Civilizações da Antiguidade/O mundo romano no apogeu do Império

O mundo romano no apogeu do império

O período que focaliza o apogeu do império foi um tempo de consolidar as conquistas e manter o imenso império unido e próspero.

O Império Romano sob Augusto

Entre o fim e o inícioEditar

 
Júlio César, busto no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles

Júlio César, ainda como cônsul da República Romana, foi responsável por muitas reformas, enfraquecendo a aristocracia, diminuindo a escravidão e limitando o poder do senado. Conquistou a Gália (aproximadamente a atual França), a Britânia (atuais Inglaterra e País de Gales) e o Egito, completando assim a romanização do mundo antigo.

Júlio César foi assassinado por Cássio (Caio Cássio Longino) e por Brutus (Marco Júnio Bruto) em pleno senado, fato que provocou a revolta do povo. Formou-se então, para tomar o poder, o segundo triunvirato, composto por Marco Antônio, Lépido e Otaviano, em 43 a.C.

Lépido logo foi enviado para governar os territórios africanos e então foi afastado. Otaviano passou a governar os territórios do Ocidente, enquanto Marco Antônio ficou com os territórios do Oriente.

Essa parte da história foi retratada num filme muito famoso (Cleópatra), porque Marco Antonio se apaixonou por Cleópatra VII, então rainha do Egito. Trocando a fidelidade a Roma pela rainha, caiu em desgraça.

Otaviano então enfrentou e derrotou Marco Antonio, assim se tornando líder supremo de Roma. Esse é considerado o início do Império Romano.

ImperadoresEditar

 
Busto de Augusto com a coroa cívica, na Gliptoteca de Munique
 
Tibério

Na verdade Otaviano (às vezes referido como Otávio), começou a governar sozinho e passou a ser chamado César Augusto o escolhido dos deuses. Isso se deu em 27 a.C., data considerada como o início do império. Outros historiadores preferem assinalar o início do império quando da morte de Augusto em 14 d.C., começo do governo de Tibério.

Seja como for, depois de Augusto, temos quatro dinastias de imperadores, que são:

  • Dinastia Júlio Claudiana, que começa com Tibério. Depois vem Calígula, Cláudio e Nero.
  • Dinastia dos Flávios que são Vespasiano, Tito e Dominicano.
  • Dinastia dos Antoninos, onde temos Nerva, Trajano, Adriano, Antonino Pio, Marco Aurélio e Cômodo.
  • Dinastia dos Severos, começando com Sétimo Severo, Caracala, Heliogábalo e Severo Alexandre.

ConquistasEditar

 
Soldados romanos construindo uma fortaleza.

Roma, uma cidade-Estado, se tornou um império graças às conquistas militares. Os romanos formaram exércitos grandes e bem organizados. Muito aprenderam também com os povos conquistados, suas armas e suas táticas.

No início das guerras de conquista, só serviam ao exército aqueles que fossem cidadãos romanos. O serviço militar era obrigatório.

Roma conquistou toda a península Itálica, parte da Europa ocidental, o norte da África e uma pequena parte da Ásia. O domínio romano foi, de fato, de conquista e submissão. Quando venciam, saqueavam e tomavam para si as terras conquistadas.

Isso significava que todas as regiões conquistadas deviam pagar impostos a Roma. As populações eram exploradas e os prisioneiros se tornavam escravos.

Com tantas terras conquistadas, o governo de Augusto, foi mais voltado para a paz. Ele declara o fim das guerras civis e se direciona a consolidar seu império.

Aí começa a famosa Pax Romana, que durou até a morte de Marco Aurélio em 180 d.C.

Pax RomanaEditar

 
Altar dedicado por Augusto à deusa Pax

O Império Romano era formado por povos de costumes, língua e religião diferentes, coisa que alimentava qualquer rebelião.

Assim a decisão de Roma foi, usar seus exércitos enormes e bem preparados para manter a ordem e romanizar essas populações.

Era preciso manter grande extensão de terras sob controle, também era preciso proteger e defender as fronteiras, que sofriam as incursões dos povos chamados bárbaros em seu limiar.

A Pax Romana, era uma paz armada, que usava as legiões romanas para impor respeito e lembrar a quem os povos dominados deviam obedecer. E foi assim que o império se solidificou.

Nos locais onde o exército se estabelecia havia sempre um desenvolvimento maior, porque o fator proteção animava a construção de casas, lojas comerciais que forneciam não só para os batalhões como, usando as excelentes estradas, para outros locais.

O progresso trazia a tiracolo a romanização desses povos, evitando rebeliões.

A religião e as grandes obrasEditar

 
Colchester na Inglaterra, arco feito pelos romanos

Os romanos tinham sua religião oficial, na qual prestavam culto aos mesmos deuses dos gregos, apenas com nomes romanos, o Zeus grego se tornou Júpiter romano, o Ares grego virou Marte romano e assim com todos os outros.

Mas, com a expansão do império outras crenças, como a dos etruscos e as crenças dos povos orientais se misturaram a religião romana. Eles eram politeístas e isso criou muita confusão com relação aos adeptos da nova religião que surgia (da qual ainda iremos falar) que eram os cristãos, monoteístas.

 
Antigo bar em Pompeia

Com relação às obras, os romanos deixaram mercados com seis andares de lojas, os fóruns, as termas, os aquedutos, as estradas. Ainda veremos as bibliotecas, ginásios, teatros, o anfiteatro mais famoso, o Coliseu e templos dos deuses.

Na escultura a cópia dos gregos era a tônica. Alguma criação romana nessa área foi de escultores cujos nomes nem são conhecidos. A pintura mural e os afrescos ficaram conhecidos graças a preservação de Pompeia.

Na música também, os romanos beberam da musicalidade grega. Na dança pouco se sabe talvez não agradasse aos romanos.

 
Coliseu

O teatro romano também foi copiado dos gregos, havia peças traduzidas das tragédias gregas.

A comédia latina, surgiu totalmente dependente do gosto popular (isso não era aceito na Grécia). Isso significa que eram peças de gosto duvidoso, porque o povo se interessava apenas pelo sensacionalismo grosseiro.

Assim, esse tipo de distração já fazia parte da política de pão e circo, usada para manter o povo entretido. Nada tinha a ver com a manifestação artística que era o teatro grego.

Um anfiteatro colossal como o Coliseu serviu apenas para espetáculos tristes e deprimentes, em vez de servir para ampliar a cultura do povo.