Guia dos Trouxas para Harry Potter/Livros/O Cálice de Fogo/Capítulo 34


Capítulo 34
Priori IncantatemEditar

spoilerEditar

Aviso: Seguem detalhes do enredo.

SinopseEditar

Como foi ordenado, Rabicho remove a mordaça de Harry e corta suas cordas. Harry pensa em correr , mas sua perna, machucada pela aranha gigante no labirinto está muito fraca, e os Comensais da Morte estão cada vez mais perto. Rabicho recupera a varinha de Harry, enquanto Voldemort explica a etiqueta do duelo, forçando Harry a fazer uma curvatura. Depois Harry sente uma dor inacreditável, quando Voldemort lança sobre ele a Maldição Cruciatus, depois ele conjura a Maldição Imperius e fica impressionado quando Harry resiste a ela. Quando Voldemort ergue a varinha novamente, Harry se agacha atrás do túmulo de Tom Riddle.

Voldemort pergunta a Harry se ele quer terminar aquilo logo. Harry se recusa a morrer abaixado, humilhado, se ergue e lança Expelliarmus, no mesmo momento em que Voldemort grita Avada Kedavra. Um jorro de luz saiu da varinha de Harry, se encontrando com a luz que saia da varinha de Voldemort e se ligaram num só fio de luz dourada. Harry e Voldemort foram erguidos no ar e colocados no chão a uma certa distância. Uma espécie de gaiola de luz dourada os envolveu. Voldemort tomado de surpresa por aquilo, ordena que seus Comensais da Morte não façam nada. Harry ouve um som familiar, a canção da Fênix. Isso faz com que ele se lembre de Dumbledore, e o canto parece dizer “Não quebre a ligação”. Gotas de luz dourada aparecem no fio que liga as varinhas. Conforme uma delas se aproxima da varinha de Harry, ele sente a varinha esquentar e tem medo que ela exploda. Concentrando suas forças na gota, ele a faz se mover na direção da varinha de Voldemort. Quando a gota alcança a varinha de Voldemort, são ouvidos gritos e sai da gota uma réplica da mão de Rabicho. Outra gota é forçada para a varinha de Voldemort, e em meio a gritos, a imagem fantasma de Cedric Diggory sai da varinha de Voldemort.

Harry agarra a varinha com força enquanto, em meio a gritos aparece um senhor (Frank Bryce) que Harry havia visto em seu “sonho”, depois sai Bertha Jorkins. Em seguida a mãe de Harry surge e também seu pai; Voldemort rosna com medo de suas vítimas que estão andando à sua volta. Lily Potter fala baixinho para Harry que, quando a ligação entre as varinhas se quebrar, os ecos de seus espíritos só poderão permanecer por poucos momentos para protegê-lo; ele deve usar o tempo para fugir através da Taça Tribruxo que é a Chave de Portal. Cedric pede que ele leve seu corpo para seus pais. Quando seu pai avisa, Harry quebra a ligação. A gaiola dourada desaparece, enquanto os espíritos se dirigem à Voldemort. Se desviando das maldições, Harry corre até o corpo de Cedric e usando Accio, ele convoca a Taça Tribruxo. Assim que ele a toca, é puxado para fora do cemitério, agarrado no corpo de Cedric, ouvindo os gritos furiosos de Voldemort, Harry é levado para Hogwarts.

AnáliseEditar

Temas de vida, morte e renascimento são vistos através da série, conforme Harry é confrontado por eles, e se debate com, não apenas a perda e o sofrimento, mas a esperança constante de que a magia possa lhe devolver os seres amados, assim como ressuscitou Voldemort. Essa esperança de se reunir aos seus pais, renasce por causa do encontro que Harry tem com seus espíritos (ecos, sombras ou fantasmas), que saíram da varinha de Voldemort. Pela primeira vez, Harry é capaz de se comunicar diretamente com James e Lily, e eles, por sua vez, são capazes de proteger seu filho. Ainda que seus poderes sejam limitados, as sombras não têm medo; Voldemort não pode mais ferí-los, e aparentemente tem medo deles.

Voldemort agora, teme Harry, que, por força de vontade forçou as gotas que deslizavam no fio dourado, voltarem para a direção de Voldemort, uma façanha que o bruxo nunca podia ter antecipado. Os Potters e os outros espíritos, que foram cuspidos da varinha de Voldemort, estavam todos prontos para proteger Harry por tempo suficiente para que ele escapasse, assim eles estavam dando o troco a Voldemort por ter roubado suas vidas.

Através da série, Fantasmas são vistos quase sempre como benignos, mas ineficazes, flutuando dentro de Hogwarts, parecendo limitados a observar o mundo dos vivos, ocasionalmente, dando alguma informação importante, mas incapazes de participar ativamente das coisas humanas. Aqui, nós vimos que os espíritos podem ter um papel significativo, diretamente influenciando acontecimentos além túmulo. Harry também pode ter sido ajudado por uma pessoa viva – Dumbledore é mencionado na canção da Fênix. Se Dumbledore de alguma forma se comunicou com Harry, foi através da canção de Fawkes, que Harry ouviu. Fawkes poderia ter percebido que Harry estava em perigo, como fez no livro dois? Isso pode ter ocorrido aqui, embora aqui, pode ter havido outra razão para Harry ouvir a canção de Fawkes, uma razão que pode estar ligada a alguma coisa que, tanto Harry quanto Voldemort possuem.

