Reis e Rainhas da Inglaterra /Os Plantagenetas


Henrique II (Henry II) (1154-1189)Editar

 
Rei Henrique II

Henrique II nasceu em 5 de março de 1133, em Les Mans, na França.

Ele governou como Conde de Anjou, Duque da Normandia e como Rei da Inglaterra de 1154 até sua morte em 1189.

Em seguida ao reinado do Rei Estevão (Stephen) que foi cheio de encrencas, o reinado de Henrique mostrou ser sólido e eficiente. Henrique II ganhou a reputação de ter sido um dos grandes reis da Inglaterra do período medieval.

Por diversas vezes ele controlou partes de Gales, Escócia, Irlanda oriental e da França ocidental. Ele foi o primeiro dos Plantagenetas ou Reis Angevinos.

Antes de ser rei, Henrique já controlava a Normandia e Anjou. Depois de ser tornar rei, ele passou a ter um império, conhecido como Império Angevino, que se estendia dos confins anglo-escoceses até os Pirineus e da Irlanda até Limousin.

Ele era filho de Godofredo V, Conde de Anjou e da princesa Matilde de Inglaterra, uma neta do rei Guilherme I de Inglaterra, conhecido como "o Conquistador". Ele foi criado em Anjou, de onde vem o nome Angevino mas, foi à Inglaterra em 1149 para ajudar sua mãe na luta pelo trono inglês.

AparênciaEditar

Pedro de Blois (Peter of Blois) deixou uma discrição de Henrique II em 1177:

"... o senhor rei sempre teve os cabelos vermelhos, exceto quando ficou mais velho e seus cabelos ficaram grisalhos. Sua altura é mediana, portanto não parece alto entre os baixos e nem baixo dentre os altos... as pernas são curvadas, canelas de um cavaleiro, peito largo e braços de boxeador, tudo indica que esse é um homem forte, ágil e corajoso... ele nunca senta, apenas quando está cavalgando ou comendo... Num dia apenas, se necessário, ele consegue aguentar uma marcha de quatro ou cinco dias, frequentemente frustrando seus inimigos e zombando deles com suas aparições repentinas... Nas suas mãos estão sempre, o arco, a espada, a lança e flechas, a menos que ele esteja num conselho ou entre os livros."

Início do reinado e Thomas BecketEditar

A primeira providência de Henrique II como rei, foi adquirir mais controle sobre os barões, que ganharam muitos poderes durante o reinado de Estevão. Os castelos que foram construídos pelos barões sem permissão, durante o reinado de Estevão, foram derrubados.

Henrique II também fez muitas reformas nas leis. Estabeleceu cortes em várias partes da Inglaterra.

Durante o seu reinado acontece a produção do primeiro livro texto sobre as leis, fixando assim as bases para a atual Common Law.

Por volta de 1166 julgamento feito por júri se tornou norma. As reformas legais também reduziram o poder das cortes da igreja. A igreja se opôs a isso e seu mais importante porta voz foi Thomas Becket, o Arcebispo de Canterbury, que era um amigo querido de Henrique. Thomas foi feito arcebispo quando Henrique quis evitar conflitos com a igreja.

Becket foi para o exílio em 1164, mas depois de se reconciliar com Henrique em 1170, voltou à Inglaterra.

No entanto os dois brigaram novamente, dessa vez por causa da coroação do príncipe Henrique, e foi então, conta a história, que Henrique II, furioso, disse a frase:

"Não haverá ninguém capaz de me livrar deste padre turbulento?"

Quatro cavaleiros tomaram a fala do rei ao pé da letra e partiram imediatamente para Canterbury, onde mataram Becket na Catedral em 29 de dezembro de 1170. Como penitência Henrique fez uma peregrinação vestido de sacos de aniagem até a tumba de Becket.

Casamento e FilhosEditar

Em 1152, ele casou com Leonor da Aquitânia, duquesa da Aquitânia, e anexou as terras pertencentes a ela às suas terras, aumentando assim o tamanho de seu império.

Eles tiveram cinco filhos homens e três mulheres. Seu primeiro filho morreu ainda na infância.

O segundo, Henrique, foi coroado rei aos quinze anos de idade em 1170, quando Henrique II ainda reinava, e ficou conhecido como Jovem Rei, mas ele, na verdade, jamais reinou e não figura na lista dos monarcas da Inglaterra.

Os outros filhos, Ricardo, Coração de Leão (Richard) e João Sem Terra (John) ambos, se tornaram, mais tarde Reis da Inglaterra.

Henrique também teve inúmeros filhos ilegítimos com várias mulheres.

Filhos Revoltados e MortesEditar

Henrique II tentou dividir seus títulos entre seus filhos, mas mantendo o poder advindo deles. Isso criou uma situação difícil porque os filhos queriam tomar o controle das terras o que provocou a Revolta de 1173-1174.

Aos olhos de Henrique isso era traição.

Quando os filhos legítimos de Henrique se rebelaram contra ele, sempre tiveram o apoio do Rei Luís VII (Louis VII) da França.

Henrique o Jovem Rei morreu em 1183, e logo começou uma luta pelo poder entre os três filhos restantes.

Finalmente o terceiro filho de Henrique Ricardo Coração de Leão (Richard the Lionheart), com a ajuda de Filipe II Augusto de França (Philip II Augustus of France), atacou e derrotou Henrique em 4 de julho de 1189.

Henrique morreu dois dias depois no Castelo de Chinon e foi sepultado na Abadia Fontevraud próximo a Chinon, na região de Anjou que nos dias atuais pertence à França.

Assim Ricardo se tornou Rei da Inglaterra.

Ricardo I (Richard I) (1189-1199)Editar

 
Ricardo I pelo artista Merry-Joseph Blondel


Ricardo I nasceu em 1157 em Oxford.

Ele foi Rei da Inglaterra de 1189 até sua morte em 1199, e é conhecido como Ricardo Coração de Leão (Richard the Lionheart ou seu equivalente em francês Coeur de Lion).

Ele foi criado a maior parte do tempo por sua mãe, na França. Ricardo compunha poesias em francês e na língua provençal. Ele era também um homem atraente. Era louro, com olhos azuis e sua altura estimada era 1,93m.

Ele era admirado por sua destreza militar.

Seu pai, Henrique, o tornou Duque de Aquitânia em 1168 e de Poitiers em 1172. Assim, ele aprendeu a defender esses territórios desde muito jovem. Em 1173 Ricardo se juntou aos seus irmãos, Henrique e Geoffrey numa revolta contra o pai deles.

Eles planejavam destronar o pai e deixar o irmão Henrique, como o rei governante da Inglaterra. Henrique II invadiu a Aquitânia duas vezes.

Com dezessete anos, Ricardo foi o último dos irmãos a se unir contra Henrique, ainda assim, no final ele recusou-se a lutar contra seu pai frente a frente e humildemente pediu seu perdão.

Em 1174 após o final da revolta, já derrotada, Ricardo deu nova prova de subserviência a seu pai.

Depois disso, Ricardo se concentrou em dominar as revoltas internas dos nobres da Aquitânia. Sua crueldade crescente, levou a uma revolta grande na Gasconha em 1183. Os rebeldes queria destronar Ricardo e pediram ajuda aos irmãos dele, Henrique e Geoffrey.

Henrique teve medo de que uma guerra entre seus três filhos levasse à destruição de seu reino. Assim, ele emprestou parte de seu exército que servia na França para ajudar Ricardo.

