Guia dos Trouxas para Harry Potter/Personagens/Aberforth Dumbledore


Aberforth Dumbledore
  • sexo = Masculino
  • cabelos = Longos, brancos (cor original desconhecida)
  • olhos = Azuis
  • família = Albus Dumbledore
  • lealdade = Ordem da Fênix

Visão GeralEditar

Aberforth Dumbledore é o irmão mais novo de Albus Dumbledore e ex-membro da Ordem da Fênix.


Papel nos LivrosEditar

SpoilerEditar

Aviso aos Iniciantes: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.


O Cálice de FogoEditar

Após um artigo publicado no Profeta Diário, que expõe o fato de ser meio descendente de gigantes, Hagrid se esconde em sua cabana, recusando-se a dar aulas ou cumprir com suas obrigações. Dumbledore consola Hagrid, comentando que seu irmão havia sido atacado pela mídia uma vez, aparentemente por praticar feitiços não naturais numa cabra. Dumbledore aprovou o fato de seu irmão manter a cabeça erguida acima de todo falatório, talvez brincando, disse que, imagina se ele ainda lê.

A Ordem da FênixEditar

O nome de Aberforth é mencionado pela primeira vez quando Alastor Moody mostra para Harry uma foto da Ordem da Fênix original. Moody diz que foi a única vez em que ele encontrou Aberforth. Quando Harry entra pela primeira vez no Cabeça de Javali, ele percebe um cheiro de cabra, e repara que o proprietário parece familiar. Embora seu nome não seja mencionado, acreditamos que o proprietário seja Aberforth, que serve cerveja amanteigada para os estudantes que estão reunidos para o primeiro encontro secreto da Armada de Dumbledore.

O Enigma do PríncipeEditar

Enquanto estava em Hogsmeade, Harry sem ser percebido, reconhece o barman do Cabeça de Javali conversando com Mundungus Fletcher do lado de fora do Três Vassouras. Depois que o barman vai embora, Harry percebe que Mundungus estava tentando vender coisas roubadas de Grimmauld Place, a casa que herdou de seu padrinho, Sirius Black, e agora é o Quartel General da Ordem da Fênix. Harry ataca Mundungus que desaparata. Na lembrança de Dumbledore, nós vemos Dumbledore contando a Tom Riddle que o barman o tinha informado que Nott, Rosier, Mulciber e Dolohov estavam esperando por ele no Cabeça de Javali. Esta é uma das muitas coisas que fazem com que dumbledore suspeite que riddle tem outro motivo para esse encontro. Harry vê o barman do Cabeça de Javali (Aberforth) no funeral de Dumbledore.

As Relíquias da MorteEditar

No obituário de Albus Dumbledore feito por Elphias Doge, Aberforth, é mencionado como sendo o irmão mais novo de Albus. Embora fosse um irmão brilhante, Aberforth em geral preferia duelar do que debater em disputas. O obituário menciona que Albus, Aberforth, sua mãe Kendra e sua irmã Ariana chegaram a morar em Godric's Hollow.

Rita Skeeter escreve no Profeta Diário que, no funeral de Ariana, foi dito que Aberforth quebrou o nariz de Albus. Embora ele seja mencionado muitas vezes no livro de Skeeter, que conta tudo sobre Albus Dumbledore, muito pouco se descobre sobre Aberforth. Harry, Hermione, and Ron aparatam em Hogsmeade, disparando um alarme ensurdecedor que alerta os Comensais da Morte. Quando os Dementadores, sentindo o medo, rapidamente se aproximam, Harry lança o Patrono para repeli-los. Uma porta se abre nos fundos e o barman do Cabeça de Javali faz sinal para o trio entrar. O barman convence os Comensais da Morte que ele acidentalmente fez o alarme soar e que, o que eles viram foi seu Patrono, uma cabra e não o cervo de Harry. Harry reconhece o homem como Aberforth Dumbledore, o irmão mais novo de Albus. Aberforth quer que eles fujam do vilarejo na manhã seguinte, acreditando que a Ordem da Fênix estava acabada e que Voldemort já tinha ganho a guerra. Aqueles que ainda estavam lutando, estavam apenas se iludindo.

