Diferenças entre edições de "Marcas nas fotografias de Werner Haberkorn/Vista parcial da Praça da Sé. São Paulo-Sp. 02, Acervo do Museu Paulista da USP"

Em 1935, o imigrante italiano Giuseppe Michelangelo Drago decidiu, em uma simples oficina de marcenaria, criar e introduzir no mercado uma mobília que se ajustasse ao espaço moderno dos novos edifícios, que enfrentavam dificuldades devido ao seu tamanho reduzido durante o processo de verticalização do Rio de Janeiro na década de 30. Um modelo de sofás-cama foi criado para que fosse econômico e estético e assim suprir a necessidade de aproveitamento desses pequenos espaços de forma funcional. Assim surgiu as Indústrias Reunidas Sofá-Cama Drago S.A. Os sofás-cama Drago se baseiam no conceito de sofás retráteis, conversíveis, podendo ser usado de formas diferentes no espaço em determinados períodos do dia. A venda de móveis Drago era direcionada para um público específico, a classe média da época, não muito abastado, e com o tempo desenvolveu diversos outros modelos criativos de mobília. Além de sofás-cama e poltronas, passou a produzir conjuntos para a decoração completa de dormitórios e salas de jantar, o que inclui criado-mudo, camas, armários, cadeiras e mesa.
 
Rubem Fonseca publicou em sua obra “Agosto” referências sobre a trajetória das Indústrias Reunidas Sofá-Cama na década de 50 dentro de seu contexto histórico. Em 8 de dezembro de 1985, os sofás Drago foram pauta de uma publicação na Revista Nacional e posteriormente publicada na obra que reúne crônicas de Rubem Braga.