A morte de Henrique, irmão de Ricardo, em 1183, acabou com a revolta.

Quando em 1188, Henrique planejou conceder a Aquitânia ao seu filho mais novo, João Sem Terra (John Lackland), mais tarde Rei João da Inglaterra, Ricardo se aliou à Felipe Ii da França.

Em troca da ajuda de Felipe contra seu pai, Ricardo prometeu ceder a Felipe seus direitos tanto a Normandia quanto a Anjou. Ricardo fez um juramento de subserviência a Felipe em novembro do mesmo ano.

Em 1189 Ricardo tentou tomar para si o trono da Inglaterra se juntando à campanha militar de Felipe contra seu pai.

 
Ricardo a caminho de Jerusalém – autor James William Glass

Eles foram vitoriosos, e quando Henrique morreu em 6 de julho de 1189, Ricardo I o sucedeu como Rei da Inglaterra.

ReinadoEditar

Logo após sua subida ao trono, inspirado pela perda de Jerusalém para os muçulmanos sob o comando de Saladino, Ricardo decidiu se juntar à Terceira Cruzada.

Com medo de que na sua ausência, os franceses usurpassem seus territórios, Ricardo persuadiu Felipe a se unir à Cruzada também.

Ricardo finalmente deu início à sua expedição até a Terra Santa em 1190, e escolheu como regentes da Inglaterra, Hugo Bispo de Durham e Guilherme de Mandeville, 3º Conde de Essex, que faleceu em seguida e foi substituído pelo chanceler de Ricardo, Guilherme Longchamp.

Em setembro de 1190 Ricardo e Felipe chegaram à Sicília, onde ficaram envolvidos na guerra de sucessão ao trono, que explodiu após a morte do Rei Guilherme II da Sicília no ano anterior.

Como parte do tratado que dava fim ao conflito, Ricardo oficialmente proclamou seu sobrinho, Arthur da Bretanha, que tinha apenas quatro anos na época, como seu herdeiro.

Após assinar o tratado, Ricardo e Felipe deixaram a Sicília. O tratado estragou as relações entre a Inglaterra e o Sacro Império Romano e causou a revolta de João, irmão de Ricardo, que esperava ser proclamado herdeiro ao invés do sobrinho.

Embora sua revolta tenha sido frustrada, João continuou a conspirar contra o irmão por causa desse assunto.

Em abril de 1191, Ricardo derrubou o governante de Chipre, conseguindo assim uma base de suprimentos maior para a Cruzada, que não estava sob ameaça imediata dos turcos, como estava Tiro.

Ricardo saqueou a ilha e massacrou aqueles que tentaram resistir.

Nesse meio tempo, Ricardo casou com Berengaria, a primeira filha do Rei Sancho VI de Navarra. Não houve filhos desse casamento, embora Ricardo tenha deixado pelo menos, um filho ilegítimo.

Ricardo e a maior parte de seu exército deixou Chipre rumo à Terra Santa no início de junho.

O Rei Ricardo chegou a Acre em junho de 1191, e ele, a frente de seu exército capturou a cidade.

Saladino arrastou as negociações em alguns pontos, para demorar com a rendição de Acre.

Enquanto isso, o exército de Ricardo não podia se mover, enquanto não houvesse uma solução para os 2 600 prisioneiros de guerra, que ele tomou como reféns.

Ricardo entendeu que isso era uma tentativa deliberada de travar os Cruzados em Acre.

Num ataque histórico de impaciência, Ricardo mandou que matassem os 2 600 prisioneiros.

Ricardo também se envolveu em outras disputas com seus aliados, o Duque Leopoldo V da Áustria e o Rei Felipe II da França.

Leopoldo e Felipe já não apoiavam a Cruzada de Ricardo. Mesmo assim, Ricardo continuava marchando para o sul, e os homens de Saladino incapazes de perseguir o exército Cruzado, numa ação impulsiva que provavelmente não ia dar certo.

No entanto o fato do rei francês ter abandonado a Cruzada foi um duro golpe, do qual eles não esperavam se recuperar.

 
escultura em bronze de Ricardo – autor Carlo Marochetti.

Percebendo que não havia esperança de manter Jerusalém, mesmo se conseguisse tomá-la, Ricardo ordenou a retirada.

Embora estivesse apenas a poucas milhas da cidade, ele se recusou sequer a vê-la, uma vez que havia jurado olhar a cidade apenas quando a tivesse conquistado.

Após a retirada de Jerusalém, houve um período de escaramuças menores com as forças de Saladino, enquanto Ricardo e Saladino negociavam uma saída para o conflito. Ambos percebiam que suas posições eram insustentáveis.

Em particular, ambos Felipe e João estavam levando vantagem da ausência de Ricardo para se tornarem mais poderosos em casa.

Ricardo e Saladino finalmente chegaram a uma saída para o conflito em 02 de setembro de 1192.

O Cativeiro e o RetornoEditar

A má sorte perseguiu Ricardo em sua volta para casa. O mau tempo obrigou seu navio a parar em Corfu, o território do Imperador Bizantino, que ainda estava furioso com Ricardo por causa da anexação a Chipre.

Disfarçado como Cavaleiro Templário, Ricardo fugiu com quatro de seus homens num navio pirata, que naufragou perto de Aquileia, forçando Ricardo e seu grupo a tomar um perigoso caminho por terra, através da Europa Central.

A caminho do território de Henrique da Saxônia (Henry of Saxony), seu cunhado, Ricardo foi capturado logo após o Natal de 1192, a poucas milhas da fronteira da Morávia, perto de Viena, por Leopoldo V da Áustria.

Ricardo e seus homens estavam viajando disfarçados de peregrinos, com barbas enormes e roupas velhas. O próprio Ricardo estava vestido como ajudante de cozinha, mas foi identificado porque usava um anel magnífico e muito caro, que nenhum trabalhador comum poderia ter.

O Duque lhe deu voz de prisão como prisioneiro de Henrique VI, Imperador do Sacro Império Romano.

Sua mãe, Eleanor de Aquitânia, trabalhou incansavelmente para levantar a quantia exorbitante de 150 000 marcos exigida pelo imperador Alemão como resgate de Ricardo. Ele exigia que 100 000 fossem pagos antes da soltura do prisioneiro, e o restante logo após.

150 000 marcos representavam duas vezes a renda annual da Coroa Inglesa. As propriedades, tanto dos clérigos quanto dos leigos foram taxadas em um quarto do valor, os tesouros em ouro e prata pertencentes ás igrejas foram confiscados, e mais dinheiro foi levantado a partir de outros tantos impostos.

João, irmão de Ricardo e o Rei Felipe ofereceram 80 000 marcos para o Imperador manter Ricardo prisioneiro até a Festa de São Miguel em 1194. O Imperador não aceitou essa oferta.

Finalmente em 04 de fevereiro de 1194 Ricardo foi solto.

Um dos aspectos da vida de Ricardo, diz respeito à ficção, é a lenda de seu menestrel, Blondel, que após a captura de Ricardo, viajou pela Europa, de castelo em castelo, cantando alto uma canção conhecida apenas dele e do Rei.

Por acaso, conta a história, ele chega ao local onde Ricardo estava preso, e ouve a canção ser respondida com o refrão apropriado, revelando que era ali o lugar da prisão do Rei.

