Guia dos Trouxas para Harry Potter/Personagens/Severus Snape


Severus Snape
  • sexo = masculino
  • cabelos = negros
  • olhos = negros
  • família = não se conhece algum parente vivo; único filho de um pai Trouxa e mãe bruxa.
  • lealdade = imprecisa
  • sangue = mestiço

Visão GeralEditar

Severus Snape é o professor de Poções de Hogwarts. Ele também é o Chefe da Casa Slytherin e se tornou, brevemente, diretor no livro sete. Embora Snape seja um ex-Comensal da Morte, o Professor Dumbledore tem a maior confiança na lealdade de Snape, embora, porque exatamente ele confia em Snape tão cegamente, no inicio, não se sabe. Snape se junta à Ordem da Fênix para combater Lord Voldemort, aparentemente agindo como um agente duplo, embora, mais tarde, Snape também sirva à Lord Voldemort. A lealdade de Snape permanece duvidosa até o livro final.

De acordo com a autora, a data de nascimento de Severus Snape é dia 9 de janeiro de 1960, e ele morreu dia 2 de maio de 1998 aos 38 anos. Não se sabe qual o miolo e a madeira da varinha de Snape.

Papel nos LivrosEditar

Aviso aos Iniciantes: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

A Pedra FilosofalEditar

A primeira interação de Harry com o Professor Snape é pequena, mas importante; enquanto Snape o encara através do Grande Salão, a cicatriz na testa de Harry começa a latejar. A cicatriz é um link entre Harry e Voldemort, o bruxo maligno culpado por ela, e pode ser a ligação entre Snape e Voldemort. Outras possibilidades serão discutidas mais tarde. Essa noite, Harry sonha com o turbante do Professor Quirrell e com Draco Malfoy se transformando em Snape. Durante a aula de Poções, Snape humilha Harry perguntando coisas que ele não poderia saber as respostas, como se ele as devesse saber. Quando Neville derrete o caldeirão durante a aula, Snape culpa Harry e penaliza a Gryffindor com pontos. Durante a festa de Halloween, um trasgo entra nas masmorras, mas ao invés de seguir os outros professores, Snape corre para cima, possivelmente para o corredor que o Professor Dumbledore disse que era proibido. Hermione, Ron e Harry, mais tarde observam que Snape está mancando, Harry vê Filch cuidando do ferimento de Snape e escuta Snape comentando sobre alguma coisa de três cabeças. O Trio especula se Snape foi ferido pelo cão gigante de três cabeças que guarda o alçapão no corredor proibido. No jogo de Quadribol contra a Slytherin, Snape parece estar azarando a vassoura de Harry, até que Hermione distrai Snape colocando fogo em suas vestes. Hagrid, mais tarde, defende Snape, e de forma surpreendente, admite para o Trio que o cão de três cabeças é seu pet, e que agora está bem calmo. Snape fica como juiz no lugar de Madam Hooch, no jogo de Quadribol; Harry, achando que Snape foi usar isso para atentar de novo contra sua vida, agarra o Pomo imediatamente, terminando o jogo. Depois que Harry escuta Snape interrogando o Professor Quirrell sobre sua lealdade, Harry, Hermione e Ron concluem que Snape está atrás da Pedra Filosofal para Voldemort, e somente Quirrell está entre ela e o Lord das Trevas. Hagrid afirma que Snape está ajudando a proteger a Pedra, e isso ainda preocupa mais o Trio. Harry acredita que, assim que Voldemort voltar à vida vai matá-lo. O Trio passa pelo alçapão sob Fofo, para recuperar a Pedra, antes que Snape o faça. Na cena emocionante entre o Professor Quirrell e Harry, Quirrell revela que ele procura a Pedra para Voldemort; Snape estava, na verdade, atrapalhando os esforços de Quirrell em azarar a vassoura de Harry durante o jogo de Quadribol. A cicatriz de Harry latejando durante a Festa de Boas Vindas, era por causa da ligação de Quirrell com Voldemort; Snape estava conversando com Quirrell, permitindo que Voldemort, atrás da cabeça de Quirrell sentisse a presença de Harry.

A Câmara SecretaEditar

Depois que Harry e Ron arrebentam o carro voador em cima do Salgueiro Lutador, Snape chega no local e os leva para seu escritório. O Profeta Diário reporta que Trouxas viram um carro voador. Quando a Professora McGonagall e o Professor Dumbledore chegam, Snape quer que Harry e Ron sejam expulsos. Após uma bronca séria, Dumbledore diz que depende de McGonagall o castigo que eles terão. Snape permite que o time da Slytherin, mesmo sem ter direito, use o campo de Quadribol durante o tempo de treino da Gryffindor, “para que eles possam treinar seu novo apanhador”, Draco Malfoy. Parece que Mr. Malfoy doou para todo o time da Slytherin, novas e caras vassouras.

Quando a gata de Filch, Mrs. Norris, é encontrada petrificada, Snape pergunta por que Harry, Ron e Hermione estavam ausentes da Festa de Halloween, e parece não acreditar quando eles dizem que estavam na Festa de Morte de Nick-Quase-Sem-Cabeça. Snape suspeita que Harry possa estar envolvido com o fato de Mrs. Norris estar petrificada, e recomenda impedi-lo de jogar Quadribol. A Professora McGonagall e o Professor Dumbledore discordam, lembrando que Harry é inocente até prova em contrário. Quando Hermione precisa entrar no escritório de Snape para pegar ingredientes para a Poção Polissuco, Harry joga um firecracker dentro do caldeirão de Goyle durante a aula de Poções, para criar uma confusão enquanto Hermione rouba os ingredientes. Snape não consegue provar que Harry fez aquilo e portanto ele se livra do castigo. No Clube dos Duelos de Gilderoy Lockhart, o professor de DCAT usa Snape como seu adversário, embora Snape o derrote facilmente. Quando os alunos vão praticar em duplas, é Snape quem acaba com a confusão total, quando os alunos tentar azarar uns aos outros e ignoram as instruções de Lockhart. Mais tarde, quando Lockhart sugere que uma dupla de alunos suba no palco, Snape escolhe Malfoy e Harry. Quando Malfoy conjura uma serpente, Lockhart tenta acabar com ela, jogando-a para o alto. Ao cair, a serpente está pronta para dar o bote em Justin Finch-Fletchley. Quando Harry tenta mandar a serpente parar, Snape rapidamente lança um feitiço para sumir com ela, depois fica olhando estranhamente para Harry; Ron e Hermione levam Harry embora. Depois que Ginny Weasley é levada para a Câmara Secreta, Snape entre outros professores, aproveitando as recentes afirmações de Lockhart, que diz conhecer os segredos da Câmara, persuadem Lockhart a confrontar o Monstro. Lockhart é uma fraude e corre para o seu escritório para arrumar sua mala, pretendendo fugir de Hogwarts o mais rápido possível.

O Prisioneiro de AzkabanEditar

Na Festa de Boas Vindas, Harry repara o olhar de raiva de Snape para o novo professor de DCAT, Remus Lupin.

