Grego moderno/Vocabulário: diferenças entre revisões

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sem resumo de edição
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Nesta QUINTA PARTE, incluiremos textos didáticos elementares com traduções paralelas e extratos de textos acadêmicos, colhidos nas Áreas da Economia e Política, Ciências Sociais, Geografia, História, Direito e Filosofia para pesquisa de vocabulário e comentários gramaticais. A formação de palavras por composição e derivação tem importância capital e constitui uma área de estudo com aplicação prática em outras disciplinas.
 
Utilizaremos o sistema de transcrição já descrito na introdução geral.O maior impedimento para o acesso imediato aos textos gregos, sem os quais não podemos realmente aprender essa língua, é a ignorância do alfabeto.
 
É preciso sanar esse pequeno problema inicial para entrar imediatamente no estudo de textos gregos. Basta-nos, para isto adotar um sistema descomplicado de transcrição, sugerido pelos nomes das letras gregas. Não se trata ainda de reproduzir a pronúncia das palavras, mas apenas de reproduzir no alfabeto latino as suas formas ortográficas,quase mecânicamente. Assim, sem nenhuma preocupação, quer com o aspecto caligráfico quer quanto ao problema da pronúncia, poderemos transcrever natural e rapidamente extensos trechos, e fazer anotações bibliográficas corretas, como as grandes livrarias internacionais, o fazem fora da Grécia.e poderemos também,oportunamente, re-digitar o texto, sem erros ortográficos um texto recolhido, em transcrição
 
Para construir esse sistema prático de transcricão de textos gregos modernos, para uso prático e didático, temos de rever o alfabeto grego, que é composto de letras maiúsculas e minúsculas, sendo as letras maiúsculas mais fáceis de reconhecer. Esse alfabeto que os gregos adaptaram do alfabeto semita foi criado há mais de 2400 anos e serviu de modelo ao nosso, criado pelos Romanos.
 
Com relação à ortografia, devemos preliminarmente observar que todas as palavras gregas, que não sejam monossilábos, tem um acento agudo na sílaba tônica. O acento tônico nunca poderá incidir depois da antepenúltima sílaba. Textos em maiúculas nunca são acentuados.
Além deste sinal diacrítico, pode aparecer um trema, bem como os sinais convencionais de pontuação, que aliás diferem dos nossos. O ponto a salientar é que em grego é indispensável, cuidado com a ortografia e acentuação, parte integrao da palavra.
Preliminarmente, algumas notas sobre a pronúncia da língua grega. Todas as consoantes são claramente pronunciadas.Consoantes duplas equivalem a uma simples.Três tem sons estranhos ao português:o Délta D, o Thjta TH que soam como um TH inglês e o CHI. que soa como o CH alemão em Ich,Sich, Noch, um H aspirado parecendo um R brasileiro. Alguns sons comuns para nós tem uma grafia estranha com o nosso D representado por NT e o nosso B representado pelo dígrafo MP, μπ ΜΠ.
 
As vogais se pronunciam como em português, não sendo nunca nasalizadas, como pode ocorrer entr nós.Melhor então dizer que em grego as vogais se pronunciam à italiana.
Há em grego dois Ó s, com exatamente a mesma pronúncia aberta, o Ó de Ómicron [transcrito O]; e o Ó de Ómega [transcrito W].
 
Há três I s, em grego,um I de Iota , transcrito Giwta ou Yiwta , um I de Ypsilon que é o Y,e outro I de jta, que é o H., do artigo definido feminino singular No inicio de uma palavra ou depois de uma consoante o Ýpsilon Y pronuncia-se I., mas serve também para formar vários falsos ditongos,isto é, duplas de uma vogal mais um Ýpsilon, representando sons que nada tem a ver com on som I, como EY eu e AY au e OU ou.
 