Morte e LegadoEditar

Após muitas das suas famosas batalhas, foi uma pequena escaramuça no castelo rebelado de Châlus-Charbrol em Limousin na França, em 26 de março de 1199, que roubou a vida de Ricardo.

Ricardo havia removido uma parte de sua cota de malhas, e foi ferido no ombro por uma seta de besta, lançada de uma torre.

Com a ferida gangrenada, Ricardo pediu para ver seu assassino, mandou que o deixassem livre e dessem a ele uma importância em dinheiro.

A mãe de Ricardo, Eleanor, aos 77 anos estava ao seu lado quando ele morreu em 06 de abril de 1199.

O assassino foi esfolado vivo e depois enforcado.

As entranhas do Rei foram enterradas aos pés da torre de onde veio a seta mortal, seu coração foi enterrado em Rouen, enquanto seus outros restos mortais foram sepultados ao lado de seu pai, na Abadia de Fontevraud perto de Chinon, na França.

Durante a ausência de Ricardo, João quase conseguiu se apoderar do trono. No entanto Ricardo o perdoou e o nomeou como herdeiro em lugar de Arthur. Portanto João se tornou o próximo rei.

No entanto os territórios franceses que pertenciam a Ricardo, inicialmente rejeitaram João como sucessor, eles preferiam Arthur. De qualquer maneira, a falta de um herdeiro direto de Ricardo foi o primeiro passo na dissolução do Império Angevino.

Embora a Inglaterra continuasse a exigir suas propriedades no continente, ela nunca mais governou os territórios que Ricardo herdou.

Primeiro, o legado de Ricardo incluiu a captura de Chipre, que se provou valiosa para a manutenção dos reinos francos na Terra Santa, durante pelo menos outro século.

Segundo, sua ausência da Inglaterra mostrou o quanto era eficiente o governo criado por seu pai, afinal ele se mantinha mesmo sem a presença do rei.

Outro lado do legado de Ricardo foi romântico e literário. Apesar de vários fatos de seu reinado, ele deixou uma marca indelével no imaginário do povo, que se estende até hoje, em boa parte por suas façanhas militares. Também por sua bravura, sua crueldade e fama no mundo árabe, Ricardo se tornou mais ou menos um “bicho papão” no Oriente Médio durante séculos após sua morte.

As mães às vezes ameaçavam as crianças malcriadas com a seguinte frase o Rei Ricardo vem te pegar até o fim do século 19.

Por outro lado, Ricardo foi criticado por fazer pouco pela Inglaterra, e usar os recursos do reino para pagar suas viagens para a Cruzada na Terra Santa. Ele passou apenas seis meses do seu reinado de dez anos na Inglaterra, reclamando que fazia frio e estava sempre chovendo.

Durante o período em que estava levantando fundos para sua Cruzada, ouviram Ricardo declarar, Se eu tivesse um comprador, eu venderia a própria Londres.


João (1199-1216)Editar

 
Rei João


João nasceu, provavelmente no ano 1166, em Oxford.

Ele era o quinto filho do Rei Henrique II e Eleanor de Aquitânia.

João reinou como Rei da Inglaterra de 1199 até sua morte em 1216.

Ele subiu ao trono como irmão mais novo do Rei Ricardo I. João possuía dois apelidos “Sem Terra” (Lackland) e “Espada Leve” (Soft-sword).

O reinado de João é conhecido como um dos mais desastrosos da história inglesa: ele perdeu a Normandia para Felipe II de França nos seus primeiros cinco anos no trono, e seu reinado terminou com a Inglaterra despedaçada pela guerra civil, com ele prestes a ser obrigado a deixar o poder.

Em 1213, ele fez da Inglaterra um estado papal para resolver o conflito com a Igreja Católica Romana, e seus barões rebelados o forçaram a assinar a Magna Carta em 1215, o ato pelo qual o Rei mais lembrado.

Em 1185, João se tornou governante da Irlanda, cujo povo o desprezava, e sendo assim João teve que se retirar após oito meses de governo.

Durante a ausência de Ricardo, na Terceira Cruzada, de 1190 até 1194, João tentou derrubar o regente de Ricardo, embora tenha sido proibido por seu irmão de sair da França.

No entanto, quando retornou à Inglaterra em 1194, Ricardo perdoou João e o nomeou seu herdeiro.

O Reinado de JoãoEditar

Após a morte de Ricardo, João não conseguiu ser reconhecido imediatamente, universalmente, como rei.

Como já vimos anteriormente, alguns desejavam ver no trono, o sobrinho mais novo, Arthur da Bretanha, como herdeiro de direito. Arthur era apoiado pelo Rei Felipe II da França, e os dois lados lutaram.

A guerra aborreceu os barões de Poitou, que pediram ajuda ao Rei da França, que era senhor feudal do Rei João em alguns dos territórios do continente.

Em 1202, o Rei João foi chamado à corte francesa para responder às acusações. O Rei João se recusou e, sob a lei feudal, por causa de não ter respondido à chamada de seu senhor, o Rei Francês reivindicou as terras e territórios governados pelo Rei João como Conde de Poitou.

Os franceses prontamente invadiram a Normandia e o Rei Felipe II investiu Arthur com todos os feudos que tinham pertencido ao Rei João (exceto pela Normandia), e proclamou o noivado de Arthur com sua filha Mary.

Como parte da guerra, Arthur tentou sequestrar sua própria avó, Eleanor de Aquitânia, em Mirebeau, mas foi derrotado e capturado pelos soldados de João.

Arthur foi aprisionado primeiro em Falaise e depois em Rouen.

Ninguém sabe direito o que aconteceu com Arthur depois disso, mas os rumores diziam que ele foi morto porque foi o culpado de fazer a Bretanha e depois a Normandia se rebelarem contra o Rei João.

João até foi um governante eficiente, mas os barões ingleses não gostaram nem um pouco dos impostos que ele os obrigava a pagar, e estavam muito acima daqueles tradicionalmente cobrados pelos senhores feudais.

Como rei, João tinha idéias interessantes e era bem informado, além disso, atuando como Juiz nas Cortes Reais, muitos procuravam sua justiça. Também é dito que João fundou a moderna Marinha Real. Em 1203 ele ordenou que todos os estaleiros da Inglaterra, fossem responsáveis pela construção de pelo menos um navio, sendo que lugares como a recém construída Portsmouth ficava responsável por vários.

No final de 1204, ele tinha a seu dispor 45 grandes galés, e a partir daí saiam dos estaleiros 2 novos navios por ano.

Durante o reinado de João houve grandes melhorias no design dos navios. E ele também foi responsável pelos primeiros grandes navios de transporte.

Quando o Arcebispo de Canterbury morreu em 13 de julho de 1205, João se viu envolvido numa disputa com o Papa Inocêncio III (Pope Innocent III) a respeito de quem seria o próximo Arcebispo.

 
Túmulo do Rei João na Catedral de Worcester


Inocêncio eventualmente apontava um homem que João não concordava então em julho de 1207 o Papa ordenou um interdito contra a Inglaterra. Isso significava que não poderia haver missas nas igrejas.

João respondeu tomando as propriedades da Igreja por faltar com os serviços que devia ao senhor feudal.

Depois de algum tempo, o papa percebeu que um período tão longo sem missas podia levar a uma perda da fé, e deu permissão para algumas igrejas celebrarem missas de portas fechadas em 1209. E em 1212 o papa permitiu que os últimos ritos fossem dados aos que estavam para morrer.