Draco Malfoy, afirmando que foi ferido seriamente por Bicuço, retorna à aula de Poções no meio da aula. Snape avisa a Ron para ajudar Draco. Harry acredita que se fosse um aluno da Gryffindor, seria tratado de maneira diferente, caso estivesse 30 minutos atrasado. Pouco antes da aula de Lupin, Snape o avisa que Neville sempre causa confusão cada vez em que ergue a varinha; Lupin então chama Longbottom para fazer a primeira demonstração em sua aula. Lupin explica à turma que um bicho-papão está preso no armário, e que vai aparecer da forma que seu oponente mais teme. Para Neville, seu pavor é Snape. O feitiço Riddikulus, obriga o bicho-papão a assumir a figura engraçada que o oponente imaginar, e Lupin manda Neville imaginar Snape usando as roupas de sua avó. Neville transforma o bicho-papão duas vezes com sucesso, embora quando Snape, mais tarde ouve sobre o que aconteceu, ele maltrata Neville sem dó, nas aulas de Poções. Harry, não tendo a permissão para visitar Hogsmeade com os outros alunos, é convidado pelo Professor Lupin a ir ao seu escritório. Enquanto está lá, Snape leva uma poção fumegante para Lupin, depois sai. Embora Harry avise que Snape faria qualquer coisa para ficar com o emprego de Lupin, Lupin bebe a poção assim mesmo. No jantar, Harry repara como Snape observa atentamente Lupin, mas além de parecer muito cansado, Lupin não demonstra nenhum efeito doentio da poção. Depois que o fugitivo Sirius Black invade o castelo, o Professor Dumbledore ordena que os alunos durmam no Grande Salão. Monitores ficam de guarda, enquanto os professores procuram pelo castelo e nos arredores. Harry, Ron e Hermione ainda estão acordados quando Snape avisa ao Professor Dumbledore que está tudo certo. Snape relembra Dumbledore sobre suas preocupações com relação a um encontro que Dumbledore teve, mas Dumbledore o adverte que ninguém em Hogwarts poderia ter ajudado Black, Harry chega 10 minutos atrasado para a aula de DCAT, e fica aborrecido ao ver que o Professor Snape está substituindo Lupin, que está doente. Depois de penalizar Harry pelo atraso, Snape passa para a turma uma dissertação sobre lobisomens. Ao retornar, Lupin cancela o dever de Snape, para decepção de Hermione, que aparentemente já havia feito. O Professor Snape está entre os professores que passarão os feriados de Natal na escola. Durante a alegria do jantar de Natal, ele permanece com uma expressão azeda. Dumbledore pergunta a ele se o Professor Lupin tem recebido a poção. Chega mais um fim de semana de Hogsmeade, dessa vez, Harry, usando o Mapa do Maroto e a Capa da Invisibilidade, decide usar a passagem secreta que sai na DedosdeMel. Mas Snape, pega Harry a caminho da entrada do túnel e manda que ele volte para a Torre da Gryffindor. Harry observa que Snape está olhando para a estátua da bruxa corcunda, como se ele tivesse lido na mente de Harry, que a passagem começa ali. Harry volta mais tarde e segue pelo caminho subterrâneo que leva à Hogsmeade. Ele é visto em Hogsmeade e corre de volta ao castelo, onde Snape, aparentemente alertado, o pega. Snape confisca o Mapa do Maroto e manda que se revele. O Mapa, escrito pelos Senhores Moony, Padfoot, Wormtail, e Prongs, apenas insultam Snape. Snape mostra o Mapa a Lupin, que afirma que aquilo é apenas uma pegadinha irritante da Loja de Logros. Ele pega Harry, o Mapa e também Ron, que havia chegado para apoiar a história Harry, e os leva para fora do escritório de Snape, agora claramente irado. Durante o exame final de poções, de Snape, Harry está indo mal. Snape rabisca algo que parece um zero no boletim de Harry, antes de ir embora. Snape se esconde sob a Capa da Invisibilidade de Harry, dentro da Casa dos Gritos, enquanto Lupin e Sirius contam a Harry, Ron e Hermione sobre seu tempo em Hogwarts. Snape colega deles de turma, foi ridicularizado por Sirius e quase morto por Lupin, que ficava confinado na Casa dos Gritos durante suas transformações em lobisomem. O pai de Harry, James, salvou Snape ao impedí-lo de entrar na Casa. Ao se revelar, Snape diz que viu o nome de Sirius no Mapa do Maroto no escritório de Lupin. Ele ignora as explicações de Remus sobre a inocência de Sirius, ao invés disso, amarrando tanto ele quanto Lupin, resolve entregá-los aos dementadores no castelo. Harry, Ron e Hermione lançam um Expelliarmus ao mesmo tempo, sobre Snape, fazendo ele ficar inconsciente. Snape acorda depois que Peter Pettigrew já mostrou estar vivo e já escapou. Então Snape leva os inconscientes Sirius, Harry e Hermione, que foram postos fora de combate pelos dementadores, e também Ron, que Pettigrew azarou, todos, para o castelo. Com Sirius agora preso, e o Trio na ala hospitalar, Snape chama Cornelius Fudge para contar que capturou Black. Harry desperta na ala hospitalar e escuta Snape contando a Fudge que Lupin ajudou Sirius a entrar em Hogwarts e também afirma que qualquer coisa que Harry e Hermione digam, não deve ser levada em conta, porque eles estavam sob o feitiço Confundo. Snape parece satisfeito quando Fudge diz que ele poderá receber uma Ordem de Merlim. Quando Dumbledore chega para falar com Harry e Hermione, Snape e Fudge saem, para ver os dementadores administrarem o “Beijo” em Sirius, apenas para descobrir que Sirius fugiu. Snape, loucamente furioso, acusa Harry de estar envolvido, embora Madam Pomfrey continue afirmando que ele e Hermione estavam o tempo todo na ala hospitalar. Assim que Snape sai arrogante e feroz, Fudge comenta que ele parece desvairado. No dia seguinte, ainda zangado, Snape revela para todos em Hogwarts que Lupin é um lobisomem, obrigando assim, Lupin pedir demissão. Na Casa dos Gritos descobrimos que Snape tem feito a Poção de Acônito, para Lupin manter suas faculdades mentais durante as transformações em lobisomem. Snape é um dos poucos que sabem fazer, de maneira correta essa complicadíssima poção, uma descoberta recente. Snape acreditava, corretamente, que Lupin havia deixado de tomar a última dose da poção, e estava levando para ele, quando viu o Mapa do Maroto na escrivaninha de Lupin. O Mapa mostrava que Sirius Black estava passando pelo túnel sob o Salgueiro Lutador, isso animou Snape a interferir.

O Cálice de FogoEditar

Quando Draco tenta azarar Harry, o Professor Moody transforma Draco num furão branco. A Professora McGonagall avisa a Moody, muito séria, que Hogwarts nunca usa Transfiguração como punição e ele deveria reportar o que Draco fez, ao Chefe da Casa dele, Professor Snape. Moody, um Auror aposentado vai embora levando Draco, afirmando que Snape é um “velho amigo”. Snape parece mais duro do que o habitual com seus alunos de poções. Além do ressentimento de ser superado novamente por outro professor de DCAT, Snape parece temer e desprezar Moody, e pode estar desabafando seu ressentimento em seus alunos. Foi mencionado que Snape mandou a turma de Harry, fazer pesquisa de antídotos, deixando Harry preocupado se haverá um teste prático – um aluno será envenenado, e Harry teme que ele poderá ser a cobaia. Quando o nome de Harry é cuspido do Cálice de Fogo, ele vai direto para a sala onde estão os outros Campeões, aguardando. Snape e os outros professores e juízes se juntam a eles. Igor Karkaroff e Madame Maxime acreditam que Harry, de alguma forma, atravessou a linha de idade que o Professor Dumbledore traçou. Snape apenas observa que Harry, vem ultrapassando linhas desde que chegou a Hogwarts. Harry, farto, confronta Draco a respeito de seus buttons anti-Harry. Seus feitiços colidem e vão bater em Goyle e Hermione. Snape manda Goyle, cheio de bolhas, para a ala hospitalar, enquanto Hermione cujos dentes da frente cresceram e estão enormes, Snape diz que estão perfeitos, fazendo com que a garota se afaste chorando. Harry e Ron reclamam do tratamento cruel de Snape, apenas para que ele penalize a Gryffindor com 50 pontos, e ponha Ron e Harry no castigo. Nesse dia, a aula de poções é sobre antídotos, e Snape anuncia que vão testar um. Harry fica aliviado quando é chamado para a Pesagem das Varinhas. Mas, isso apenas aumenta o ressentimento de Snape sobre a fama cada vez maior de Harry. Durante o exame de antídotos de Snape, Harry estava em pânico, até porque ainda tinha que arranjar um par para o Baile de Inverno, esquece um ingrediente vital, e falha no teste. No Baile de Inverno, Harry e Ron escutam uma conversa entre Snape e Karkaroff no jardim das rosas. Snape está batendo nos arbustos, assustando e colocando de castigo os alunos que se escondem ali, enquanto Karkaroff se queixa que alguma coisa está cada vez mais visível e distinta; Snape responde que Karkaroff pode fugir se assim deseja. Ron fica curioso porque Snape e Karkaroff se tratam pelo primeiro nome. Harry escuta o conselho de Cedric Diggory e leva o Ovo Dourado até o banheiro dos monitores, para tentar decifrar a pista da Segunda Tarefa. Enquanto checa o Mapa do Maroto para ver se os corredores estão vazios, Harry observa Bartemius Crouch Sr. no escritório de Snape. Curioso, Harry decide investigar, mas seu pé fica preso num degrau solto. O Ovo Dourado cai e começa a gemer, chamando a atenção de Filch, Snape e eventualmente do Professor Moody, para investigar o barulho. Apenas Moody, com seu olho mágico, pode detectar Harry sob a Capa da Invisibilidade. Snape suspeita que alguém esteve em seu escritório, o que interessa a Moody. Quando Moody vê o Mapa, pensa que Snape o deixou cair, Harry gesticula nervoso, para indicar que o Mapa é seu. Moody rapidamente lança o feitiço Accio e pega o Mapa. Snape, reconhecendo o Mapa, suspeita que Harry deve estar próximo sob a Capa da Invisibilidade. Moody afirma que não há ninguém ali e comenta como a mente de Snape logo pensa em Harry. Depois que Snape e Filch partem, Moody livra Harry do degrau. Na aula de poções, os Slytherins estão amontoados sobre alguma coisa, dando risadinhas. Pansy Parkinson joga um exemplar do Semanário das Bruxas para Hermione. Dentro, há um artigo de Rita Skeeter “A Mágoa Secreta de Harry Potter”. O artigo sugere que Hermione trocou Harry por Viktor Krum, e que ela deve estar usando poções de amor. O Professor Snape aparece e penaliza a Gryffindor com 10 pontos, e mais 10 pela presença da revista na aula. Ele lê alto o artigo, incitando a gargalhada dos Slytherins. Depois Snape coloca Harry numa mesa de frente com a sua. Snape murmura baixinho para Harry, que ele sabe que Harry está roubando pele de Ararambóia e Guelricho de seu armário. Harry nega, mas lembra, que Hermione, uma vez roubou pele de Ararambóia para fazer a Poção Polissuco, e que Dobby arranjou o Guelricho. Snape mostra um vidro de Veritaserum, dando a entender que vai usá-lo em Harry. .Igor Karkaroff na sala de aula, afirmando que Snape o está evitando. Harry fica depois da aula, agachado atrás do seu caldeirão, de modo a poder ouvir. Karkaroff mostra a Snape alguma coisa no seu antebraço esquerdo, dizendo, “Isso nunca esteve tão nítido, não desde...” Snape diz que eles podem discutir isso depois. Quando eles veem Harry, os dois ficam em silêncio, e Snape manda o garoto embora. Sirius que estava escondido numa caverna fora de Hogsmeade, diz a Harry, Hermione e Ron que parece estranho Snape e Karkaroff estarem conversando. Enquanto Karkaroff era um Comensal da Morte, Snape nunca foi acusado de ser um, apesar de sua habilidade nas Artes das Trevas. De acordo com Sirius, Snape sempre esteve próximo de Evan Rosier, Wilkes, Bellatrix Black, Rodolphus Lestrange e Avery, quando eram alunos de Hogwarts. Quando Bartemius Crouch, confuso e tonto, é encontrado perto da Floresta Proibida, Harry corre ao escritório do Professor Dumbledore para pedir ajuda, e encontra Snape bloqueando seu caminho. Dumbledore aparece e Harry explica a situação. Logo depois, Dumbledore e Harry chegam ao local, Moody também aparece, dizendo que Snape contou que eles estavam aqui. Na Penseira de Dumbledore, Harry vê as lembranças do julgamento no Wizengamot, dos Comensais da Morte. Karkaroff tenta diminuir sua sentença entregando outros Comensais. Ele dá o nome de Severus Snape, mas Dumbledore diz que Snape era um agente duplo, trabalhando contra Voldemort. Um pouco mais tarde, enquanto conversa com Dumbledore, o rosto de Harry aparece na Penseira, aos poucos mudando para Snape, que diz: “Está voltando, de Karkaroff também,” Harry pergunta porque Dumbledore confia em Snape, mas Dumbledore responde que isso é apenas entre ele e Snape. Quando Harry volta do cemitério em Little Hangleton, Moody o carrega até seu escritório, embora Dumbledore tenha dito a Harry para ficar parado ali. Assim que Moody revela que ele é um Comensal da Morte e pretende matar Harry, Dumbledore, McGonagall e Snape irrompem na sala, estuporando Moody. Dumbledore manda Snape buscar o soro da verdade e trazer Winky da cozinha. Moody se transforma num homem, que Winky identifica como Barty Crouch Jr. o filho de Bartemius Crouch. Barty admite que ele assaltou o armário de suprimentos para poções de Snape, para fazer mais poções polissuco para seu disfarce de Olho-Tonto Moody. Harry é mandado para a ala hospitalar, acorda ouvindo Cornelius Fudge e Dumbledore discutindo sobre Voldemort. Snape mostra a Fudge a Marca Negra em seu antebraço esquerdo, dizendo que é assim que Voldemort se comunicava com os seus Comensais da Morte. A marca tem ficado mais escura recentemente, e o fato de estar queimando seu braço há poucas horas atrás, prova que Voldemort retornou. Fudge, não acredita em Snape, e vai embora. Dumbledore pede que Sirius e Snape deixem de lado sua mútua antipatia e trabalhem juntos para a Ordem. Snape então, é enviado numa missão que ele e Dumbledore já havia discutido. Na Festa de Despedida, Snape está presente, aparentemente tendo retornado de sua missão; Harry acha que ele está com uma aparência mais amargurada do que sempre.