Quando Harry recusa, dizendo que ele deve completar a missão de Dumbledore, Aberforth censura Harry por seguir seu irmão, e pergunta se ele sabe da verdade sobre ele. Harry que ainda duvidava das intenções de Dumbledore, não consegue responder. Com um pequeno estímulo, Aberforth relata a verdadeira história sobre a infância deles. A irmã deles de seis anos, Ariana foi vista fazendo magias pelos três garotos Trouxas, que então batem nela. Ela ficou deficiente para sempre, incapaz de controlar seus poderes, e periodicamente tinha ataques de fúria e magia selvagem. O pai deles, Percival, atacou os garotos Trouxas como vingança. Com medo de que a verdade obrigasse sua filha a ficar para sempre internada no St. Mungo's Hospital, Percival jamais se explicou para as autoridades. Ele foi preso e sentenciado a cumprir pena em Azkaban, e mais tarde ele morreu lá. Para fugir dos curiosos, sua mãe, Kendra, se mudou com a família para Godric's Hollow, mantendo Ariana escondida. Um dia, enquanto Aberforth estava fora, um ataque descontrolado de magia de Ariana, matou Kendra. Albus foi obrigado a voltar para casa, amargamente ressentido por ter que abandonar seus grandes planos, para cuidar de Ariana, enquanto Aberforth completava seus estudos. Quando Gellert Grindelwald, um jovem bruxo das trevas, chegou à Godric's Hollow, ele e Albus se tornaram os melhores amigos. Seu relacionamento logo esfriou, no entanto, por causa dos pontos de vista diferentes com relação à maneira de governar bruxos e Trouxas.

Quando Aberforth quis abandonar Hogwarts e cuidar de Ariana, acreditando que Albus se sentia como se ela fosse um estorvo, Albus insistiu em que Aberforth terminasse de estudar. Gellert, no entanto, acreditava que Ariana deveria ser deixada de lado, considerando que ela era um obstáculo às elevadas metas de Albus. Depois de Aberforth descobrir que Gellert e Albus planejavam governar os bruxos e os Trouxas, explodiu um duelo dos três, e Ariana foi atingida fatalmente por um feitiço extraviado. Gellert rapidamente abandonou o vilarejo, claro. Nunca se soube de quem foi a maldição que matou Ariana, mas Aberforth sempre culpou Albus pela tragédia.

Harry pretende completar a missão de Dumbledore, com ou sem a ajuda de Aberforth para entrar em Hogwarts. Aceitando o inevitável, Aberforth se dirige ao retrato de Ariana, e ela desaparece dentro de um longo túnel escuro, logo retornando com outra pessoa; o retrato se abre, revelando uma passagem. Neville Longbottom sai lá de dentro. Neville conta que reforços estão chegando, fazendo com que Aberforth fique desanimado, ele então leva o trio para a Sala Precisa. Quando os últimos aliados chegam através do túnel, Aberforth está muito nervoso por causa do tráfego. Harry, mais tarde vagando pelos salões de Hogwarts, vai até Aberforth, que se queixa sobre os estudantes de Slytherin terem sido evacuados; uma vez livres certamente iam ajudar Voldemort. Harry diz que liberá-los era justamente o que Voldemort faria. Aberforth é visto brevemente durante a batalha, ele oferece apoio à Ginny quando ela joga feitiços em alguns Comensais da Morte. Quando Tonks pergunta se ele viu Remus, Aberforth diz que ele estava duelando com Dolohov. Quando a batalha recomeça, Harry vê Aberforth estuporando Rookwood quando chega ao Grande Salão.