Não fica claro se esses espíritos ou sombras, são de fato Fantasmas ou outra coisa. Também, a ordem em que as vítimas de Voldemort saem da varinha dele, está um tanto errada. O pai de Harry morreu primeiro, e portanto deveria ser o último a sair da varinha de Voldemort. The author has stated A autora afirma que ela escreveu assim, originalmente, mas seu editor americano, que quase sempre estava certo sobre os detalhes, perguntou sobre esse ponto ao final de uma maratona de edição, e, estando com sono, ela concordou com a troca. Nas edições seguintes o erro foi corrigido e a ordem correta é que James é o último a aparecer.

Essa é a primeira vez que Harry e Voldemort duelam de fato. Antes disso, o Voldemort sem corpo ordenou que outros lutassem por ele. Também, Voldemort com certeza, matou muito mais gente com sua varinha do que foi mostrado aqui. Dumbledore afirma mais tarde, na série, que muito mais vítimas teriam aparecido, caso a ligação entre as varinhas permanecesse.

PerguntasEditar

RevisãoEditar

  1. Por que Voldemort tem medo dos espíritos? Ele também tem medo de Harry? Se tem, por que?
  2. Por que as varinhas de Harry e Voldemort são consideradas “irmãs”?

Estudos AdicionaisEditar

  1. Por que Harry ouve a canção da Fênix? Por que isso o faz lembrar Dumbledore?
  2. O que causa o fluxo das duas varinhas, de Harry e de Voldemort se conectarem? Quem e o que são as imagens que são cuspidas da varinha de Voldemort?

Visão CompletaEditar

SpoilerEditar

Por que Harry ouve a canção da Fênix? Recorde o que está no miolo da varinha: uma das duas únicas penas de uma Fênix especial. A outra penas está no miolo da varinha de Voldemort, tornando as duas varinhas “irmãs”. A Fênix que doou essas penas, como será logo revelado, é Fawkes. Também logo vamos saber que o efeito que Harry experimentou, o chamado “priori incantatem" é acionado quando duas varinhas, cujos miolos tenham a mesma origem e portanto, sendo “irmãs” duelam. O efeito é similar ao causado pelo feitiço Prior Incantato.

As imagens vistas durante o Priori Incantatem, não são na verdade Fantasmas, mas “ecos dos espíritos” ou “sombras” das vítimas mortas pela varinha de Voldemort, e a essência de cada pessoa esteja ali retida, de alguma forma. Uma varinha recorda os feitiços que executou, sob certas circunstâncias, esses feitiços podem ser mostrados na ordem reversa à ordem em que foram conjurados. Nesse caso, o feitiço que a varinha recordou foi o Avada Kedavra, que separa a alma do corpo, portanto o eco da maldição representa a alma separada.

Harry foi capaz de forçar as gotas de luz de volta para a varinha de Voldemort, porque ele é o bruxo mais forte. Mais tarde (no último livro) Dumbledore vai contar a Harry, que naquele momento, Voldemort era o bruxo mais fraco porque ele temia a morte, enquanto Harry estava preparado para ela. Ele também diz a Harry que nesse encontro, a varinha de Harry absorveu um pouco do poder da varinha de Voldemort. O efeito exato que isso poderia ter, no entanto, era incerto; isso é o mais profundo conhecimento da ciência das varinhas, algo que é praticamente impossível de estudar ou prever.

Voldemort não esperava, e estava claramente espantado, pelo efeito Priori Incantatem. Esse é um evento muito raro, que donos de varinhas “irmãs” duelem um contra o outro, portanto a surpresa dele e de seus Comensais da Morte, que não conheciam esse efeito. Para Voldemort , é impossível que Harry possa ser o bruxo mais forte; ninguém, exceto Dumbledore poderia talvez, ser mais forte do que ele. Portanto, o fato de Harry conseguir forçar esse efeito, deveria ser devido a outra coisa; uma vez que Harry está totalmente sozinho naquele momento, só poderia ser sua varinha. Essa idéia persegue Voldemort durante dois anos. No livro final, depois de torturar Mr. Ollivander para saber tudo, ele deduz que a varinha de Harry é a origem do poder de Harry, e se dedica a encontrar uma varinha que funcione contra ela. Durante a maior parte do livro, Harry também acredita na mesma coisa, e fica perturbado quando sua varinha é quebrada acidentalmente.

Essa é a primeira vez que Harry duela contra Voldemort diretamente, mas não é a última; embora ele tenha lutado contra Voldemort antes, uma vez foi através de outro bruxo, o Professor Quirrell, e uma vez foi contra o jovem Tom Riddle, através do Horcrux. Ele vai duelar novamente contra Voldemort na Batalha do Departamento de Mistérios, no próximo livro, e mais uma vez (embora o encontre por duas vezes sem duelar) no último livro.

ConexõesEditar

  • Esse é o ponto em que Voldemort começa a temer, não a Harry, mas a sua varinha. Voldemort vai continuar a crer, aparentemente, que Harry apenas tem sorte; mas depois desse acontecimento, Voldemort vai começar a acreditar que o poder de Harry está em sua varinha.
  • A procedência do miolo da varinha de Harry, comentada primeiramente no livro um, aqui tem a maior importância na batalha. A procedência exata será mencionada dois capítulos mais tarde, e a consciência dessa ligação vai explicar mais sobre os atos de Voldemort no livro final.