A história do Japão da Cambridge/O século da reforma: diferenças entre revisões

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O ritmo de tal mudança não pode ser medido com precisão, mas as crônicas do reinado da ''Imperatriz Suiko'' não deixa dúvidas quanto à maior confiança em funcionários experientes e habilidosos que foram nomeados e promovidos com base em sua capacidade de executar tarefas administrativas especializadas. Sob o antigo sistema de título de clã, os chefes das guildas profissionais (''tomo no miyatsuko'') desempenhavam funções administrativas para a Corte, mas durante o reinado da ''Imperatriz Suiko'' e após a instituição do novo ''Sistema das Doze Posições'', um novo importante posto administrativo foi criado: o secretário imperial (''maetsukimi'' ou ''taifu''). A primeira menção conhecida de tal oficial é feita em um registro do ''Nihon shoki'' feito pelos enviados em missões diplomáticas para ''Silla'' e ''Mimana'' (um dos estados que formavam a confederação de ''Kaya'' ou ''Gaya'') quando foram recebidos na corte após sua volta. Depois que os enviados se aproximaram da imperatriz e apresentaram seus memoriais, quatro secretários imperiais, servindo quatro ministros (três dos quais detinham o título kabana de omi e um o título de muraji), relataram a ''Soga no Umako'' o que havia acontecido. <ref>Suiko 18 (610) 10/09, NKBT 68. 194-195.</ref>
 
Após a morte da ''Imperatriz Suiko'' em ''628'' e durante as longas discussões sobre quem deveria ser seu sucessor, ''Soga no Emishi'' (que dominou os assuntos políticos após a morte de seu pai ''Umako'' em ''626'') tentou impelir os secretários imperiais ligados às autoridades (que ainda detinham os títulos ''kabana'' de ''omi'' e ''muraji'') a convencer o filho do ''Príncipe Shotoku'' (''Príncipe Oe'') que a ''Imperatriz Suiko'' queria que outra pessoa fosse seu sucessor. Com base em tais evidências, Seki Akira afirmou que os secretários imperiais, que participavam de conferências imperiais assistidas por ministros de alto escalão, estavam sob ordens imperiais e que deviam se reportar diretamente ao trono sobre o que os ministros estavam dizendo e pensando em questões específicas.
 
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