Bases da Cultura Ocidental/16 - Sócrates e os revezes da justiça

Sócrates e os Reveses da JustiçaEditar

Fé e Razão no tribunal

MetaEditar

Apresentar fatos e elementos relacionados ao processo de Sócrates e à sua condenação. Fé x razão, religião x ciência.

ObjetivosEditar

Relacionar a figura de Sócrates com a crítica aos sofidtas e aos novos valores educacionais da Atenas do séc V a.C Descrever o processo de sócrates e ligá-lo à questão fé x razão Identificar a crítica de Aristófanes à sofística e à filosofia. Explicar a partir do processo contra Sócrates o problema relativo à justiça e injustiça Leituras recomendadas Apologia - Platão Núvens, de Aristófanes

IntroduçãoEditar

Sócrates - Atenas, mestre de Platão, personificação da própria filosofia, que já promove impactos na sociedade grega e vai moldar a cultura ocidental. Aristófanes faz oposição à filosofia na peça Nuvens. Sócrates será acusado de desrespeitar os deuses da cidade e corromper a juventude. Confronto entre razão e fé. Spoiler: sócrates será condenado à morte.

SócratesEditar

Filho de parteira. Morreu em 399 a.C, aos 70 anos. Viveu no “Século de Péricles”, a idade de ouro da civilização grega. Em 431 a.C começa a Guerra do Peloponeso. A população do campo foge para a cidade, que sofre os problemas causados pelo repentino aumento da população: pestes, mortes, caos político e social. Sócrates presencia esse cenário e traz para o centro da discussão filosófica o comportamento humano. Sócrates dialogava com os cidadãos, mas não dava aulas. Em sua época, o sistema de ensino já havia incorporado a escrita e a sofística, que equivalia a um “ensino superior”. Sócrates não aceitava pagamentos nem tinha discípulos.

O processo de sócratesEditar

Em um trecho de Apologia, Sócrates afirma que por ter lutado pela justiça quando ocupou um cargo no Conselho, foi o único a tomar uma decisão justa e angariou inimizades e colocou sua vida em risco. Sócrates recebe 2 acusações: 1) não cultuar os deuses da cidade, introduzindo novas divindades (impiedade) e 2) corromper a juventude. Acusadores: antigos e recentes. Os antigos e os novos. Entre os antigos está Aristófanes.

A comédia Nuvens, de AristófanesEditar

Nuvens é uma comédia (ver aula 13). “Nuvens” são as novas divindades adoradas pelo personagen Sócrates da peça. Entre a apresentação da peça e o processo contra Sócrates passaram-se 25 anos.

EnredoEditar

Estrepsíades não tem como honrar as dívidas de jogo contraídas por seu filho vagabundo. Tem uma idéia: mandar o filho para o Pensatório, a escola dos Sofistas, para aprender a arte da argumentação. Assim, não pagaria a dívida e sairia vencedor em um julgamento. O jovem se recusa, pois os alunos do Pensatório têm a saúde física arruinada. Estrepsíades decide ele mesmo entrar no Pensatório. Os estudos filosóficos são ridicularizados. Por fim, Estrepsíades é expulso, obriga o filho a frequentar a escola, eles se livram de seus credores mas, ao primeiro desentendimento, o filho surra o pai e usa o que aprendeu no Pensatório para provar que o que fez era justo.

contextualizaçãoEditar

O autor da peça não ataca o próprio Sócrates, mas sim aos sofistas. Sócrates foi usado como inspiração para o chefe do Pensatório pois era uma figura pública conhecida

A defesa de SócratesEditar

Sócrates acredita nos Deuses. Foi uma declaração do Oráculo de Delfos que o fez buscar a verdade. O Oráculo dissera que ele era o mais sábio dos homens. Sócrates saiu em busca de alguém que fosse mais sábio do que ele. Sócrates não desiste mesmo após angariar inimigos justamente porque foi incumbido pelos Deuses a filosofar. E não corrompeu jovens pois não tinha alunos, nem discípulos, apenas conversava com quem vinha falar com ele.

É preferível morrer a cometer uma injustiçaEditar

Os amigos de Sócrates tentam convencê-lo a fugir, mediante o pagamento de suborno aos agentes. Sócrates se recusa. Apesar de saber que não havia feito nada de errado até então, aceitar uma corrupção para se livrar da condenação seria injustiça. “Não se deve nunca pagar um mal sofrido com outro mal” Ele chega mesmo a declarar, durante o julgamento, que se fosse absolvido continuaria a agir da mesma maneira que agiu em toda a sua vida, pois tinha certeza de que sempre agiu com justiça.