, como Hatshepsut (a rainha-faraó),Thutmose III o grande líder militar que expandiu as fronteiras, Ramsés II, Thutankamon (que na verdade não foi importante enquanto vivo mas que, depois de morto nos legou uma grande riqueza e saber). Além de todos o faraó Akhenaton, que rompeu com a religião estabelecida e construiu outra cidade para seu culto a Aton, o deus sol.
 
A decadência do novo império começou ainda no reinado de Ramsés II, as invasões dos povos do mar, a Guerra de Tróia com consequente movimentação de pessoas fugindo, a riqueza e poder dos sacerdotes, a corrupção e a fome, tudo isso levou à derrocada de uma das mais belas fases da história egípcia.
 
[[Image:Egypte louvre 063 crosse.jpg|thumb|160px|right|o rei núbio Taharka representado como esfinge]]
 
===Terceiro período intermediário===
 
Compreende as dinastias de 21 a 25. Neste período temos um Egito dividido novamente, mas na mão dos sacerdotes e de diversos reis sem grande poder, que governavam a partir de cidades distintas.
 
É necessário mencionar que nesse terceiro período houve a 25ª dinastia, ou Núbia ou ainda Kushita.
 
Depois de tantos anos dominados pelo Egito, os núbios guardavam os valores mais profundos e importantes da cultura egípcia com os quais por tanto tempo conviveram e admiraram.
 
Quando o país se esfacelou dominado pela corrupção, os faraós negros da Núbia dominaram parte do país trazendo de volta de seus antigos valores e deixaram uma belíssima herança na sua própria terra, a Núbia.
 
[[Image:Louvre 122007 37.jpg|thumb|150px|left|estátua pertencente a 26ª ou 27ª dinastias]]
 
=== Último período===
 
Engloba da 26ª à 31ª dinastias. O Egito é reunificado por Psamético I que era apenas um fantoche nas mãos de Assurbanipal e assim os assírios estavam no comando do Egito. Esta foi a 26ª dinastia.
 
A 27ª dinastia foi fundada pelos persas, que dominaram o Egito sob a liderança do rei Cambises I. Essa foi uma dominação que não trouxe grandes danos ao orgulho egípcio, até pelo contrário, os reis persas Cambises, Dario I e Dario II procuram governar de forma a respeitar as tradições do povo egípcio.
 
Depois houve um breve período de independência com governantes fracos e governos instáveis. A 31ª dinastia é última a ter faraós nascidos no Egito.
 
O último período se fecha com a segunda ocupação persa que violenta, sangrenta, com um governo desorganizado, corrupto e cheio de vícios.
 
===Período greco-romano===
 
Começa oficialmente com a chegada de Alexandre Magno ao Egito. Ao que parece, o grande conquistador foi recebido de braços aberto pelo povo egípcio, que havia passado por uma grande opressão com os persas.
 
Alexandre era um homem culto e admirava o Egito, infelizmente não viveu para ver pronta a cidade de Alexandria, que mandou construir.
 
[[Image:CleopatraVII7a.jpg|thumb|100px|right|Cleópatra VII]]
Um de seus generais, que estava no Egito por ocasião de sua morte, herdou o governo, seu nome era Ptolomeu. Assim teve inicio à dinastia chamada Ptolemaica.
 
Embora esta fosse uma fase próspera para os egípcios, o povo não aceitava esses estrangeiros e cada vez mais os romanos tomavam as rédeas do poder.
 
A última rainha deste período foi Cleópatra VII, a famosa governante que se envolveu com os romanos Otávio Augusto e Marco Antonio.
 
Perdida a Batalha de Accio, ela cometeu suicídio junto com Marco Antonio.
 
Daí em diante o Egito se torna província romana.
 
==Faraós e dinastias==
 
Na realidade os egípcios não chamavam o seu rei de faraó. A palavra faraó é a pronúncia dos hebreus para a palavra egípcia '''per-aa''' que significa '''Casa Grande'''.
 
[[Image:Hatshepsut.jpg|thumb|120px|left|Hatshepsut a rainha-faraó.]]
O título do rei do Egito era '''Nisu'''.
 
O rei, com poucas exceções na história era sempre do sexo masculino, mas herdava o título de sua esposa, portanto a legitimação ao trono vinha através da mulher, que podia até ser irmã do rei.
Vamos datar a primeira dinastia de 3000 - 2650 a.C. até o último período mencionado que é o período greco-romano, vai de 332 a.C. - 642 d.C. Existem muitas discussões sobre as datas e os reis de cada dinastia mas vamos partir do princípio de que durante esse tempo, decorreram todos os períodos mencionados acima, sendo que algumas dinastias foram interrompidas por disputas internas ou invasões estrangeiras.
 
==Religião e túmulos==
 
Desde o início da ocupação do vale do Nilo, o povo já acreditava em deuses, que eram forças da natureza, assim como o próprio rio. Com o desenvolvimento da civilização, esses deuses foram tomando forma e se criou toda uma mitologia em torno deles.