A Ordem da FênixEditar

Harry, chegando ao quartel general da Ordem da Fênix, em Grimmauld Place, fica desapontado por encontra Snape lá. Snape vai embora antes que Fred e George possam usar suas Orelhas Extensíveis para bisbilhotar o encontro da Ordem. Imediatamente antes da aula de Poções, Draco cruelmente comenta, que pessoas mentalmente deficientes, devem ficar confinadas ao Hospital St. Mungo. Neville, lívido, ataca Draco mas Harry e Ron o seguram. Snape entra e imediatamente penaliza Gryffindor com 10 pontos por brigar. Ron fica curioso com o que fez Neville explodir daquele jeito, embora Harry saiba o que aconteceu aos pais de Neville, não diz nada, como Dumbledore havia pedido. A Professora Umbridge agindo como a Grande Inquisidora de Hogwarts, está monitora a turma de Snape. Ela pergunta há quanto tempo Snape leciona em Hogwarts (“quatorze anos”) e sobre seus pedidos para o cargo de DCAT. Snape responde que ele sempre foi preterido para o lugar e para perguntar a Dumbledore, se ela quer saber a razão. Se esticando para ouvir a conversa, Harry estraga sua poção e ganha zero. Enquanto Harry está em Grimmauld Place para o Natal, Snape chega e informa que Harry vai estudar Oclumencia, a arte de fechar a mente impedindo a intromissão de outros. Harry concorda até descobrir que quem vai ensiná-lo é Snape e não Dumbledore. Sirius quer que Dumbledore ensine Harry, e começa uma discussão entre Sirius e Snape até que os dois puxam as varinhas. Harry fica no meio, tentando impedir um duelo. Felizmente Hermione e toda a família Weasley chegam a tempo de interromper a situação. Snape vai embora, dizendo a Harry para estar em seu escritório as 6 horas na segunda feira a tardinha. Mais tarde Hermione diz que será bom para Harry acabarem os pesadelos, Ron comenta que ele preferia ter pesadelos. Harry, ainda desconfiado, começa sua primeira aula de Oclumencia com Snape. Legilimencia, Snape explica, é a habilidade de ler os pensamentos e lembranças de outras pessoas. Voldemort é especialista em Legilimencia, e a Oclumencia vai ajudar Harry a bloquear sua mente. Snape remove algumas das suas lembranças e as deposita na Penseira. A primeira tentativa de Harry de bloquear sua mente para Snape, falha horrivelmente. No entanto, Harry agora reconhece o caminho com que ele sonha frequentemente; é o hall no Ministério da Magia, que leva ao Departamento de Mistérios. É o mesmo hall onde a cobra atacou Mr. Weasley. Snape o dispensa, e quando está saindo, Harry vê Snape recolocando as lembranças de volta em sua cabeça. Nos meses seguintes, as lições de Oclumencia de Harry prosseguiam muito mal. Ele não conseguia bloquear as investidas de Snape, sua cicatriz queimava quase constantemente, e ele ainda experimentava as emoções de Voldemort. Ron acha que Snape talvez, estivesse ajudando Voldemort, mas Hermione teimava em que Dumbledore confiava em Snape. A raiva de Harry por Snape só o dificulta, embora ele esteja fazendo algum progresso, e, em uma ocasião rápida, ele conseguiu entrar na mente de Snape. Harry novamente vê os corredores do seu sonho, mas antes de alcançar a porta, Snape corta sua visão, parecendo preocupado com o que viu na mente de Harry. A Professora Trelawney, chorando, interrompe a sessão; Umbridge a mandou embora. Quando Snape é chamado por Umbridge, durante outra sessão de Oclumencia, uma luz cintilante chama atenção de Harry. Olhando dentro da Penseira, ele vê o jovem James Potter e Sirius Black em Hogwarts. Eles estão atormentando cruelmente, seu colega, Severus Snape, fazendo ele ficar de cabeça para baixo no ar, expondo sua roupa de baixo encardida. Lily Evans intervém e briga com James e Sirius pelo seu comportamento deplorável. Snape, humilhado, fica aborrecido com a ajuda de Lily e a chama de “sangue ruim”. Harry fica impressionado com o comportamento intimidador de seu pai, mas antes de pensar melhor, Snape, o atual, chega e o arrasta da Penseira. Furioso Snape avisa que ele jamais revele o que viu para ninguém, e manda que ele saia, acabando permanentemente com as lições. Mais tarde, Harry mente para Hermione afirmando que Snape, disse que ele não precisa de mais aulas. É mencionado que Harry vai razoavelmente bem no N.O.M. de Poções, talvez porque Snape estivesse ausente. Harry tem a visão de Sirius sendo torturado no Ministério e tenta fazer contato com ele, sem sucesso, através da Rede do Flu. Umbridge pega Harry e chama Snape, exigindo que ele use o soro da verdade no garoto. Snape diz que usou todo o Veritasserum interrogando outros alunos, ainda que apenas três gotas bastem. Quando ele diz que vai demorar semanas para fazer mais, Umbridge o coloca sob condicional, depois o manda sair. Harry, de repente, lembra que Snape pertence à Ordem da Fênix, então tenta avisar Snape sobre Sirius, mas Snape parece distraído e vai embora. Logo após a batalha no Ministério, na qual Sirius é morto, Dumbledore conta a Harry, que Snape é agente duplo da Ordem, e contatou Sirius para confirmar se ele estava a salvo em Grimmauld Place. Depois ele viu Harry, Hermione e Umbridge indo para a Floresta Proibida. Quando eles não voltaram, Snape alertou a Ordem. Dumbledore depois explica que queria que Harry aprendesse Oclumencia, para impedir Voldemort de implantar visões na mente de Harry, e levá-lo à uma armadilha. Dumbledore acreditava que a antiga animosidade entre Snape e Harry, e também entre Snape e o pai de Harry, James, poderia ser esquecida, mas admite que estava errado. Dumbledore, não ensinou Harry pessoalmente, porque temia que Voldemort pudesse ver que o relacionamento dos dois era mais do que de diretor e aluno, tornando mais fácil atacá-los. Harry acredita que Snape, deliberadamente esperou tempo demais para avisar a Ordem sobre Sirius. Harry quase entra num duelo com Draco, mas Snape interfere. Snape está quase penalizando a Gryffindor, mas se dá conta de que a Casa não tem mais pontos. A Professora McGonagall chega de repente, e generosamente dá pontos para Casa, pelos alunos que lutaram no Ministério, depois deduz os pontos que Snape iria tirar da Gryffindor.


