Diferenças entre edições de "Mário Ferreira dos Santos/Contexto histórico"

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Foram revertidas as edições de 189.38.135.249 (disc) para a última revisão de GinDePietro
(Olavo não é fonte e a história do Caio prado e uma farsa comprovada)
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Etiqueta: Reversão
Contextualizado na metade do século XX, no Brasil, Mário foi socialista em um tempo de efervescência do movimento e avanço de São Paulo.
 
Num debate, Mário e o então mais eminente intelectual oficial do Partido Comunista Brasileiro, Caio Prado Júnior. Caio falou primeiro, respondendo desde o ponto de vista marxista à questão proposta como Leitmotiv do debate. Quando ele terminou, Mário se ergueu e disse mais ou menos o seguinte:
N
: "Lamento informar, mas o ponto de vista marxista sobre os tópicos escolhidos não é o que você expôs. Vou portanto refazer a sua conferência antes de fazer a minha".
E assim fez. Muito apreciado no grupo anarquista, não por ser integralmente um anarquista ele próprio, mas por defender as idéias econômicas de Pierre-Joseph Proudhon, e não Marx. O problema era que, o marxismo era o centro dominante ou único dos interesses intelectuais de Caio Prado Júnior, ao passo que, no horizonte infinitamente mais vasto dos campos de estudo de Mário Ferreira, era apenas um detalhe.
 
Mário Ferreira ocupa no Brasil uma posição similar à de Giambattista Vico na cultura napolitana do século XVIII ou de Gottfried von Leibniz na Alemanha da mesma época: um gênio universal perdido num ambiente provinciano incapaz não só de compreendê-lo, mas de enxergá-lo. <ref>CARVALHO, O. Mário Ferreira dos Santos e o nosso futuro [https://olavodecarvalho.org/mario-ferreira-dos-santos-e-o-nosso-futuro/]</ref>
 
'''Mercado livreiro'''</br>
Na palestra A influência da oratória na formação dos líderes, o filósofo relata que, quando procurou alguém que publicasse os seus livros, trombou com a seguinte situação: o editor “deu a entender que era o maior absurdo editar um livro de filosofia num país de analfabetos”, que somente venderia algum livro a muito custo, com muita publicidade, e que “nós não podemos empatar nosso capital na edição de livros desta espécie”. Mário afirma que só não saiu correndo do escritório porque o editor era delicado... Mas lhe disse que faria uma experiência própria, com dinheiro emprestado: criar sua própria editora. O sucesso foi tamanho que pagou em trinta dias um crédito que era para noventa. Porém, apesar de ter vendido muitos milhares de cópias, atingindo mesmo a casa do milhão, fenômeno inédito no Brasil e penso que também inaudito no resto do mundo, Mário foi vendido, mas não foi lido, ou pelo menos não foi entendido, uma vez que as sementes que lançara não deram frutos.<ref>PACHÊCO, Elvis Amsterdã do Nascimento. A dialéctica-ontológica de Mário Ferreira dos Santos. UFSC.</ref>
 
{{Referências|col=2}}