Ainda que o interdito fosse pesado para muitos, não resultou em rebeliões contra o Rei. Em novembro de 1209 João foi excomungado e em fevereiro de 1213 Inocêncio ameaçou tomar medidas extremas a menos que João se submetesse, o que ele então fez.

Após dominar a Revolta de Gales em 1211 e resolver sua disputa com o papa, João voltou sua atenção para seus interesses além mar.

Suas guerras europeias terminaram com uma derrota na Batalha de Bouvines, após a qual João aceitou uma paz desfavorável com a França.

Isso, finalmente voltou os barões contra ele, que teve que encontrar seus líderes em Runnymede, perto de Londres, em 15 de junho de 1215 e foi obrigado a assinar a Magna Carta.

Pelo fato de tê-la assinado sob coação, no entanto, João recebeu a aprovação do Papa, para quebrar sua palavra assim que as hostilidades cessaram, provocando a Primeira Guerra dos Barões.

Por um longo tempo, as crianças nas escolas aprenderam que o Rei João tinha que aprovar a Magna Carta colocando seu selo porque não podia assiná-la. De fato, o Rei João não assinou o rascunho da Carta, que foi negociado pelas partes reunidas numa tenda em Charter Island em Runnymede em 15-18 de junho de 1215.

O que ocorreu foi que os escrivães e escreventes trabalharam nos escritórios reais algum tempo depois que todos foram para casa, preparando a cópia final, que foram seladas e enviadas pelos oficiais responsáveis.

Naquela época documentos legais eram selados para torná-los oficiais e não assinados.


Casamento e FilhosEditar

Em 1189, João casou com Avisa, filha e herdeira de Guilherme Fitz Robert (William Fitz Robert), 2º Conde de Gloucester. (Algumas vezes se referem a ela como Isabella, Hawise, Joan ou Eleanor).

Eles não tiveram filhos e João teve seu casamento anulado por volta de 1199, e ela nunca foi conhecida como rainha.

Em 1200, João casou-se novamente, dessa vez com Isabelle, a filha do Conde de Angoulême, que era vinte anos mais nova do que ele. João e Isabelle tiveram cinco filhos, inclusive Henrique (Henry), que se tornou rei quando João faleceu, João também teve muitos filhos ilegítimos.

MorteEditar

Em 1216, o Príncipe Louis da França invadiu a Inglaterra a convite da maioria dos barões ingleses, para ocupar o trono de João. João fugiu, e enquanto atravessava a área chamada The Wash na East Anglia, perdeu seus tesouros mais valiosos, incluindo as Jóias da Coroa, quando foi pego por uma forte maré.

Foi um choque tão grande, que afetou a saúde dele e seu estado mental. O rei morreu em 18 ou 19 de outubro por causa de disenteria em Newark, Lincolnshire.

Ele foi sepultado na Catedral de Worcester, e seu filho com nove anos de idade o sucedeu e se tornou o Rei Henrique III da Inglaterra.

Embora Louis de França continuasse a reivindicar o trono da Inglaterra, os barões mudaram de lado e passaram a apoiar o novo rei, forçando Louis a abandonar seu intento no Tratado de Lambeth em 1217.


Henrique III (1216-1272)Editar

 
Henrique III da Inglaterra


Henrique III nasceu em 1 de outubro de 1207 no Castelo de Winchester.

Ele se tornou Rei da Inglaterra em 1216 com apenas 9 anos de idade, quando sucedeu seu pai, João.

Os barões que estavam em brigas com João, rapidamente abandonaram seu apoio ao Príncipe Louis, porque consideraram que Henrique era uma opção mais segura. Um dos grandes motivos foi que os regentes que governariam por Henrique declararam sua intenção de governar pela Magna Carta.

Henrique cresceu e se tornou um homem atarracado, de altura mediana, com uma testa estreita e a pálpebra esquerda caída.

Quando Henrique alcançou a maturidade em 1227, a regência terminou, e o Rei estava pronto para recuperar sua autoridade real.

Henrique era extremamente religioso e suas viagens sempre eram atrasadas por sua insistência de assistir à missa diversas vezes por dia. Ele também era muito devoto ao culto do Rei Anglo-Saxão Eduardo o Confessor, que havia se tornado santo em 1161. Sabendo que Santo Eduardo se vestia austeramente, Henrique passou a fazer o mesmo e só usava as roupas mais simples.

O Rei possuía um mural com a efígie do santo pintada em seu quarto, como inspiração antes e depois de dormir, e chamou seu filho mais velho de Eduardo em homenagem ao santo.

Henrique designou Westminster, cuja Abadia foi fundada por Santo Eduardo, como a sede do poder na Inglaterra. Westminster Hall se tornou portanto o maior espaço ceremonial do reino, onde o conselho dos nobres se reunia.

Henrique escolheu arquitetos franceses para renovar a Abadia de Westminster no estilo gótico e o trabalho começou com enorme despesa em 1245. A peça principal na Abadia remodelada era um santuário para Eduardo.

O reinado de Henrique foi marcado por um conflito civil com os barões ingleses, liderados por Simon de Montfort, o 6º Conde de Leicester, eles queriam mais poder para governar.

Depois que de Montfort casou com a irmã de Henrique, Eleanor, sem pedir a devida aprovação, criou-se uma rivalidade entre os dois.

O relacionamento deles já não era bom e chegou a uma crise em 1250, quando de Montfort foi levado ao tribunal acusado de atos praticados quando era tenente na Gasconha, o último território remanescente dos Plantagenetas do outro lado do Canal da Mancha.

No entanto ele foi absolvido pelos seus Pares do reino, para o grande aborrecimento do Rei

Henrique também financiou uma guerra na Sicília em nome do Papa em troca de um título para seu segundo filho, Edmundo. Isso fez com que muitos barões temessem que Henrique estava seguindo a risca os passos de seu pai e então, precisava ser colocado em seu devido lugar.

De Montfort se tornou o líder daqueles que desejavam reafirmar a Magna Carta e forçar o rei a dar mais poderes ao conselho dos barões.

Em 1258 sete dos mais importantes barões forçaram Henrique a concordar com as Provisões de Oxford (ou Estatutos de Oxford), que efetivamente aboliam a completa supremacia da monarquia e davam mais poderes ao conselho dos quinze barões, para lidar com os negócios do governo e que previa uma reunião a cada três anos do parlamento, para monitorar sua atuação.

 
Henrique III chega a Aquitânia - iluminura do século 15


Henrique foi forçado a participar de um juramento coletivo sobre as Provisões de Oxford. No entanto os aliados de Henrique e os que apoiavam de Montfort estavam cada vez mais afastados.

Quando em 1262 Henrique foi ao Papa avisar que ele não precisava mais respeitar seu juramento, ambos os lados ergueram suas armas e a guerra civil começou. Ficou conhecida como a Segunda Guerra dos Barões.

Em 1263 de Montfort já tinha capturado a maior parte do sudeste da Inglaterra e na Batalha de Lewes em 14 de maio de 1264, Henrique foi derrotado e feito prisioneiro do exército de de Montfort.

Henrique permaneceu rei, mas foi mantido em prisão domiciliar e o verdadeiro poder foi exercido por de Montfort, que implementou uma série de reformas, em especial, aumentando a representação no parlamento para incluir cada condado da Inglaterra e muitas cidades importantes, ao invés de manter apenas a nobreza.