O Enigma do PríncipeEditar

Bellatrix Lestrange e Narcissa Malfoy chegam à Rua da Fiação. Narcissa está preocupada com uma missão que o Lord das Trevas designou para seu filho, Draco, e vai procurar Severus Snape para pedir ajuda, embora Bellatrix não confie nele. Na casa de Snape, sua casa durante as férias de verão, Peter Pettigrew (Rabicho) serve bebidas, depois é dispensado enquanto reclama por ter que fazer serviços inferiores. Snape lança uma azaração sobre a estante, onde está Rabicho, atrás, escutando escondido. Ele grita e sai correndo. Embora Voldemort confie em Snape, Bellatrix não confia, e ela faz perguntas duvidosas para ele. Ele responde que, como muitos Comensais da Morte, ele não procurou pelo Lord das Trevas, porque acreditou que ele estava acabado. Snape permaneceu em Hogwarts, depois da queda de Voldemort, para continuar espionando Dumbledore, juntando dezesseis anos de informações sobre Dumbledore, enquanto Bellatrix ficava mofando, sem utilidade em Azkaban. Snape protegeu a Pedra Filosofal porque parecia que Quirrell a queria para si próprio, Snape ignorou os chamados de Voldemort, depois que ele voltou, para evitar as suspeitas de Dumbledore. Snape implica com Bellatrix sobre a batalha no Departamento de Mistérios, e afirma que o Lord das Trevas ordenou que ele, ficasse a distância para proteger sua posição em Hogwarts. Snape não matou Harry porque iria perder a proteção de Dumbledore, e não poderia mais espionar. A confiança de Dumbledore nele, é que o torna útil para Voldemort. Com as preocupações de Bellatrix dissipadas, Narcissa explica que, Voldemort incumbiu Draco de uma missão difícil e provavelmente fatal. Ela quer que Snape proteja seu filho. Snape, no entanto já sabe sobre a missão de Draco, e se recusa a tentar fazer Voldemort mudar de idéia. Snape concorda que, o motivo real de Voldemort é se vingar do marido de Narcissa, Lucius por sua falha no Ministério. Narcissa convence Snape a fazer um Voto Pérpetuo, para proteger Draco e completar sua missão caso ele falhe. Bellatrix se torna a avalista, embora esteja meio que esperando que Snape de alguma forma invalide o Voto. A bordo do Expresso de Hogwarts, Harry, suspeitando de que Draco tenha se tornado um Comensal da Morte, fica de olho nele. Draco vê Harry e o petrifica com um feitiço, depois pisa no seu rosto, antes de cobri-lo com a Capa da Invisibilidade, deixando o rapaz no trem. Tonks que estava vigilante, encontra Harry antes que o trem vá embora para Londres. Harry chegando atrasado na escola, encontra Snape aguardando no portão. Snape zomba do novo Patronus de Tonks, que ela mandou ao castelo para alertar sobre Harry. Snape se recusa a deixar Harry se trocar ou se lavar, o leva direto para o Grande Salão, onde a Festa de Boas Vindas está terminando. Harry fica chocado quando Snape é anunciado como o novo professor de DCAT. Ele pensava que seria o Professor Horace Slughorn, no entanto ele foi contratado para ensinar Poções. Harry acha as aulas de Artes das Trevas de Snape, tanto esclarecedoras quanto alarmantes, com Snape parecendo completamente envolvido pelo assunto. Snape ensina como lançar feitiços sem falar, embora os alunos achem difícil. Para demonstrar, Snape pega Harry, que temendo qualquer feitiço que Snape possa conjurar contra ele, usa o feitiço de proteção verbal, Protego, com isso ficando de castigo. O castigo cai no dia de uma das “pequenas reuniões” do Slughorn, que consegue mudar o dia do castigo. Harry não sabe o que é pior, a festinha de Slughorn ou o castigo de Snape. Harry descobre um feitiço não-verbal, Levicorpus, no livro de Poções do Príncipe Mestiço, que ele usa na aula de Slughorn. Parece ser o mesmo feitiço que Harry viu, uma vez, nas lembranças de Snape na Penseira, foi o que seu pai usou para humilhar Snape quando ambos eram alunos de Hogwarts. Quando Katie Bell é quase morta depois de tocar um colar enfeitiçado, a Professora McGonagall leva o colar ao Professor Snape para ser examinado. Mais tarde, Dumbledore conta a Harry que Snape fez tudo o que podia para ajudar Katie, explicando que, Snape tem mais experiência com Artes das Trevas do que Madam Pomfrey. Na festa de Natal de Slughorn, o professor menciona para Snape que Harry era bom em Poções, natural, assim como sua mãe, embora Snape tivesse uma opinião diferente. Argus Filch aparece de repente, arrastando Draco, que estava se esgueirando pelos corredores. Slughorn imagina que Draco estava tentando entrar na festa, mas Draco não parece nada satisfeito porque Slughorn permite que ele fique. Logo depois, Snape e Draco saem juntos. Seguindo os dois sob a Capa da Invisibilidade, Harry ouve a conversa. Snape tenta ler a mente de Draco para saber detalhes sobre Katie Bell, mas Draco o bloqueia. Aparentemente ele andou sendo ensinado em Oclumencia por sua tia Bellatrix. Snape diz que sabe sobre a missão de Draco e que firmou um Voto Perpétuo de ajudá-lo. Draco furioso com a idéia de precisar ser ajudado, vai embora. Harry, achando que Snape e Draco estão trabalhando para Voldemort, discute suas suspeitas com Ron, Mr. Weasley, Remus Lupin e Hermione. Todos discordam de sua opinião, dizendo ter absoluta confiança em Dumbledore e sua fé em Snape; parece mais que, Snape quer descobrir qual é a missão de Draco, para poder informar a Dumbledore. Ainda que Snape tenha sido o responsável por fazê-lo perder o emprego em Hogwarts, ao revelar que ele é um lobisomem, Lupin afirma que Snape sempre preparou sua poção perfeitamente. Snape poderia ter feito um estrago maior se assim quisesse. Na sua próxima aula, Harry conta suas suspeitas a Dumbledore, este agradece mas, por razões particulares, reafirma sua total e irrestrita confiança em Snape. Snape é mencionado de passagem, durante a aula de poções de Slughorn. Harry precisa criar um antídoto para alguns venenos variados e diferentes, e não encontra nada no livro do Príncipe Mestiço, exceto uma anotação, “apenas empurre um Bezoar pela garganta abaixo”. Lembrando o comentário de Snape no primeiro livro, Harry pega um Bezoar do armário de ingredientes e o mostra a Slughorn, como sua poção final. Hagrid menciona ter ouvido uma conversa meio zangada entre Snape e Dumbledore. Snape estava querendo mudar de idéia sobre algo, que havia prometido a Dumbledore fazer. Também foi dito algo sobre as investigações de Snape na Casa Slytherin, que Hagrid imaginou fosse sobre o Colar Amaldiçoado. A chegada de Filch interrompe a conversa. Harry acha que Draco está usando a Sala Precisa para preparar sua tarefa secreta. Logo antes da aula, Harry tenta entrar na Sala, mas não consegue fazer a porta aparecer. Snape penaliza a Gryffindor em 10 pontos, quando Harry chega atrasado. Seamus Finnigan pergunta a Snape sobre a diferença entre fantasmas e inferi, porque uma história no Profeta Diário, menciona inferi; o Professor Snape diz que a história é, na verdade, sobre um Mundungus Fletcher, que foi preso por fingir ser um inferius. Ron acaba levando uma detenção de Snape. Depois da aula, a namorada de Ron, Lavender, começa a zombar de Snape, irritando Ron ao invés de diverti-lo, então ele e Harry vão para o banheiro para evitar a garota. Quando Harry e Dumbledore veem as lembranças de Slughorn sobre Tom Riddle, Dumbledore explica que feriu sua mão destruindo um Horcrux de Voldemort. Apenas seus reflexos e intervenção rápida de Snape impediram o pior. O Mapa do Maroto mostra a Harry que Draco está no banheiro da Murta, um andar abaixo. Harry vai investigar, mas é visto por Malfoy que lança uma Maldição Cruciatus; Harry contra ataca usando Sectumsempra, que ele aprendeu no livro do Príncipe Mestiço, mas não sabia o efeito. Draco fica seriamente cortado, saindo sangue por todos os cortes, fazendo a Murta sair voando gritando; o Professor Snape responde rapidamente e salva Draco, correndo com ele para a ala hospitalar. Ao retornar, Snape pergunta de que forma Harry aprendeu aquele feitiço, e embora Harry tentasse a Oclumencia, Snape aparentemente, vê alguma informação sobre o livro de poções ser a origem. Snape pede para ver o livro. Harry pega o livro de Ron, depois esconde o livro do Príncipe Mestiço na Sala Precisa, antes da volta de Snape. Snape não acredita que aquele seja o livro de Harry, especialmente porque nele está assinado "Roonil Wazlib", e dá a Harry uma detenção (com a concordância de McGonagall. Todo sábado até o fim do ano escolar. Aparecendo no escritório de Snape, Harry tem que copiar antigos textos de outros castigos, e Snape sugere que ele comece com alguns, que detalham cada mal comportamento de seu pai. Com medo de que Snape confisque o livro de Poções, Harry o deixa escondido na Sala Precisa. O resultado é que seus trabalhos de Poções ficam bem fracos, mas Slughorn acha que isso é porque ele está apaixonado por Ginny. A Professora Trelawney comenta com Harry, que foi Snape quem ouviu a Profecia contando a nemesis de Voldemort, e ele levou a informação para Voldemort. Harry furioso confronta Dumbledore, mas Dumbledore confirma que confia em Snape. Ele quase explica porque confia, mas logo muda de assunto, dizendo que localizou outro Horcrux. Harry e Dumbledore recuperam o Horcrux, mas o diretor ficou extremamente fraco com o esforço, e Harry o ajuda de volta ao castelo. Pousando na torre de Astronomia, Dumbledore diz a Harry para chamar Severus, mas Draco, inesperadamente aparece e desarma Dumbledore. Dumbledore oferece proteção a Draco, caso ele troque de lado, mas quatro Comensais da Morte chegam. Snape também irrompe no local, e Dumbledore parece estar implorando a ele. Snape mata Dumbledore, depois foge com os Comensais da Morte e Draco. Harry, que estava petrificado por Dumbledore, para sua própria segurança, sob a Capa da Invisibilidade, é libertado com a morte de Dumbledore. Harry estupora um Comensal da Morte e sai a caça de Snape, lançando feitiços sobre ele. Snape bloqueia todas as maldições com facilidade, zomba da habilidade de Harry em Oclumencia, que deixam sua mente aberta para os inimigos. Harry fica surpreso quando Snape revela que ele é o Principe Mestiço, que um dia foi o dono do livro de poções de Harry. Snape evita que outro Comensal da Morte ataque Harry, dizendo que o Lord das Trevas o quer para si; depois foge com Draco e os outros Comensais da Morte. Harry descobre que, durante a luta, Snape pode entrar na torre. Quando ele voltou, os membros da Ordem não suspeitavam que Dumbledore havia sido morto, acreditando que Snape estava apenas procurando Draco. Harry revela que Dumbledore havia acreditado em Snape, porque depois que Snape contou a profecia para Voldemort, ele depois voltou para Dumbledore afirmando que estava arrependido. As pesquisas de Hermione revelam que a mãe de Snape era uma bruxa chamada Eileen Prince, seu pai, Tobias Snape, era um Trouxa, daí o nickname que Snape escolheu “O Príncipe Mestiço” Harry fica amolado porque teve a ajuda não desejada de Snape, através do seu velho livro de Poções, durante o ano todo. Ele fica pensando também na semelhança entre a ancestralidade de Snape, mestiço e a de Voldemort, e não entende como Dumbledore não percebeu isso.