Em grego ocorreu o fenômeno fonético denominado iotacismo, ou itacismo, que fez com que vários elementos vocálicos passassem a ser pronunciadosI, como um iota, um jta. ou um ýpsilon São pronunciados como I os falsos ditongos OI, e EI, bem como o YI que soam exatamente como um I normal
 
O ditongo OY, ου pronúncia-se como um U português,εμ Lulu, ou como um OU francês em Joujou, bijou , vous, etc. Como exemplos em grego temos: mou μου, sou σου, tou του, tous τους , respectivamente, meu, teu , seu ,deles ou delas.
Em grego não há ditongos como os que temos em português boi, fui, vou, cai vai. O s ditongos aparentes em grego são falsos, como os seguintes, com suas respectivas pronúncias entre colchetes: AI ai [pronúncia É], EI ei[ pronúncia I], AY au [pronúncias AV ou EF], EY eu [pronúncias EV ou EF], OI oi [pronúncia I], OY ou ου [pronúncia U], YI ui υι [pronúncia I]. A letra Épsilon Ε ,ε e o ditongo AI ai αι se pronúnciam igualmente como um É aberto. Em grego o som Ó aparece ou como [Ómikron] ou como [Ómega] transcrito [’Wmega ,Ωμεγα], ambos com a mesma pronúncia de Ó aberto.
 
A grande surpresa é que o Beta, B, β que se denomina atualmente VITA lê-se como um V de VÍNCULO. Como o V em russo. Transcreveremos como B, mas leremos como V. Nosso verdadeiro B , B de BOLA, é representado por uma consoante dupla MP [ΜΠ].e assim transcrito Escreve-se, por exemplo, o nome do gramático grego contemporâneo como ΜΠΑΜΠΙΝΙΟΤΙΣ ou Μπαμπινιοτις, que se lê BABIΝΙOTIS ou BAMBIΝΙOTIS, sem nazalizar o A. O Sigma nunca se pronúncia como Z, nem entre vogais, nem no final das palavras e equivale a um Ç ou S duplo SS, como em espanhol.
 
O Th(í)ta TH, nosso theta, e o Delta D, pronúnciam-se como o TH inglês em There, e em That. Logo para o nosso D os gregos tem de utilizar outro dígrafo consonantal NT. Considerando as letras do alfabeto grego , uma a uma, verificamos que algumas são idênticas às do nosso alfabeto latino e tem a mesma pronúncia, outras apesar de serem idênticas tem pronúncias diferentes. Eis o alfabeto grego, com suas letras maiúsculas e minúsculas As letras iniciais dos nomes das letras servirão para criar a nossa transcrição.
 
Álpha Α α; Béta Β β; Gáma Γ γ; Délta Δ δ; Épsilon Ε ε; Z(í)ta Ζ ζ; (Í)ta Η η;Th(í)ta Θ θ; Giw’ta Ι ι; Kápa Κ κ ; Lámda Λ λ ou Lámbda Λ λ; Mi Μ μ; Ni Ν ν, Xi [ksi] Ξ ξ; Ómikron Ο ο; Pi Π π; Ro Ρ ρ; Sígma Σ σ ς; Tau Τ τ; Ýpsilon Υ υ; Phi Φ φ; Chi Χ χ; Psi Ψ ψ; ‘Wmega Ω ω.
 
O sistema de transcrição consiste em substituir as letras gregas pela latinas correspondentes. A nossa transcrição respeita, na maior parte, o sistema de transcrição criado por Erasmo de Rotterdam. As normas da transcrição erasmiana constituem o sistema que é sempre necessário utilizar para introduzir palavras gregas no vocabulário ciêntifico ocidental. Foi criado para adaptar palavras gregas à língua latina. A pronúncia artificial, erasmiana, atribuída consuetudinariamente ao Grego Clássico, desde a Renascença, nada tem a ver com a pronúncia da língua moderna falada na Grécia, e em Chipre, atualmente. Porisso tornam-se necessárias umas poucas modificações do sistema de Erasmo, para possibilitar uma leitura moderna mais aproximada da pronúncia real e suficiente para salvar as formas ortográficas. do texto com o qual estivermos trabalhando.
 