No entanto, muitos barões que apoiavam de Montfort começaram a achar que ele já tinha ido longe demais com suas reformas. Apenas quinze meses mais tarde o filho de Henrique, Eduardo, que estava preso com o pai, escapou e liderou os monarquistas recomeçando a guerra.

De Montfort foi derrotado na Batalha de Evesham em 1265, e os monarquistas se vingaram de de Montfort e de seus aliados.

Casamento e FilhosEditar

Henrique casou com Eleanor de Provence em 1236 e promoveu muitos de seus parentes franceses, eles adquiriram poder e fortuna e isso foi extremamente antipático para com seus súditos e seus barões.

Ele também era extravagante, quando nasceu seu primeiro filho, Príncipe Eduardo, Henrique exigiu que os londrinos oferecessem ricos presentes para celebrar, e inclusive devolveu aqueles que não eram de seu agrado.

Ele teve pelo menos quatro outros filhos com Eleanor.

MorteEditar

Henrique morreu em 1272 e seu corpo foi primeiro sepultado na tumba de Eduardo o Confessor, enquanto seu local para o descanso eterno ainda estava sendo construído na Abadia de Westminster.

O sucessor de Henrique como Rei da Inglaterra foi seu filho Eduardo.

 
Eduardo I

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Eduardo I (Edward I) (1272-1307)Editar

Eduardo I nasceu em Westminster em 1239.

Ele reinou na Inglaterra de 1272 até sua morte em 1307.

A principio, Eduardo escolheu se chamar Eduardo IV, reconhecendo os três reis saxões da Inglaterra que usaram esse nome. No entanto, por razões desconhecidas, ele foi chamado Eduardo I – estabelecendo o costume de numerar os monarcas ingleses apenas a partir da conquista normanda.

Seus apelidos são, "Pernas Longas" (Longshanks) porque media por volta de 1,87m e "Martelo dos Escoceses" (Hammer of the Scots) porque manteve a Escócia sob dominação inglesa.

Ao contrário de seu pai, o Rei Henrique III, Eduardo I governou com grande dedicação e implementou uma série de reformas para preservar os direitos reais e aperfeiçoar a administração das leis.

Casamento e FilhosEditar

Eduardo casou-se duas vezes. O primeiro casamento, em outubro de 1254, foi com Eleanor de Castela, que produziu dezesseis filhos, e a morte da esposa em 1290 afetou Eduardo profundamente.

Seu segundo casamento em setembro de 1299 foi com Marguerite de França (conhecida como "Pérola da França" por seus súditos ingleses), a filha do Rei Felipe III de França. Desse casamento nasceram três filhos.

Campanhas MilitaresEditar

Em 1269 um representante do papa chegou a Inglaterra alegando que o Príncipe Eduardo, que nessa época era ainda Príncipe, deveria participar da Oitava Cruzada ao lado do Rei Louis IX de França.

Para conseguir fundos para a cruzada, Eduardo pediu muito dinheiro emprestado a Louis IX e aos Judeus Ingleses, mesmo sendo um pequeno grupo de cruzados.

O motivo era libertar a cidadela cristã de Acre, mas Louis foi desviado para Túnis.

Quando Eduardo chegou em Túnis, Louis tinha morrido talvez de peste ou outra das doenças que grassavam naqueles lugares.

A maior parte das forças francesas que estavam em Túnis retornaram à França, mas um pequeno número de homens se juntou à Eduardo e todos continuaram a caminho de Acre na Nona Cruzada.

Após uma pequena parada em Chipre, Eduardo chegou a Acre com treze navios.

Enquanto esteve em Acre, Eduardo se empenhou em conversas diplomáticas com os Mongóis, esperando formar uma aliança contra o Sultão Baibars do Egito. Mas essa aliança nunca aconteceu.

Em 1271 Hugo III de Chipre chegou com um contingente de cavaleiros. Essas novas forças encorajaram Eduardo a atacar a cidade de Ququn. Logo depois Eduardo assinou um tratado de dez anos de paz com Baibars.

Por volta da mesma época, Eduardo quase foi morto, mas lutou com seu atacante com uma trípode de metal. Eduardo partiu da Terra Santa e retornou à Inglaterra em 1272.

Uma das primeiras conquistas de Eduardo como rei foi a conquista de Gales.

Sob o Tratado de Montgomery de 1267, Llewelyn ap Gruffydd estendeu os territórios galeses para o sul se apropriando das terras que haviam pertencido aos Senhores ingleses e ganhou o título de Príncipe de Gales embora ainda tivesse que prestar homenagem ao monarca inglês.

Eduardo se recusou a aceitar o Tratado, que tinha sido concluído por seu pai.

Depois de Llywelyn repetidamente se recusar a prestar homenagem a Eduardo em 1274-75, Eduardo levantou um exército e lançou sua primeira campanha contra o príncipe de Gales em 1276-77.

Após essa campanha Llywelyn foi forçado a prestar homenagem a Eduardo e perdeu todas as suas terras, menos um pequeno pedaço de Gwynedd, mas, Eduardo permitiu que ele mantivesse o título de Príncipe de Gales.

No entanto, o irmão mais novo de Llywelyn's, Dafydd ap Gruffydd, começou uma nova rebelião em 1282.

Llywelyn morreu numa escaramuça logo no início, e depois disso Eduardo destruiu o resto da resistência. Ele capturou, torturou brutalmente e executou Dafydd no ano seguinte.

Para consolidar sua conquista, Eduardo construiu uma sequencia de enormes castelos de pedra em toda volta da costa de Gales.

Gales foi incorporada à Inglaterra pelo Estatuto de Rhuddlan em 1284.

Em 1301 Eduardo nomeou seu filho mais velho Eduardo como o novo Príncipe de Gales. Desde então o filho mais velho do monarca inglês recebe o mesmo título.

Eduardo então se dedicou à Escócia, e, em 10 de maio de 1291, os nobres escoceses reconheceram a autoridade de Eduardo I.

Ele tinha planejado casar seu filho com a rainha menina, Margaret da Escócia, mas quando Margaret morreu, os nobres escoceses concordaram que Eduardo escolhesse o sucessor dela entre os vários postulantes ao trono, e ele escolheu John Balliol.

Eduardo exigiu que John Balliol prestasse homenagem a ele em Westminster em 1293, e deixou claro que esperava de John ajuda militar e financeira contra a França.

Balliol não aceitou essas condições, fez um pacto com a França e preparou um exército para invadir a Inglaterra.

Eduardo reuniu seu maior exército, arrasou Berwick e massacrou seus habitantes. Depois partiu rumo a Dunbar e Edinburgo.

A Pedra do Destino (The Stone of Destiny), onde os reis escoceses eram coroados, foi removida do Palácio Scone e levada para a Abadia de Westminster, onde ficou até 1996.

Balliol entregou a coroa escocesa e foi aprisionado na Torre de Londres durante três anos antes de ir para suas terras na França. Todos os proprietários de terras na Escócia tiveram que fazer um juramento e prestar homenagem a Eduardo, e ele governou a Escócia como uma província, através de Vice-Reis ingleses.

A oposição se rebelou, e Eduardo executou o foco dos descontentes, William Wallace, em 1305. No entanto, Eduardo nunca foi capaz de conquistar toda a Escócia.

MorteEditar

Eduardo morreu em 1307 em Burgh-by-Sands em Cumberland próximo a fronteira escocesa, enquanto se preparava para lançar uma nova campanha contra os escoceses, que eram então liderados por Robert the Bruce.