As Relíquias da MorteEditar

Snape e um Comensal da Morte chamado Yaxley entram na Mansão Malfoy, o novo quartel general de Voldemort. Na mesa do conselho, Snape fica do lado direito, Yaxley no meio, e conta que Harry será transferido para uma casa segura da Ordem no dia do 17º aniversário de Harry, embora Snape coloque isso em dúvida. Sua informação, “da mesma fonte de antes”, indica que a mudança ocorrerá mais cedo e pelos membros da Ordem, uma vez que a Ordem não confia mais no Ministério. Snape não vacila sob o olhar intenso de Voldemort, embora muitos outros Comensais da Morte o façam. Voldemort decide que o ataque a Harry vai acontecer de acordo com as informações de Snape. Durante a fuga da Rua dos Alfeneiros, George Weasley, disfarçado de Harry, tem a orelha cortada por Snape usando o feitiço Sectumsempra. Enquanto estão se escondendo em Grimmauld place, Harry, Ron e Hermione leem no Profeta Diário, que Snape foi escolhido como diretor de Hogwarts. Hermione percebe que o retrato de Phineas Nigellus Black, agora, é uma ligação para Snape, assim como seus outros retratos no escritório do diretor. Para evitar os espione, ela enfia o retrato na sua pequena bolsa de contas, onde carrega tudo o que poderão precisar na viagem. Uma noite, viajando pelos campos, Harry, Ron e Hermione escutam uma conversa sobre três alunos de Hogwarts, incluindo Ginny, que invadiram o escritório do diretor, na tentativa de roubar a Espada de Gryffindor. Um Goblin, no grupo diz que, logo depois, a Espada foi transferida para o Banco Gringotes por segurança, mas que essa Espada é falsa. Os três alunos foram, conforme reportado, “punidos cruelmente”, mas Harry e Hermione consultam o retrato de Phineas Nigellus, e ele conta que os alunos foram apenas enviados para Hagrid que os colocou para trabalhar na Floresta Proibida. Harry, voltando a Hogwarts, se dirige à Sala Comunal da Ravenclaw, para ver a estátua de Rowena Ravenclaw usando o Diadema perdido. Alecto Carrow o vê e toca na Marca Negra, para alertar Voldemort que Harry foi encontrado. A Professora McGonagall, ajudando Harry a fugir, encontra Snape no hall. Snape está procurando Harry, que está escondido sob a Capa da Invisibilidade. Snape parece estar usando Legilimencia para localizá-lo. McGonagall e Snape duelam, mas quando outros Chefes de Casa chegam, Snape corre e pula pela janela. Harry acredita que ele deve ter morrido, mas vê uma grande figura em forma de morcego, voando sobre o muro do castelo – Snape havia escapado. Harry, Hermione e Ron andam através do túnel sob o Salgueiro Lutador, até a Casa onde está Voldemort. Lá eles testemunham um confronto entre Snape e Voldemort. Snape pede permissão para entrar em Hogwarts e trazer Harry. Voldemort recusa, dizendo que ele está desapontado pela performance da Elder Wand. Ele acredita que a varinha não o obedece mas sim a Snape, que matou Dumbledore, o dono anterior da varinha. Dizendo sentir muito mas a necessidade o obriga, Voldemort chama Nagini para matar Snape, e vai embora.


