Guia dos Trouxas para Harry Potter/Lugares/Cabeça de Javali


Cabeça de Javali
  • localização = rua lateral de Hogsmeade
  • residentes permanentes = depois do aviso de spoilers
  • Aparece pela Primeira Vez = A Pedra Filosofal

Visão GeralEditar

O Cabeça de Javali é um “pequeno e sombrio” pub localizado na vila de Hogsmeade.

Descrição EstendidaEditar

SpoilerEditar

Aviso aos Iniciantes: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Há dois pubs em Hogsmeade, um é o Três Vassouras que atende a população em geral, e o outro que é mais freqüentado por aqueles que vivem à margem do mundo mágico. O Cabeça de Javali é o segundo. É um lugar bem mais sombrio do que o Três Vassouras e lá não existem tantas restrições; Ron comenta no livro A Ordem da Fênix que, ele poderia comprar Firewhiskey no Cabeça sem ninguém perguntar a sua idade.

Muitos eventos ocorrem no Cabeça de Javali e aparentemente sempre do lado nebuloso.

  • Esse pub é onde Albus Dumbledore entrevista Sybill Trelawney para o lugar de Professora de Adivinhação, quando ela lhe diz a Profecia sobre Harry, e foi lá que a Profecia foi ouvida por outros.
  • É no Cabeça de Javali que Hagrid entra num jogo de cartas com um homem que nunca tira seu capuz, e “ganha” um ovo de dragão no livro A Pedra Filosofal. Ron comenta, na primeira vez que entrou no local, que esse é o tipo do lugar onde alguém não tirar o capuz é bem compreensível.
  • É no Cabeça de Javali que acontece o primeiro encontro da Armada de Dumbledore, no livro A Ordem da Fênix, e é ali que os planos para a organização são ouvidos por outros.
  • O dono do Cabeça de Javali foi visto comprando itens, provavelmente roubados de Mundungus Fletcher no livro O Enigma do Príncipe.

Quando Harry, Ron e Hermione estão quase sendo capturados pelos Comensais da Morte no livro As Relíquias da Morte capitulo 28, é o dono do Cabeça que os resgata, puxando-os para dentro do pub e afirmando que foi ele quem lançou o feitiço Patronus que os Comensais da Morte viram. Nós ouvimos então, discussões entre o dono do pub e os Comensais da Morte, onde é sugerido que a razão para o Cabeça de Javali ficar intocado pelos Comensais, é porque é um lugar seguro para os negócios escusos deles.

Mais tarde ficamos sabendo por Neville que a Sala Precisa tem uma passagem secreta que termina no segundo andar do Cabeça de Javali. Embora nunca tenha sido dito claramente nos primeiros seis livros, há pistas que sugerem que o irmão do Professor Dumbledore, Aberforth Dumbledore é o dono do Cabeça de Javali. A autora confirmou isso no seu web site, e deixou isso muito claro no livro As Relíquias da Morte.

AnáliseEditar

Uma boa fonte para compreender o submundo do mundo mágico e os lugares que esse tipo de criatura freqüenta é observar Mundungus Fletcher, que nos foi apresentado em A Ordem da Fênix. Antes disso, é claro, vimos lugares que os cidadãos do submundo freqüentam, como a Travessa do Tranco. O Cabeça de Javali é outro tipo de estabelecimento, não tanto do mal quanto outros na Travessa do Tranco. Na verdade a maior parte dos pubs podem atrair alguns fregueses não muito agradáveis; por exemplo em O Prisioneiro de Azkaban, capitulo 4, Harry acha que viu uma feiticeira freqüentando o Caldeirão Furado.

A importância desse tipo de lugar para a história não pode ser dispensada. Em A Ordem da Fênix, Harry precisa de algum lugar longe da escola e da influência maligna de Dolores Umbridge, onde ele possa encontrar com os outros alunos para planejar uma revolta. Ainda que o Três Vassouras quase sempre sirva para seus propósitos, é muito público para um grande grupo se reunir sem chamar muita atenção. O Cabeça de Javali, pelo seu jeito um tanto fora da lei, serve maravilhosamente para esse fim, isso dá a oportunidade de Harry ser ouvido por Willy Widdershins e Mundungus Fletcher, personagens que tem suas razões para não querer que as informações sejam espalhadas. As informações devem ser passadas apenas para aqueles que vão pagar muito bem por elas e aqueles que estão envolvidos em proteger Harry, respectivamente. Esse mesmo fato de ser fora da lei, faz com que o Cabeça de Javali seja um porto seguro para o Trio, mesmo que breve, no sétimo livro da série. Ainda podemos notar que o Cabeça de Javali e seus freqüentadores ocupam um lugar muito comum na fantasia heróica. Sempre, há um herói, e sempre há forças ao seu lado; sempre há um vilão, e igualmente há forças de algum tipo do seu lado, e sempre há uma porção de personagens menores que serão oprimidos ou resgatados. Muitos autores não se preocupam muito como os personagens menores vivem suas vidas quando não estão apanhando ou se dando bem. Aqui, no Cabeça de Javali e com o personagem de Mundungus Fletcher, podemos ver que o mundo mágico não é feito apenas da Ordem, Comensais da Morte e falatórios. Há uma classe criminosa, que está trabalhando à margem e sob as leis. Fletcher é, nessa série, o típico pequeno malandro e o Cabeça de Javali é o habitat apropriado para ele, ou seria se ele não tivesse sido banido. A existência tanto de Fletcher quanto do Cabeça de Javali significa que outros lados do submundo, tanto pessoas quanto lugares assim, existem. É esse cuidado com os detalhes que tornam o mundo mágico tão vivo na nossa imaginação. Se Mundungus e o Cabeça de Javali não fizessem parte da história, não teríamos sentido falta, mas teria tornado a história mais fraca, acreditaríamos menos, esse mundo de ficção seria menos real para nós.

PerguntasEditar

SpoilerEditar

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Visão CompletaEditar