Contra seu desejo, Eduardo foi sepultado na Abadia de Westminster.

Seu filho Eduardo o sucedeu no trono.


 
Eduardo II

Eduardo II (Edward II) (1307-1327)Editar

Eduardo II nasceu no Castelo de Caernarfon em 25 de abril de 1284, o quarto filho do Rei Eduardo I com sua primeira esposa, Eleanor de Castela.

Ele se tornou herdeiro do trono quando tinha apenas poucos meses de vida, porque seu irmão mais velho Alfonso faleceu.

Eduardo II foi o primeiro príncipe inglês a usar o título de Príncipe de Gales. Existe uma lenda que conta que seu pai, prometeu aos galeses um príncipe nativo que não falasse inglês e lhes apresentou Eduardo ainda bebê. Ainda que isso não seja verdade, o certo é que a história tem raízes no século 16 num trabalho galês.

Eduardo foi rei da Inglaterra desde 1307. O novo rei era tão impressionante fisicamente quanto seu pai. No entanto a ele faltavam foco e ambição.

Seu maior interesse era a diversão, embora também gostasse de esportes atléticos e de fazer trabalhos mecânicos. Eduardo foi deposto em janeiro de 1327, depois de ter afastado do trono os nobres ingleses. Ele morreu no mês de setembro seguinte, de forma brutal.

O Primeiro Favorito de EduardoEditar

Como príncipe, Eduardo tomou parte em diversas campanhas contra os escoceses, mas todos os esforços de seu pai não conseguiram evitar seus hábitos de extravagância e frivolidade que ele manteve durante toda vida.

Eduardo I culpava Piers Gaveston, um cavaleiro da Gasconha que muitos acreditavam ser amante do príncipe, de todos os problemas de seu filho.

Gaveston foi exilado pelo Rei Eduardo I depois que o Príncipe Eduardo lhe deu um título reservado à realeza.

Quando Eduardo I morreu e Eduardo se tornou o Rei Eduardo II, seu primeiro ato foi chamar Gaveston de volta e abandonar a campanha contra os escoceses, a que seu pai tinha se dedicado com todas as suas forças.

Nos primeiros anos do reinado de Eduardo, Gaveston foi escolhido como regente enquanto Eduardo foi à França.

Em janeiro de 1308, Eduardo casou com Isabella de França, a filha do Rei Felipe IV de França.

Embora Eduardo e sua esposa tivessem filhos, Isabella vivia abandonada por seu marido. Eles tiveram dois filhos, Eduardo e João, e duas filhas. Eduardo também teve, pelo menos um filho ilegítimo.

Na verdade, Eduardo passava a maior parte do tempo com seus poucos amigos que partilhavam do poder e procurava limitar o poder dos nobres. Isso levou a rumores de que Eduardo era homossexual, porque preferia a companhia de seus favoritos do sexo masculino e em particular de Piers Gaveston.

Gaveston casou com a sobrinha do rei, Margaret de Gloucester, e recebeu o condado de Cornwall. Os barões ficavam cada mais irritados com Gaveston e por duas vezes insistiram em bani-lo e Eduardo por duas vezes chamou seu amigo de volta.

Por causa disso, os barões liderados pelo primo do rei, Thomas, Conde de Lancaster, declararam guerra ao rei e Gaveston. Gaveston foi assassinado em 1312. Eduardo não era forte o suficiente para resistir mais, e permitiu que o país fosse governado por um comitê de barões, um conjunto de 21 nobres.

Bannockburn e o predomínio dos barõesEditar

Enquanto rolavam as brigas entre Eduardo e seus ministros, Robert the Bruce estava reconquistando a Escócia. Seu progresso era tamanho que ele já havia ocupado todas as fortalezas exceto Stirling, que estava sitiada.

O perigo de perder Stirling, causava vergonha em Eduardo e seus barões, que tentaram acertar os ponteiros entre si. Em junho 1314 Eduardo liderou um grande exército em direção à Escócia para libertar Stirling. Em 24 de junho, seu exército foi completamente derrotado por Bruce na Batalha de Bannockburn.

Bruce estava agora garantido em sua posição de Rei dos Escoceses, e se vingou de Eduardo I devastando os condados do norte da Inglaterra.

A derrota de Eduardo II o tornou mais dependente do que nunca de seus barões, mas estes começaram a brigar entre si. O que acontecia era que um grupo de barões detestava tanto o outro grupo, que acabou apoiando Eduardo e dando a ele mais autoridade após 1318.

Eduardo agora havia encontrado outro conselheiro em Hugh le Despenser, o primeiro Conde de Winchester, um barão de grande experiência. Seu filho, Hugh o jovem Despenser, se tornou amigo pessoal e favorito de Eduardo, e efetivamente tomou o lugar de Gaveston. Os barões odiavam os Despensers tanto quanto tinham odiado Gaveston e se ressentiam dos privilégios que Eduardo lhes cumulava.

O Governo dos DespensersEditar

 
Tumba de Eduardo II

Em 1321, os barões se reuniram no parlamento e trataram de banir Hugh le Despenser e seu filho. Isso fez com que Eduardo entrasse em ação.

Em 1322 ele chamou os Despensers de volta do exílio, detonou uma guerra contra os barões por causa deles, e ganhou.

Nos cinco anos seguintes os Despensers governaram a Inglaterra. Eles instituíram a regra que, nenhuma lei seria válida até que a Casa dos Comuns tivesse concordado com ela, isso marca o passo mais importante do reinado de Eduardo II.

Mas logo o governo dos Despensers se tornou corrupto.

Os Despensers se envolveram numa disputa com a rainha de Eduardo, Isabella, com relação à construção de uma cidadela fortificada na possessão inglesa de Aquitânia pelo irmão de Isabella, Rei Carlos IV de França.

Os Despensers confiscaram propriedades da rainha. A Rainha Isabella ficou quieta até 1325 quando foi à França negociar uma solução para a disputa.

A atitude polida de Isabella para com os Despensers e Eduardo, apesar de sua hostilidade a eles, significava que ela era considerada leal.

AbdicaçãoEditar

No entanto, Isabella se recusou a voltar para Inglaterra e para o marido enquanto os Despensers continuassem a ser os favoritos. Em 24 de setembro de 1326 Isabella, com Roger Mortimer, 1º Conde da Marca, e seu filho, Eduardo, desembarcaram um grande exército em Essex.

Ela pretendia expulsar os Despensers. Os seguidores de Eduardo o abandonaram, e em 2 de outubro ele fugiu de Londres e se refugiou nas propriedades do Despenser mais novo, em Glamorgan.

Quando Isabella entrou em Londres, houve uma violenta revolução a seu favor seguida por semanas de anarquia.

O exército de Isabella seguiu Eduardo e os Despensers, e Eduardo foi capturado em 13 de novembro e levado para Monmouth, e depois para o Castelo de Kenilworth.

Em 20 de janeiro Eduardo foi forçado a abdicar.

Os Artigos da Deposição acusavam Eduardo de várias ofensas, incluindo: ser um governante incompetente, incapaz de aceitar os bons conselhos, permitir ser controlado por conselheiros diabólicos, entregar-se a atos e ocupações indecorosas, e saquear o reino. O parlamento se reuniu no mesmo mês em Westminster e o filho de Eduardo foi proclamado Rei Eduardo III, embora, na prática o poder estivesse nas mãos de Isabella e Mortimer.