Harry corre para o lado de Snape, assim que Voldemort sai. Snape oferece a Harry suas lembranças, que Harry guarda num vidro de cristal de Hermione, e olhando para os olhos de Harry, tão iguais aos de sua mãe, Snape morre. Harry entra no escritório do diretor e coloca as lembranças de Snape na Penseira, e vê trechos da vida de Snape: Snape vê Lily Evans, com uns 10 anos, experimentando magia. Ele conta para ela, que ela é uma bruxa, e que ele é um bruxo. A irmã de Lily, Petunia, está assustada ao ver sua irmã fazendo magia, e fica irritada ao ver Snape dizendo que ela é uma bruxa. Snape conta a Lily coisas sobre o mundo mágico. Mais tarde Snape está observando Lily e sua família, quando eles colocam Lily no Expresso de Hogwarts, para o seu primeiro ano em Hogwarts. Petunia está dizendo a Lily que ela é uma esquisitice, Lily responde que viu a resposta de Dumbledore à carta de Petunia, e que ele foi muito gentil. Quando Petunia exige saber como ela viu a carta, era particular, Lily diz que Snape ajudou. Petunia vira as contas e se junta aos pais. Depois vemos Severus a bordo do trem, procurando por Lily. Ele a encontra num compartimento com James Potter e outros alunos do primeiro ano, incluindo Sirius Black. Snape diz que espera que Lily vá para a Slytherin; James muito sério, diz que ela quer ir para a Gryffindor. Quando James insulta Snape, Lily vai embora a procura de outro compartimento, e Snape a segue; James tenta derrubar Snape quando ele passa. Na cerimonia da Escolha das Casas, Lily vai para a Gryffindor, junto com Sirius, James, Peter Pettigrew e Lupin. Snape vai para a Slytherin, onde é recebido por Lucius Malfoy. Snape e Lily são vistos passeando nos jardins, discutindo, Snape se pergunta o que aconteceu com a amizade deles. Lily responde que eles ainda são amigos, mas ela detesta os amigos dele, especialmente Avery e Mulciber. Snape recorda a Lily a confusão feita por James e seus amigos, e fica feliz quando Lily diz que James é um “canalha arrogante”. Harry observa a cena que ele viu alguns anos antes, quando James junto com Sirius, atormenta Snape. Não querendo rever a cena, Harry se afasta. A lembrança termina com Snape chamando Lily de sangue ruim, e se arrepende na frente da Mulher Gorda. Lily diz que ouviu que Snape vai ficar a noite inteira na entrada da Sala Comunal da Gryffindor, até que ela saia para falar com ele. Mesmo vendo o remorso dele e de suas desculpas sentidas, Lily diz que não vai perdoar a Snape o insulto, e diz a ele que pode ir encontrar seus amigos Comensais da Morte. Agora vemos Snape encontrando em segredo com Dumbledore. Snape diz que não está trazendo uma mensagem de Voldemort, mas está ali para pedir por si mesmo. Ele havia levado a profecia de Trelawney para Voldemort, tendo decidido que a profecia se referia a Harry Potter, ele planejava matar, não apenas Harry mas, também Lily e James. Snape roga que Dumbledore salve Lily de Voldemort. Dumbledore fica aborrecido porque Snape quer salvar apenas Lily, não se preocupando com o marido e o filho dela. Pego de surpresa, Snape pede por todos, dizendo que em troca, pela segurança deles, fará qualquer coisa. Depois, Snape está no escritório de Dumbledore, claramente agoniado. Snape pergunta a Dumbledore porque não salvou Lily e a família. Dumbledore diz que eles colocaram fé no homem errado, assim como Snape havia confiado em Voldemort para salvar a vida de Lily. Dumbledore revela que Harry sobreviveu, e que se Snape de fato tinha amado Lily, ele iria ajudar Dumbledore a proteger o filho dela, quando Voldemort retornasse. Snape relutante, concorda, mas diz a Dumbledore, que ele jamais deve deixar ninguém saber que ele, Snape está protegendo o filho de James Potter. Snape, aparentemente, durante o primeiro ano de Harry em Hogwarts, reclama ferozmente de Harry para Dumbledore, e diz que ele é criador de confusão assim como o pai. Dumbledore responde suavemente, que nenhum outro professor está reclamando, e pede a Snape para manter o olho em Quirrell. Assim que os alunos saem do Baile de Inverno, Snape conta a Dumbledore que a Marca Negra em seu braço está mais escura, assim como em Karkaroff, e que Karkaroff pretende fugir, assim que a Marca começar a queimar. Dumbledore pergunta se Snape pretende fazer o mesmo, e Snape responde zangado, que ele não é um covarde. Dumbledore lembra, como quem não quer nada, que talvez, os alunos sejam escolhidos para suas Casas muito cedo; Snape parece ter ficado emocionado. Novamente, Snape está no escritório de Dumbledore. O diretor está meio inconsciente, sua mão direita está escurecida e pendurada na beirada da mesa. Snape aponta sua varinha para o pulso de Dumbledore, e murmura encantamentos, enquanto entorna um líquido dourado pela garganta de Dumbledore. Quando Dumbledore desperta, Snape pergunta porque ele experimentou o anel, e Dumbledore concorda, que foi tolice. Vemos o anel de Marvolo Gaunt quebrado, sobre a mesa, ao lado da Espada de Gryffindor. Snape diz a Dumbledore que a Maldição é extremamente poderosa, e que, embora ele a tenha contido por agora, ela acabará matando Dumbledore; ele diz que Dumbledore tem, no máximo, mais um ano de vida. Dumbledore diz que assim as coisas serão mais fáceis de resolver, e começa a discutir o plano de Voldemort, de fazer o garoto Malfoy matá-lo. Snape diz que Voldemort não espera que ele seja bem sucedido, mas isso é para punir e desgraçar a família Malfoy. Dumbledore adivinha, corretamente, que Snape recebeu o trabalho de matar Dumbledore, caso Draco falhe. Assim como Voldemort espera que Hogwarts esteja logo sob seu controle, e ele não precisará mais de um espião lá dentro. Dumbledore pede a Snape que concorde em cuidar da escola, e que seja ele a matá-lo, tanto para salvar a alma de Draco, como para garantir alguma dignidade em sua morte, o salvando dos prazeres maliciosos de Fenrir Greyback e de Bellatrix Lestrange. Snape relutante concorda. Na cena que Hagrid, ouviu parcialmente, no ano anterior, vemos Snape e Dumbledore caminhando nos jardins do castelo. Perguntado sobre o que está fazendo com Harry, Dumbledore diz que está dando a Harry as informações que ele precisa, enquanto ainda pode. Snape pergunta porque ele não recebe essas informações também, ao que Dumbledore responde que não gosta de manter todos os segredos numa cesta só. Snape parece ficar zangado com isso, dizendo que seu trabalho como agente duplo é extremamente perigoso, e ele é menos confiável do que Harry. Quando Dumbledore tenta explicar os próximos passos de seu plano, Snape ameaça mudar de idéia sobre matar Dumbledore, quando a hora chegar. Dumbledore lembra que ele deu sua palavra, e sugere que fique de olho em Draco. Quando Snape parece ainda revoltado, Dumbledore marca um encontro para logo à noite em seu escritório. Mais tarde, Dumbledore explica que Harry deve saber o que fazer até o momento final. Esse momento será quando, Voldemort, ao invés de deixar sua cobra, Nagini, correr livre, ele a mantiver, confinada sob um feitiço protetor. Nesse momento, Snape deve dizer a Harry, que Harry é, sem querer, o sétimo Horcrux. Ele foi criado com a morte de sua mãe, e que ele deve morrer, para que Voldemort se torne vulnerável à morte. Snape se sente traído, afinal ele deu duro para proteger o filho de Lily, apenas para que acabe morrendo nas mãos de Voldemort. Perguntado se acabou se importando com Harry afinal, Snape conjura seu Patrono. Ele tem a forma de uma corça de cor branco prata, indicando a Dumbledore, que Snape ainda ama Lily, quinze anos depois da morte dela. Sabemos que foi o retrato de Dumbledore, que ordenou a Snape dar a Voldemort a informação correta do momento em que Harry ia sair da Rua dos Alfeneiros. Dumbledore sugere usarem sete Potters a caminho de sete casas seguras e instrui Snape para colocar na cabeça de Mundungus Fletcher, a idéia de passar isso para a Ordem da Fênix. Durante a partida da rua dos Alfeneiros, vemos que Snape estava tentando azarar o Comensal da Morte mirando em Lupin, e as correntes de ar fizeram os dois errarem, resultando no feitiço de Snape cortar a orelha de George. Snape está no antigo quarto de Sirius, em Grimmauld Place. Ele pega a segunda página da carta que Lily escreveu, e o pedaço da foto que contem a imagem dela, depois vai embora com tudo aquilo. Finalmente, Snape é visto conversando com o retrato de Phineas Nigellus Black, Phineas conta que Harry está na Floresta de Dean, e Snape pega a Espada de Gryffindor, que está escondida sob o retrato de Dumbledore e vai embora com ela.

Snape não é mais visto, mas no epílogo, ficamos sabendo que Harry deu ao seu segundo filho o nome de Albus Severus, em homenagem aos dois diretores, e um deles, não era apenas um Slytherin, mas certamente, era o homem mais corajoso que Harry conheceu. Em entrevistas depois da publicação do livro, a autora revelou que o retrato de Snape não aparece no escritório do diretor quando de sua morte, porque ele havia abandonado o cargo. Mais tarde, Harry faz uma campanha, bem sucedida, para por o retrato de Snape no escritório.


Pontos FortesEditar

Snape é um bruxo excepcionalmente inteligente e magicamente poderoso. Quando estudante ele se distinguia em poções, revisando muitas fórmulas básicas, que tornavam a preparação das poções mais fáceis e rápidas. Foi dito que ele sabia mais feitiços e azarações em seu primeiro ano de Hogwarts, do que muitos alunos do sétimo ano, e que inventou muitos novos. Além de ser um expert em Poções, Snape ele é perito em artes defensivas e altamente habilidosos em Oclumencia e Legilimencia, habilidades que o tornam um aliado valioso, mas também um inimigo perigoso. Dumbledore utilizava esses talentos infiltrando Snape para espionar os Comensais da Morte, sabendo que Voldemort não conseguiria ler a mente de Snape; no entanto, essas mesmas habilidades, que faziam Snape ser ótimo agente duplo, tornavam sua mente também fechada para Dumbledore. As habilidades convincentes de Snape, em Oclumencia e Legilimencia, permitiram que ele mantivesse um ar duvidoso, não deixando ser descoberta sua verdadeira lealdade, até o final do livro 7. No entanto, através da série, Dumbledore constantemente defendeu Snape, afirmando sua lealdade, tanto a ele quanto à Ordem da Fênix, embora nunca tenha explicado a razão por trás de sua confiança. Embora Snape mantivesse poucos relacionamentos próximos em sua vida, ele era intensamente leal a seus aliados. Ao contrário de Voldemort, Snape possuía a habilidade de amar, embora sua jovem inclinação para as Artes das Trevas, e sua ligação com certos alunos da Slytherin, futuros Comensais da Morte, tenham destruído sua única chance de uma relação duradoura. Embora fosse capaz de amar, Snape nunca foi de deixar transparecer suas emoções e raramente exibia qualquer emoção que não fosse um aborrecido desdém. No entanto, foi isso, junto com suas habilidades em Oclumencia, que permitiram que ele mantivesse o papel de agente duplo, simultaneamente ganhando a confiança tanto de Voldemort quanto de Dumbledore. Ironicamente, a dupla identidade, que ele mostrou tão bem durante toda a série, podia facilmente esconder que ele, na verdade, não era leal a ninguém, sua postura neutra demonstrava, que ele podia ficar de qualquer lado que ganhasse. Apenas depois que Harry viu as lembranças de Snape na Penseira, sua verdadeira fidelidade e motivos foram revelados.

Pontos FracosEditar

Snape possui uma personalidade sombria, melancólica, e raramente toma a iniciativa de criar amizades ou estabelecer alianças pessoais, aparentemente preferindo a solidão e na maior parte do tempo ficando consigo mesmo. Ele, no mínimo, é educado com seus superiores e tolera seus iguais. Apenas Albus Dumbledore e a Professora McGonagall, parecem merecer sua verdadeira estima. Outros, descrevem Snape como pouco atraente, em geral descuidado com sua própria aparência, especialmente seus cabelos, que são descritos como oleosos. Como professor ele favorece a seus próprios alunos Slytherins, decididamente punindo os outros, especialmente Harry e muitos Gryffindors. Isso, em geral, por pequenas infrações ou incidentes, iniciados por alunos da Slytherin, que em geral, escapam do castigo pelo que fizeram. Snape também não consegue esquecer ou perdoar as feridas e magoas do passado, e parece não conseguir ver além de ideias preconcebidas.