Pontos FortesEditar

Aberforth parece ser muito inteligente e possui um extraordinário talento para magia. Isso talvez não tenha sobressaído na comparação com a capacidade prodigiosa de Albus e, certamente tornou muito difícil para ele seguir seu irmão em Hogwarts, vivendo sob sua sombra.

No entanto, Aberforth aparentemente prefere duelar do que discutir, Albus mais tarde conta para Harry que Aberforth era infinitamente mais sábio do que ele próprio. Aberforth também mostrava mais maturidade e mais responsabilidade, mesmo quando bem jovem, colocando as necessidades da família acima das suas, e cuidando de sua irmã e de sua mãe.

Albus, antes da morte de sua mãe, fugiu das responsabilidades familiares se escondendo atrás dos interesses acadêmicos e permanecendo trancado em seu quarto sempre que estava em casa, vindo de Hogwarts.

Diferente de seu irmão, mais calmo, com atitudes mais lógicas, Aberforth tinha uma personalidade combativa e, assim como as acusações de que tinha usado feitiços ilegais numa cabra, contribuíram para que ele perdesse a oportunidade de seguir uma carreira de sucesso, o levando a possuir e trabalhar no Cabeça de Javali. Ele se adaptou relativamente bem às circunstâncias e ao padrão inferior, fazendo bons negócios em seu estabelecimento, mesmo depois que os Comensais da Morte ocuparam o vilarejo de Hogsmeade.

Aberforth é rude e quase não fala, embora tenha protestado claramente quando seu negócio foi ameaçado de fechar. Ele defende seu estabelecimento das ameaças dos Comensais da Morte, e certamente sabe que alguns deles conduzem atividades ilegais ali e não desejam perder um lugar tão conveniente. Talvez ele até mesmo, sutilmente dê liberdade para certas atividades como uma forma de manter o Cabeça de Javali aberto.

Aberforth nunca é visto usando magia claramente, ele permanece como um personagem menor até o sétimo livro.

Harry descreve Aberforth tendo o olhar penetrante igual ao de seu irmão. Embora isso não esteja confirmado, pode ser que assim como Albus, ele também seja habilidoso em Legilimência. Pelo fato mesmo, de ser um espião, isso certamente é possível.

Pontos FracosEditar

As habilidades mágicas de Aberforth parecem poderosas, embora menos do que as de seu brilhante irmão, que poucos poderiam igualar. Isso, com certeza, afetou o amor-próprio e a motivação de Aberforth quando estudava em Hogwarts, provavelmente trabalhando sob as expectativas exageradas dos professores, achando que ele deveria ser tão talentoso quanto o irmão.

Aberforth sentia falta da lógica fria de Albus, e em geral reagia às situações de maneira emocional, sem considerar as conseqüências a longo prazo. Essa maneira de ser é que fez com que considerasse a guerra contra Voldemort perdida, antes que terminasse.

Embora Aberforth conhecesse bem a verdadeira natureza de Albus do que qualquer outra pessoa, e que ele se deixou arrastar pela influência das Artes das Trevas de modo passageiro, ele teimosamente se recusou a aceitar o bom homem que Albus escolheu se tornar, como ele usou seus poderes para melhorar a sociedade mágica, e como tomou conta de Ariana para que Aberforth pudesse continuar os estudos em Hogwarts.

A animosidade de Aberforth, aparentemente foi resultado de um ressentimento profundo e de inveja por causa dos muitos elogios que seu irmão recebia, da amargura que Albus demonstrou por ter que adiar suas metas após a morte da mãe e também pelo seu papel na morte acidental de sua irmã. Com certeza a atração estranha de Aberforth por cabras é uma fraqueza que prejudicou seu progresso pela vida afora. Albus uma vez, sugeriu que Aberforth não sabia ler, embora com certeza estivesse brincando, para animar um infeliz Hagrid.