Ambos os Despensers foram julgados e executados.

Cativeiro e MorteEditar

Em 3 de abril, Eduardo foi removido de Kenilworth e levado por dois empregados de Mortimer, que o aprisionaram no Castelo de Berkeley em Gloucestershire.

Reza a lenda que Eduardo morreu em outubro de 1327 quando um ferro quente (também dito como uma peça de cobre) foi enterrado através de seu reto, um castigo reservado para os homossexuais. Não há provas de que isso aconteceu, ele talvez tenha sido apenas sufocado até morrer.


Eduardo III (Edward III) (1327-1377)Editar

Eduardo III nasceu no Castelo de Windsor em 13 de novembro de 1312.

Ele reinou de 1327 até sua morte em 1377 e foi um dos mais bem sucedidos reis ingleses dos tempos medievais.

O reinado de Eduardo foi marcado pela expansão do território inglês através das guerras com a Escócia e a França. Seu reinado também foi o marco do início da Guerra dos Cem Anos.

 
Eduardo III


Início do ReinadoEditar

Eduardo III foi coroado em 25 de janeiro de 1327, com 14 anos de idade.

Como ainda era uma criança, o país foi governado por sua mãe, a rainha Isabella, junto com Mortimer.

Mortimer e Isabella fizeram a paz com os escoceses, mais isso foi altamente impopular. Em 1330, o Conde de Kent, irmão de Eduardo II foi executado por conspirar para restaurar Eduardo II ao trono, que ele acreditava ainda estar vivo.

Com a execução do Conde, Mortimer perdeu seu último apoio, e tão logo Eduardo III alcançou a idade em 1330, ele executou Roger Mortimer por traição, o que incluía o assassinato de Eduardo II.

Eduardo III poupou sua mãe, a Rainha Isabella, mas a obrigou a se retirar da vida pública.

No reinado de Eduardo III, a guerra com a Escócia prosseguiu e logo veio seu primeiro grande sucesso militar, no início do seu governo com a Batalha de Halidon Hill em 1333. Ele venceu dando suporte ao novo rei escocês, Eduardo Balliol, marionete do rei inglês.


A Guerra dos Cem AnosEditar

Em 1328, o tio de Eduardo, o Rei Carlos IV de França, morreu sem deixar herdeiros masculinos, embora tivesse deixado uma rainha grávida.

Com isso, Eduardo era o mais velho descendente do sexo masculino, do Rei Felipe IV de França, que era o pai de Carlos e da Rainha Isabella.

A reivindicação de Eduardo ao trono francês foi contestada pelos nobres franceses que invocaram a Lei Sálica, sob a qual a sucessão real não pode ser passada através da linha feminina.

Os nobres franceses decidiram que o rei legítimo de França era o primo de Eduardo, Felipe, que se tornou o Rei Felipe VI de França.

Eduardo se aliou ao Imperador Luís IV do Sacro Império Romano, em julho de 1337, e declarou guerra a Felipe VI.

Em 26 de janeiro de 1340, Eduardo declarou a si mesmo, Rei de França.

O conflito que se iniciou eventualmente se tornou conhecido como a Guerra dos Cem Anos.

De fato durou mais do que cem anos, até 1450, embora esse período não tenha tido lutas contínuas.

Em 1346, Eduardo derrotou os franceses na Batalha de Crecy, onde também lutou seu filho de dezesseis anos, Eduardo, o Príncipe Negro. O Príncipe Negro comandou o exército inglês vitorioso na Batalha de Poitiers em 1356.

A primeira fase da Guerra dos Cem Anos foi concluída em 1360 com o Tratado de Brétigny, marcando a forte influência inglesa na França e pedindo um resgate de três milhões de coroas pela libertação do rei francês, que era, nessa altura João II.

Reinado de Eduardo na FrançaEditar

Enquanto o rei e o príncipe ficavam fora em campanhas, o governo foi deixado nas mãos do irmão mais novo do príncipe, João de Gaunt.

A prosperidade econômica advinda do desenvolvimento do comércio da lã, trouxe para o reino grande riqueza, mas a peste bubônica, ou Morte Negra, teve um impacto significativo na vida das pessoas.

Os impostos do comércio se tornaram a maior fonte de renda para a realeza, que já havia sido liberada dos impostos das terras.

O Parlamento da Inglaterra ficou dividido em duas casas.

No início do reinado de Eduardo, a língua francesa, que havia chegado com a Conquista Normanda, ainda era a linguagem da aristocracia inglesa. Em 1362 o inglês se tornou a língua oficial das cortes de justiça.

O rei também fundou uma ordem de cavalaria, a Ordem de Garter (jarreteira ou liga).

Conta a lenda que isso foi o resultado de um incidente, quando uma lady, com quem ele estava dançando num baile da corte, deixou cair um item do vestuário íntimo.

De maneira galante, ele pegou a liga e amarrou em sua própria perna, e comentou: Honi soit qui mal y pense (Que se envergonhe aquele que mal pensar ou Envergonhe-se quem nisto vê malícia ou Maldito seja quem pense mal disto).

Esse dito se tornou o lema da Ordem da Jarreteira.

A mulher do incidente é conhecida apenas como a "Condessa de Salisbury". Alguns dizem que era a cunhada de Eduardo, Joan de Kent, mas é mais provável que fosse a sogra de Joan, do primeiro casamento dela.

Diante de uma monarquia francesa ressurgente e perdas na França, Eduardo pediu ao Parlamento que taxasse o comércio do vinho e da lã, para garantir mais fundos para o tesouro, mas isso foi muito mal recebido em 1374-1375 quando uma nova onda da peste bubônica eclodia.

O Bom Parlamento de 1376 criticava os conselheiros de Eduardo, e o avisava para limitar suas ambições para que coubessem dentro daquilo que arrecadava.

Casamento e FilhosEditar

Eduardo III casou com Philippa de Hainault em 13 de janeiro de1328, quando tinha apenas 15 anos. O casal teve treze filhos, incluindo cinco filhos homens que chegaram à maturidade.

O filho mais velho e herdeiro de Eduardo era Eduardo o Príncipe Negro que nasceu em 1330.

Eduardo era um notório mulherengo. Após a morte de Philippa em 1369, a amante de Eduardo, Alice Perrers, se tornou sinônimo de corrupção.

MorteEditar

Eduardo morreu de um avc em 1377 no Sheen Palace e foi sepultado na Abadia de Westminster.

Seu filho Eduardo, o Príncipe Negro, havia morrido no ano anterior, e portanto Eduardo III foi sucedido pelo seu jovem neto, Rei Ricardo II da Inglaterra, que era filho do Príncipe Negro.


Ricardo II (Richard II) (1377-1399)Editar

Ricardo II nasceu em 6 de janeiro de 1367 em Bordeaux. Ele era filho do Príncipe Negro e neto de Eduardo III, a quem sucedeu como Rei da Inglaterra em 1377, quando tinha apenas 10 anos de idade.


A Revolta dos CamponesesEditar

 
Ricardo II assiste à morte de Wat Tyler e se dirige aos camponeses ao fundo

João de Gaunt, seu tio, governava por conta de Ricardo nos primeiros anos do seu reinado e foi a Revolta dos Camponeses em 1381 que levou Ricardo à berlinda.

