Diferenças entre edições de "Marcas nas fotografias de Werner Haberkorn/Vista parcial da Praça da Sé. São Paulo-Sp. 02, Acervo do Museu Paulista da USP"

As mudanças significativas da capital criaram um ambiente propício para que São Paulo se tornasse um centro de influências social e economicamente, sobretudo na região do quadrante Sudoeste da cidade. O centro de uma cidade é palco de conflitos econômicos e de concentração e movimento de pessoas com motivações e interesses diferenciados entre si. O mesmo segue uma lógica de movimento, o centro financeiro é direcionado pelo capital e quem o movimenta é a elite. A cidade moderna em pleno desenvolvimento apresentou maior crescimento horizontalmente. Sob o ângulo do mundo dos negócios, o importante é mostrar nas fotografias a área que melhor promove as questões relacionadas às vendas, assim como os grandes anúncios que enriquecem a imagem de detalhes e, ao mesmo tempo, ocupam o topo de arranha-céus da capital.
 
A expansão da cidade determinou padrões de moradia perceptivelmente representados pelas distintas modalidades de edifícios, influenciando diretamente nas inusitadas formas de convivência urbana que se originaram a partir desse processo. Tais transformações definiram um padrão de vida para os moradores e pessoas que se deslocavam para o centro urbano a trabalho. Os chamados edifícios mistos tinham como propósito reunir as residências, os escritórios e o comércio em uma determinada limitação de espaço e cederam a esses locais maior uso e sentido às vias que os interligam nas vinte e quatro horas do dia. A verticalização e a horizontalização da capital representadas na fotografia tematizam o crescimento e a modernidade, elas aparecem não só no planejamento urbano, como também nos setores econômico, automobilístico e publicitário apresentados na fotografia de Werner Haberkorn.