Relacionamentos com Outros PersonagensEditar

Aberforth é o segundo de três filhos: Albus é o mais velho, e Ariana era a mais nova. Aberforth tinha uma ligação muito especial com Ariana, sendo o único que conseguia fazer com que a menina, deficiente tanto mágica quanto mentalmente, obedecesse a ordens, enquanto que sua mãe Kendra não conseguia. Ele mantêm seu retrato em tamanho natural em seus aposentos no Cabeça de Javali.

Tendo visto o breve interesse de seu irmão pela magia das Trevas e as conseqüências que isso causou, Aberforth talvez tenha uma visão mais dura de Albus do que as outras pessoas. De forma diferente da imagem que Albus cuidadosamente cultivou, Aberforth o enxerga como alguém que mantêm segredos e manipula os outros em seu próprio benefício, particularmente Harry Potter.

Seus primeiros conflitos devem ter sido por causa da recusa de Albus em ajudar sua família bem como algum ciúme por causa de irmão ofuscar o outro. Albus e Aberforth permaneceram afastados logo após a morte de sua irmã, embora fossem aparentemente cordiais durante sua vida adulta, e vivessem relativamente próximos um do outro durante muitos anos, Albus em Hogwarts e Aberforth perto, no vilarejo de Hogsmeade. Albus ocasionalmente visitava Aberforth no Cabeça de Javali partilhando uma bebida com ele. Embora Aberforth tenha culpado Albus por causar a morte de Ariana, ele talvez tenha percebido que seu próprio temperamento estourado pode ter contribuído para a tragédia.


AnáliseEditar

Desde sua primeira aparição, a afiliação política de Aberforth parecia ser neutra, talvez de propósito, de modo que nenhum dos lados exigisse sua aliança, ou, após a guerra, quisesse vingança. permitindo assim, que ele continuasse a manter seu negócio tranqüilo.

Já se sabe que ele pertenceu à Ordem da Fênix, e supostamente continua fazendo oposição a Voldemort. Quando chegou a hora da necessidade, ele deu todo apoio à Armada de Dumbledore, mandando provisões e usando seu bar como portal para Potter e seus aliados entrarem e saírem de Hogsmeade. Apesar de seu cinismo com relação ao irmão, e de acreditar que Lord Voldemort já tinha ganho a guerra, Aberforth coloca de lado suas dúvidas pessoais e concorda em ajudar Harry para que ele consiga completar a missão de Albus. Mais tarde, ele se junta a Harry e aos outros aliados na luta no castelo.

PerguntasEditar

  1. Como as habilidades mágicas de Aberforth se comparam às de Dumbledore?
  2. O que pode significar que Aberforth “praticava feitiços não apropriados numa cabra”? (Nota: o patrono de Aberforth é, aparentemente uma cabra.) Quando responder, tenha em mente que os leitores do livro onde essa idéia é mencionada, têm a idade de Harry (14) ou são mais novos, e responda em termos razoáveis para a idade do grupo.


SpoilerEditar

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.


Visão CompletaEditar

Aberforth parece muito chegado à Mundungus e parece saber da qualidade e de onde vêm os objetos que os dois estão negociando em O Enigma do Príncipe. Na Ordem da Fênix, ficamos sabendo que Mundungus foi banido do Cabeça de Javali, o que dá a entender que havia uma certa familiaridade. É possível assumir que a transação que não foi completada e que foi observada perto do Três Vassouras, em O Enigma do Príncipe não foi a única transação. Não se sabe quando Mundungus vendeu o espelho mágico de Sírius para Aberforth, mas é possível que tenha sido durante o encontro que nós vimos. Uma vez que Mundungus está negociando coisas roubadas para qualquer um no Beco Diagonal, é pura sorte que o espelho encantado, com seu canal de comunicação com Harry, tenha caído nas mãos de um apoiador de Harry ao invés de um Comensal da Morte ou de um simpatizante de Voldemort.