Coube a ele, pessoalmente negociar com Wat Tyler e os outros lideres rebeldes e a massa de muitos milhares de homens armados.

Ricardo tinha apenas 14 anos e deve ter precisado muita coragem para assumir o papel. Ele ofereceu o perdão aos líderes da rebelião, mas voltou atrás na sua palavra e os líderes principais, foram presos e executados.

Existe dúvida se Ricardo já pretendia fazer o que fez ou se foi forçado a voltar atrás em sua palavra por alguns membros da nobreza.

De qualquer forma sua tática teve o efeito desejado, dispersando as forças rebeldes das ruas de Londres de volta para os condados, colocando um fim na desordem.

O jovem rei se mostrava uma grande promessa. No entanto ao alcançar a maturidade, ele se mostrou relutante ou incapaz de assumir compromissos, o que era um aspecto essencial da política do século 14.

Esse foi o motivo de sua queda.

CasamentosEditar

Em 22 de janeiro de 1383 ele casou com Anne da Bohemia, filha do Imperador Carlos IV do Sacro Império Romano, mas eles não tiveram filhos e a Rainha morreu em junho de 1394.

Em 31 de outubro de 1396 ele casou com a Princesa Isabella de Valois, filha do Rei Carlos VI de França, mas novamente, o casamento não lhe trouxe filhos.


Primeira Crise de 1387-88Editar

Assim que Ricardo começou a governar sozinho, ele colocou diversos nobres já estabelecidos de lado, e em seu lugar elevou seu circulo próximo de favoritos para seu conselho.

Os nobres que ele abandonou formaram um grupo que eles mesmo nomearam de Lordes Apelantes.

Sua exigência principal era que a guerra contra a França continuasse, o que era frontalmente contra a política de paz de Ricardo. Essa exigência dos lordes era feita visando apenas interesses pessoais ao invés dos interesses da nação.

Em 1387 o Parlamento Inglês sob a pressão dos Lordes Apelantes, exigiu que Ricardo removesse seus conselheiros, impopulares. Quando ele recusou, o avisaram que, como ele era ainda menor de idade, um Governo Conselheiro iria governar em seu lugar.

Ricardo mandou que prendessem o Conde de Arundel, líder dos Lordes Apelantes, mas o pequeno exército de Ricardo foi suplantado pelas forças dos Lordes Apelantes fora de Oxford, e Ricardo foi preso na Torre de Londres.

Os conselheiros impopulares foram executados ou exilados, e Ricardo foi forçado a aceitar novos conselheiros. Ricardo foi, praticamente despojado da maior parte de sua autoridade.

Uma Paz FrágilEditar

Nos anos que se seguiram, Ricardo passou a ser mais cuidadoso ao lidar com os barões.

Em 1390 foi preparado um torneio para celebrar a maioridade de Ricardo. A situação na corte tinha melhorado desde que o tio de Ricardo João de Gaunt retornara da Espanha para liderar os Lordes Apelantes.

O grupo de cavaleiros de Ricardo, The Harts (Os Corações), todos usavam um símbolo idêntico – um coração branco – que Ricardo mesmo havia escolhido.

O próprio Ricardo gostava de boas maneiras, comidas finas, insistia em que usassem colheres em sua corte e também inventou o lenço.

Ele embelezou Westminster Hall com um novo teto, e era patrono das artes como literatura e arquitetura, era um homem fino e culto.

Embora seus gostos estivessem à frente do seu tempo, muitos começaram a vê-lo como outro Eduardo II, indigno de sua herança militar Plantageneta.

Ricardo não tinha sede de batalha. Sua campanha escocesa em 1385 não foi decisiva, e ele assinou um armistício de 28 anos com a França em 1396 que foi altamente impopular em casa, a despeito dos dividendos que a paz trouxe para o reino.

Ricardo preferia a paz do que a guerra e isso pode ser visto na sua primeira expedição à Irlanda em 1394. Ele usou uma política sensível, baseada na crença de que os rebeldes irlandeses eram motivados pelas queixas que tinham contra a ausência dos proprietários de terras ingleses.

Aqueles a quem ele chamava de “irlandeses selvagens” – irlandeses nativos que não se uniram a causa rebelde – ele tratou de maneira gentil e respeitosa.

Segunda Crise de 1397-99Editar

A despeito de sua atitude visionária com relação à cultura e as artes, Ricardo parecia estar desenvolvendo uma devoção apaixonada pelo velho ideal do Direito Divino dos Reis, de modo que podia fazer o que quisesse.

Em 1397 Ricardo decidiu se livrar dos Lordes Apelantes, que estavam regulando seu poder, usando um argumento aristocrático.

Ricardo mandou executar o Conde de Arundel e exilou Warwick, enquanto Gloucester morreu na prisão.

Finalmente livre para exercer sua autoridade autocrática sobre o reino, ele se livrou de todos os que não estavam sintonizados com ele, acreditando em sua própria ideia de ser o príncipe escolhido por Deus.

Como Ricardo ainda não tinha filhos, o herdeiro do trono era Roger Mortimer, o Conde da Marca, e após a sua morte em 1398, seu filho de 7 anos Edmundo.

Contudo, Ricardo estava mais preocupado com o filho e herdeiro de Gaunt Henrique Bolingbroke, a quem ele tinha banido por 10 anos em 1399.

Após a morte de Gaunt, Ricardo tomou as terras de Bolingbroke e as deu aos seus seguidores.

Nesse momento, Ricardo partiu para a campanha na Irlanda, o que permitiu que Bolingbroke aportasse em Yorkshire com um exército providenciado pelo Rei de França.

As maneiras autocráticas de Ricardo aborreciam muitos nobres e ele era extremamente impopular, o que ajudou a Bolingbroke a rapidamente controlar a maior parte do sul e do leste da Inglaterra.

Originalmente, o que Bolingbroke queria era sua herança e o retorno dos Lordes Apelantes, mas deixando que Ricardo permanecesse Rei e Edmundo seu herdeiro.

Mas, quando Ricardo finalmente chegou em Gales, uma onda de descontentamento tinha varrido a Inglaterra.

Na ausência do Rei, Bolingbroke que era muito querido, foi instado a tomar a coroa para si mesmo.

Ricardo foi capturado no Castelo Conway em Gales e levado para Londres, onde a multidão lhe atirou lixo. Ele foi mantido na Torre de Londres e foi forçado a abdicar.

Ele foi levado, a seu pedido, na frente do parlamento, onde oficialmente entregou sua coroa.

Trinta e três reclamações foram feitas contra ele, mas não lhe foi permitido responder a nenhuma.

O Parlamento então, aceitou Henrique Bolingbroke como o novo rei.

MorteEditar

Ricardo foi enviado para o Castelo Pontefract e foi, provavelmente morto lá mesmo em 1400.

O corpo de Ricardo foi exposto na antiga Catedral de St. Paul, para que todos vissem que ele estava morto de fato. Depois ele foi sepultado na Igreja Kings Langley Church.

Seu caixão foi muito mal feito, no entando e era fácil para visitantes desrespeitosos enfiarem as mãos lá dentro, através das diversas aberturas. Conta a lenda que um estudante saiu de lá com a mandíbula de Ricardo.

Mas, com tudo isso, os rumores de que Ricardo estava vivo continuaram fortes no reinado do Rei Henrique, que então decidiu transferir o corpo de Ricardo para seu local de descanso final na Abadia de Westminster, com maior cerimônia em 1413.