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO. Considere a transcrição seguinte:
 
To koinó Europaikó Plaísio Anaphorás (CEF) eínai ékdosj tou Sumboulíou tjs Eurwpjs pou paréchei mia koinj básj perigraphjs glwssikwn spoudwn periechoménwn methódwn didaskalías kai axiológjsjs stjn Europaikj,... etc
Note que todas as palavras do texto, exceto os monossílabos, estão acentuadas com um acento agudo. Só há este acento no grego moderno, este e o trema. O sistema ortográfico, que é adotado atualmente na Grécia e em Chipre, denomina-se monotônico, contrapondo-se ao sistema antigo, milenar, ainda usado em grego clássico, chamado politônico. O monotônico é oficial só desde 1982, de modo que ainda encontramos em uso publicações acadêmicas no sistema ortográfico antigo, publicadas anteriormente àquela data. Um texto na ortografia politônica será transcrito tal como explicamos, mas com um único acento agudo, ignorando-se todos os demais penduricalhos.
 
Nos falsos ditongos o acento incide sempre sobre a segunda vogal. Se num ditongo o acento estiver na primeira vogal, isto significa que devem ser pronunciadas separadamente. Quando o acento cair sobre um w , ómega, ou j, iode, não é preciso colocá-lo na transcrição, subentendem-se. Só as maiúsculas iniciais precisam levar o acento, neste caso colocado antes delas, e não sobre elas, como fazemos. Transcreva a seguir o restante do texto colhido em site da União Européia., referente a metodologias de ensino de línguas na Europa. Obtenha novos textos gregos na Internet, simplesmente copiando trechos deste documento e colando no Google.
 
Το Κοινό Ευρωπαϊκό Πλαίσιο Αναφοράς είναι έκδοση του Συμβουλίου της Ευρώπης που παρέχει μια κοινή βάση περιγραφής γλωσσικών σκοπών, περιεχομένων, μεθόδων διδασκαλίας και αξιολόγησης στην Ευρωπαϊκή εκπαιδευτική πολιτική για τη διδασκαλία των ξένων γλωσσών και μπορεί να χρησιμοποιηθεί για το σχεδιασμό, εφαρμογή και αξιολόγηση των Προγραμμάτων Σπουδών, των Προγραμμάτων Διδασκαλίας των ζωντανών / ξένων γλωσσών, των εξετάσεων, των σχολικών / διδακτικών βιβλίων και των προγραμμάτων κατάρτισης, εκπαίδευσης και επιμόρφωσης καθηγητών των ζωντανών / ξένων γλωσσών σε όλη την Ευρώπη. Το Κοινό Ευρωπαϊκό Πλαίσιο Αναφοράς καθορίζει τα επίπεδα επάρκειας καθιστώντας ικανή την εκτίμηση της προόδου κάθε μαθητή καθ’ όλη τη διάρκεια των σπουδών του και τη σύγκριση των προσόντων του διευκολύνοντας έτσι την κινητικότητα των πολιτών στην Ευρώπη. Οι μαθητές μπορούν να αξιολογήσουν την πρόοδο τους και μόνοι τους μέσα από το Φάκελο Αξιολόγησης (Portfolio).
 
Um texto como o acima pode ser facilmente traduzido para o inglês ou francês e desses idiomas para o português se for necessário, utilizando-se o tradutor gratuito Babel Fish Translator disponível em www.altavista,com.
Tradução:
The Common European Frame of Report (CEF) is publication of Council of Europe that provide a common base of description of linguistic aims, content, methods of teaching and evaluation in the European educational policy for the teaching of foreigner languages and can be used for the planning, application and evaluation of Programs of Study, Programs of Teaching of live/foreigner languages, examinations, school/instructive books and programs of training, education and training of professors of live/foreigner languages in all Europe. The Common European Frame of Report determines the levels of sufficiency rendering capable the estimate of progress of each student at all the duration of his study and the comparison of his qualifications facilitating thus the mobility of citizens in Europe. The students can evaluate their progress and alone them through the File of Evaluation (Portfolio).
Utilizador anónimo