Como filho único, Snape teve uma infância traumática, sofrendo sob um pai Trouxa e abusivo, que se ressentia e maltratava sua mãe bruxa. Isso deixou Snape emocionalmente desgastado, tímido e inseguro, sempre procurando um lugar para pertencer. Ele, em geral, encontrava consolo apenas na solidão e em seus estudos de magia em Hogwarts, onde ele pertencia à Casa Slytherin. Embora Snape parecesse perfeito para a Slytherin, Dumbledore, observando o caráter de Snape muitos anos depois, sugere que, alunos muitas vezes, são escolhidos muito rápido, indicando sua crença em que Snape teria se saído melhor em outra Casa. Embora Snape fosse um aluno magicamente competente, destinado a ser um bruxo poderoso, ele não conseguia se defender contra os abusos cruéis dos colegas, James Potter e Sirius Black. Como resultado disso, Snape, infelizmente, transferiu seu ressentimento profundo e seu ódio para o filho de James, Harry, em geral o punindo arbitrariamente, ou fazendo com que ele passasse ridículo em suas aulas. Snape se torna especialmente irritado com Harry, que, sem saber os verdadeiros motivos de Snape, o chama de covarde, quando ele foge de Hogwarts, com os outros Comensais da Morte, no livro 6.

Embora Lily Potter fosse a única amiga verdadeira durante sua juventude, ele foi incapaz de abandonar sua atração pelas Artes Negras ou abandonar seus péssimos camaradas Slytherin, que ela detestava profundamente. Nunca tendo sido aceito como colega antes, seus novos companheiros se tornaram muito importantes para ele, que não conseguiu aceitar o pedido de Lily para abandoná-los. Snape, inexplicavelmente se virou contra Lily, quando ela tentou defendê-lo, durante uma das brincadeiras cruéis de James e Sirius, acabando para sempre, com a oportunidade de aprofundar seu relacionamento de amizade com ela.

Sem dúvida, Snape, arriscou sua vida abandonando Voldemort, para servir a Dumbledore. No entanto,suas ações, pelo menos no início, foram motivadas por egoísmo, procurando a proteção de Dumbledore, para alguém que o Lord das Trevas havia marcado para morrer. Em troca, Dumbledore pede a Snape lealdade completa e o emprega como agente duplo, com grande perigo para a vida de Snape. Snape concordou com os termos de Dumbledore, mas sua meta sempre foi proteger Lily Potter, não lutar contra o Lord das Trevas e salvar o mundo mágico. Depois que Voldemort matou Lily, Snape quis vingança, e secretamente protegeu Harry em sua missão de destruir o Lord das Trevas. Não se sabe se Snape ficaria contra Voldemort, caso este nunca tivesse matado os Potters, mas os leitores acham que não.

Relacionamentos com Outros PersonagensEditar

Um aparente solitário, sem amigos próximos, Snape na maior parte do tempo está sozinho. Durante a série, Snape parece amargo e maligno. Embora ele possa trabalhar e cooperar com aliados, tanto que servem Voldemort, ou que estão contra ele, Snape parece não se interessar por ninguém. Cada interação de Snape com Harry, com outros alunos, e mesmo com outros funcionários de Hogwarts, parecem frias e ocasionalmente cheias de veneno. As únicas exceções são Argus Filch, em quem ele confia o bastante para cuidar da ferida feita por “Fofo” no livro 1, Draco Malfoy, que ele trata com evidente preferencia e brandura, e com o diretor Albus Dumbledore. Sua relação com a Professora McGonagall sempre pareceu cordial, embora fria, até que Snape se tornou diretor. As ligações de Snape com os apoiadores de Voldemort, com possíveis exceções de Narcissa Malfoy e do próprio Voldemort, também parecem tóxicas. Embora possamos especular, a consideração especial de Snape por Narcissa pode vir do fato dele gostar de seu filho, Draco, mas isso é duvidoso. Sabendo que a família Malfoy é rica, influente e fieis apoiadores de Voldemort, Snape poderia estar cultivando suas graças através de seu filho, embora isso parece ter mudado depois que Lucius incorre na ira do Lord das Trevas. No entanto, como Snape estava trabalhando como agente duplo, ele pode ter usado o caminho através dos Malfoys para Voldemort. O tom das interações de Snape, tanto com Dumbledore quanto com Voldemort, no entanto, parece de alguma forma alimentado pelo poder que ele e eles, separadamente, possuem um com o outro.

Harry PotterEditar

Embora o relacionamento de Snape com Harry seja importante para a história, ele nunca foi o mais significativo. No entanto, ele é o primeiro que pudemos observar com profundidade. Desde a chegada de Harry em Hogwarts, a reação de Snape com relação ao garoto foi ilogicamente hostil. A principio parece que Snape se ressente de Harry pela sua fama, mas gradualmente aprendemos que seus sentimentos negativos são muito mais profundos, e, na verdade, estão ligados a um tempo anterior ao nascimento de Harry. Isso se estende ao tempo em que Snape era aluno de Hogwarts, como também o eram, James Potter e Sirius Black, padrinho de Harry. James e Sirius maltratavam Snape sem dó na escola. E embora Snape fosse profundamente apaixonado por Lily, mãe de Harry, seu amor por ela nunca se estendeu ao seu único filho. A despeito de seus sentimentos pessoais, Snape secretamente protegeu Harry de Voldemort, depois de Dumbledore ter tirado dele a promessa de fazê-lo, embora ninguém, além dos dois soubesse disso. Através da história, Harry guarda rancor e mais tarde odeia profundamente Snape, acreditando que ele foi responsável pela morte de seus pais e depois assassinou Dumbledore. Só depois de descobrir a verdade escondida sob as ações de Snape, é que Harry consegue conciliar o ódio de longa data pelo seu ex-professor de Poções, tanto ele supera tudo que dá nome ao seu segundo filho de Albus Severus.

Albus DumbledoreEditar

Essa foi, provavelmente, a mais longa e próxima relação de Snape, embora ocasionalmente carregada de conflito e rancor. Dumbledore conheceu Snape quando ele entrou para Hogwarts como aluno. O jovem Severus era excepcionalmente inteligente e magicamente talentoso, embora não houvesse nenhuma ligação notável, até que Snape descobriu que Remus Lupin, também aluno, era um lobisomem. Dumbledore fez Snape jurar jamais revelar esse segredo aos outros alunos. Snape aparentemente honrou sua palavra, enquanto estudante, e muito depois, embora relutante; ele tentou fazer com que a turma de DCAT descobrisse isso sozinha, e finalmente passando dos limites, ele "acidentalmente” deixa a informação escapar para sua Casa.

Depois de se tornar um Comensal da Morte, durante o primeiro reinado de terror, Snape abandonou o serviço do Lord das Trevas, para procurar Dumbledore, pedindo proteção para Lily Potter, depois que descobriu que Voldemort queria ela e sua família mortos. Porém, foram os atos de Snape, contando a Profecia para Voldemort, que colocaram os Potters em perigo. Dumbledore não poderia salvar James e Lily, e depois da queda de Voldemort, ele ofereceu a Snape proteção em Hogwarts, muito embora isso tenha sido uma decisão impopular entre os professores e funcionários em geral. Em troca por sua ajuda, Dumbledore tornou Snape um agente duplo, e acreditando que Voldemort voltaria, um dia, Snape deveria proteger Harry. Snape concordou e manteve seu papel até sua morte.

Através dos anos, a relação entre os dois homens foi mudando, gradualmente, e Snape se tornou o mais próximo confidente e conselheiro de Dumbledore, embora os leitores tenham achado que essa pessoa era McGonagall. Embora Snape nunca tenha sido particularmente amigável com seus colegas de Hogwarts, e fosse detestado pela maioria dos alunos, sua extrema competência ao ensinar Poções, talvez tenha sido o motivo porque nunca houve objeções à sua contratação. E ainda que Dumbledore soubesse que Snape seria um espião valioso contra Voldemort, e também um excelente professor de Poções, ele pode ter dado uma segunda chance a Snape por outras razões. Dumbledore realmente lamentava o envolvimento de Snape com os Comensais da Morte, mas ele mesmo, já havia sido, um dia, seduzido pelas Artes das Trevas, o que terminou com uma breve aliança com o bruxo do mal, Gellert Grindelwald. Embora ele finalmente derrotasse Grindelwald num duelo, Dumbledore entendia que seus próprios erros do passado, causaram muitas tragédias, e isso talvez tenha amaciado seu duro julgamento com relação às coisas erradas feitas por Snape.

Até o final da série, Harry sempre acreditou que Snape ainda servia a Voldemort, enquanto Dumbledore jamais duvidou da lealdade de Snape por ele (Dumbledore). E embora Snape fosse eternamente grato a Dumbledore, e a despeito de sua implicância com Harry, ele foi profundamente crítico e ficou irado ao saber que Dumbledore esteve protegendo Harry, apenas para criá-lo como uma arma contra Voldemort, sabendo que o garoto estava destinado a morrer. Mesmo sendo totalmente contra, no entanto, Snape compreendeu as razões de Dumbledore por trás de tudo isso.

