A história do Japão da Cambridge/O século da reforma: diferenças entre revisões

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Embora tenhamos certeza de que o sistema de classificação foi instituído em 603 (isto é verificado por uma declaração que aparece na história dinástica chinesa de Sui), a datação das ''Dezessete Injunções'' ainda é um assunto de discussão e desacordo. Descritos em um registro do ''Nihon Shoki'' do primeiro dia de ''604'', <ref> Suiko 12 (604) 4/3, NKBT 68. 180-186.</ref> contêm palavras e frases sugerindo que foram escritas em uma data muito posterior. Alguns historiadores apontam que a primeira vez que o ofício de inspetor provincial (''kuni no mikotomochi'') foi mencionado foi na ''Injunção nº 12'' e que este ofício não apareceu até depois das ''Grandes Reformas'' de ''645''. Mas a Corte pode ter enviado inspetores imperiais para as províncias periféricas ainda nos tempos de ''Asuka'' para inspecionar propriedades reais e outras.
 
===As Grandes Reformas=== <ref> O início desta parte do texto não estava disponibilizada para tradução </ref>
 
Nos tempos antigos, os mortos eram enterrados em sepulturas em terrenos altos. Não eram empilhados detritos, nem árvores eram plantadas. Caixões eram feitos para durar apenas até o corpo decair, assim como as roupas colocadas sobre ele. Então, daqui em diante, montes funerários passaram a ser construídos, mas somente em terras que não pudessem ser cultivadas e de tal maneira que após uma geração passar, não poderiam ser reconhecidas como sepulturas. Nenhum ouro, prata, bronze ou ferro deve ser colocado nelas, carros funerários tradicionais e figuras devem ser representadas em argila, e as juntas do caixão devem ser preenchidas com não mais do que três camadas de verniz. Nenhuma joia deve ser colocada na boca do falecido, e nenhuma jaqueta ou caixa de jóias deve ser deixada ao lado do cadáver. Todas estas são práticas vulgares.
 
O decreto japonês não exigia a adoção das antigas práticas funerárias chinesas, mas estipulava que o tamanho e o conteúdo dos montículos estivessem de acordo com o cargo e a posição do falecido no governo imperial. Por exemplo, um alto funcionário poderia ser enterrado em um monte quadrado de estilo chinês com aproximadamente o tamanho da sepultura de ''Soga no Umako'', cuja câmara de pedra interna não poderia ser maior do que nove por cinco por cinco ''shakus'' (o comprimento médio entre os nós do caule do bambu, aproximadamente 30 cm). Câmaras um pouco menores poderiam ser construídas para o enterro de um oficial de baixa patente, mas nenhuma para um cidadão comum. O decreto terminou com a proibição do sacrifício de vassalos e animais no momento do enterro e do costume das pessoas cortarem o cabelo ou esfaquear as coxas para homenagear o defunto. Tais medidas destinavam-se a assegurar que os túmulos – pensados para santificar o poder e a autoridade do atual imperador ou chefe – mostrassem precisamente que cargo e posição o defunto (e seu sucessor) mantinham na ordem imperial.
 
A importância atribuída às fileiras imperiais é responsável pelo estabelecimento de dois novos sistemas de classificação, um anunciado em ''647'' e outro em ''649''. Ambos se tornaram instrumentos mais fortes para a construção estatal, acrescentando altos escalões – provavelmente mais valorizados por causa de seu sabor Tang – como os ministros que serviram o imperador diretamente e lealmente. Como em outras ações tomadas nesses primeiros anos de reforma, a influência de estudiosos do Estado que viveram muitos anos na ''China Tang'' pode ser detectada.
 
Embora o fluxo de decretos imperiais nos diga muito sobre a natureza e o processo de reforma durante os anos posteriores a ''645'', uma decisão tomada pelo príncipe herdeiro cerca de dois meses após a publicação do edital de quatro artigos parece ter sido particularmente significativa para o império. De acordo com esta decisão, conforme relatado em um registro doe ''Nihon Shoki'' para o vigésimo segundo dia do terceiro mês de 646, o príncipe herdeiro (o futuro ''Imperador Tenji'') transferiu oitenta e uma propriedades reais (''miyake'') que estavam nas mãos dos clãs ao imperador, assim como o controle direto de 524 pessoas que representavam guildas profissionais (''be'') que também estavam nessas condições, explicando que assim como “o céu não tem dois sóis, um país não pode ter dois governos” e que o imperador deve ser servido por todos. Provavelmente poucos líderes de clã seguiram a liderança do príncipe, mas sua ação, juntamente com a descoberta de túmulos precisamente do tamanho permitido no decreto sobre enterros, indica que pelo menos alguns líderes estavam obedecendo aos decretos e se submetendo ao domínio imperial.
 
===O Estado Imperial===
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