A despeito de qualquer discórdia, existia um forte laço entre os dois homens, e Snape jamais vacilou em sua lealdade ou serviço a Dumbledore. Infelizmente, essa devoção custou um preço alto demais, emocionalmente, para Snape, o forçando a honrar a promessa de cumprir as ordens finais de Dumbledore, para ajudar a derrotar Voldemort.


Lord VoldemortEditar

Provavelmente não existe uma pessoa que Snape mais tenha despezado do que Lord Voldemort, embora, um dia, ele tenha sido seu ardente e leal seguidor. Snape nunca foi propriamente maligno, mas sua atração precoce pela Magia das Trevas, o levou até Voldemort. Nunca ficou completamente explicado porque Snape escolheu esse caminho sombrio, embora imaginamos que foi ali, onde ele foi bem aceito, junto com suas amizades da Slytherin. É provável que ele, passivamente, tenha seguido seus colegas da Slytherin e ido parar dentre os seguidores de Voldemort. Também é possível, que ele tenha ativamente escolhido assim, irresistivelmente dirigido para uma coisa grandiosa e importante, da qual poderia fazer parte. Numa idade impressionável, Snape talvez não conseguisse compreender a malignidade de Voldemort, embora sua própria natureza sombria tenha sido um fator significativo, e afinal, ele era responsável por suas próprias decisões e erros. Apenas depois que Voldemort decidiu matar e mais tarde, de fato, matou, alguém que Snape amava muito, e embora Snape tenha jurado servir a ele, foi que Snape se virou contra o Lord das Trevas, e secretamente se aliou a Dumbledore e à Ordem da Fênix. Depois da ressurreição de Voldemort e sua volta ao poder, Snape aparentemente volta ao seu serviço, parecendo tão devotado quanto antes. Embora os leitores nunca conhecessem as verdadeiras lealdades de Snape, até o último livro, Snape nunca perdoou Voldemort pelo assassinato de Lily. O Lord das Trevas, no entanto, sempre pareceu confiante em relação à lealdade de Snape, talvez não levando em conta a habilidade de amar verdadeiramente de Snape e também subestimando suas habilidades em Oclumencia, que efetivamente escondia seus verdadeiros pensamentos das buscas mentais que Voldemort fazia. Voldemort provou mais uma vez que ele valorizava seus servos, apenas enquanto eles eram úteis. Sem hesitação, ele ordenou a morte de Snape, convencido que isso lhe daria o comando total da Elder Wand, que ele, erradamente, acreditava que havia falhado sob o comando de Snape. Embora Snape não tenha visto a queda final de Voldemort, suas ações, antes e depois da morte de Dumbledore, ajudaram os esforços de Harry para derrotar o Lord das Trevas.


James Potter, Sirius Black, Remus Lupin e Peter PettigrewEditar

James, Remus, Sirius e Peter eram alunos da Gryffindor, juntos em Hogwarts. Eles mesmos se consagraram sob o apelido “Marotos”. Pettigrew conhecido como ”Rabicho” se apoiava nos outros porque não era tão bom em magia quanto eles, também se tornando um Animago graças a ajuda dos outros. James e Sirius tomaram uma implicância especial com seu colega da Slytherin, Severus Snape, zombando dele frequentemente, em geral para sua própria diversão. Embora Lupin nunca participasse dessa brincadeiras de mau gosto, Snape também o desprezava, a principio porque Lupin nada fazia para impedir James e Sirius de agredi-lo. Essa animosidade aumentou depois que Snape descobriu que Lupin era um lobisomem, um segredo que Dumbledore o fez jurar, nunca revelar aos outros alunos de Hogwarts. Snape nunca perdoou James ou Sirius por sua crueldade, embora ele também estivesse longe de ser uma pessoa exemplar. Snape desprezava James, mesmo depois que ele salvou sua vida, da brincadeira potencialmente mortal de Sirius, sempre acreditando que James só interveio para proteger a si mesmo contra um poderoso castigo. Quando Lupin foi contratado como professor de DCAT, no terceiro ano de Harry, Snape ficou profundamente ressentido, embora ele, aparentemente, não gostasse de ninguém nesse cargo, há muito desejado mas continuamente negado. Embora isso tudo, Lupin sempre tratou Snape com verdadeiro respeito, talvez arrependido, porque como monitor em Hogwarts, ele tenha feito muito pouco para impedir o comportamento cruel de James e Sirius com relação a Snape. Mesmo depois que Snape revelou aos alunos de Hogwarts (e a seus pais) que Lupin era um lobisomem, obrigando Lupin a se demitir, Lupin continuou o tratando com respeito, mais tarde contando a Harry, que Snape poderia ter causado danos maiores a ele, e enquanto ele ensinava em Hogwarts, Snape preparou perfeitamente a Poção de Acônito.

Snape tinha ainda menos simpatia por Peter Pettigrew, um covarde, bruxo fraco, que – embora fizesse parte da gangue que o atormentava em sua juventude – mais tarde traiu James e Lily Potter para Voldemort, e entregou Sirius por seu próprio falso assassinato. Snape interage com Pettigrew apenas por causa das ordens de Voldemort, o escondendo em sua casa de verão, na rua da Fiação, no livro 6, com certeza a mando de Voldemort, com instruções de tomar conta dele de perto. Ele trata Pettigrew com desdém e o usa como empregado.

Sirius Black era uma as poucas pessoas que Snape verdadeiramente odiava. Sirius quase tirou a vida de Snape, mandando que ele fosse investigar o mistério na Casa dos Gritos, durante o tempo deles na escola. Esse mistério era Remus Lupin, que estava preso lá durante sua transformação em lobisomem. Snape com certeza teria sido morto, caso não fosse a intervenção de James, impedindo que Snape entrasse na Casa durante a lua cheia. Snape nunca perdoou Sirius por essa brincadeira mortal, e Sirius jamais demonstrou qualquer remorso por seus atos, e sua raiva mútua permaneceu com eles, durante sua vida adulta. Sirius, é claro, sabia sobre o envolvimento de Snape com Voldemort e os Comensais da Morte, e como isso contribuiu para as mortes de James e Lily, assim aumentando a raiva que guardava de Snape. Apesar de sua história turbulenta, Snape e Sirius conseguiam superar sua animosidade quando Dumbledore pediu que trabalhassem juntos na guerra contra Voldemort. Quando acreditou que Sirius estava em perigo, Snape avisou a Ordem, embora Harry sempre tivesse acreditado que Snape demorou e foi parcialmente responsável pelo destino de Sirius.

Lily Evans PotterEditar

Lily Potter (née Evans) foi o primeiro personagem da série que Snape conheceu, antes mesmo do início dos estudos em Hogwarts, juntos. Snape sendo mestiço, sabia desde pequeno que era um bruxo, enquanto Lily, era uma bruxa, nascida Trouxa, e não entendia bem seus florescentes poderes mágicos. Snape explicou muito a ela, sobre o mundo mágico, e que sua irmã, Petunia tinha inveja por Lily ser bruxa, enquanto que ela, não era. Os dois logo ficaram amigos.

Em Hogwarts, para desapontamento de Snape, ele e Lily foram escolhidos para Casas diferentes, ele na Slytherin e ela na Gryffindor. Inicialmente, eles permaneceram amigos próximos, e quando Snape se tornou o alvo preferencial de James Potter e Sirius Black, também Gryffindors, para agredir e atormentar, Lily o defendia. Sua amizade tão próxima se tornou tensa, e também, Snape estava cada vez mais atraído pelas Artes das Trevas, e fez amizade com os estudantes mais desagradáveis da Slytherin (e futuros Comensais da Morte). Seu relacionamento finalmente terminou por causa de um incidente envolvendo James e Sirius, quando Snape aborrecido e humilhado, aparentemente se ressentiu da intervenção de Lily a seu favor e fez um comentário grosseiro sobre ela. Isso fez Lily terminar sua amizade com ele para sempre, embora ele tivesse pedido muitas e constantes desculpas, e ela acabou casando com James Potter, mais tarde tendo um filho, Harry Potter. Lily foi a única pessoa que de fato Snape amou, e embora a exata natureza do relacionamento entre eles seja desconhecido, Snape ficou devastado com a morte dela, nunca se recuperando por completo. As ações de Snape, que vamos descobrindo aos poucos durante a série, foram em sua maioria, ditadas pelo seu amor por ela. Dumbledore se apoiou nisso para garantir a ajuda de Snape em proteger Harry e combater Voldemort. As relações de Snape com outros personagens está comentada em detalhes no tópico Visão Completa, nesse artigo.

AnáliseEditar

As ações de Snape durante a série, mostraram como ele trabalhou para cada lado oposto. Tanto Dumbledore, quanto Voldemort acreditavam que Snape era leal somente a eles, assim permitindo que ele trabalhasse como agente duplo. Não apenas não se sabe, até o último livro, de que lado ele estava, mas não há evidências concretas que ele realmente escolheu um lado. Ele fez fortes afirmações, nas quais Dumbledore acredita, de que se opõe à crueldade de Voldemort, mas existe muita aversão entre ele e muitos membros da Ordem da Fênix. Embora, temendo um mundo dominado por Voldemort, ele com certeza, teria um lugarzinho num mundo onde a Ordem saísse vitoriosa. Não temos razões para acreditar, que ele tivesse um interesse em algum dos lados saindo vencedor, e talvez preferisse poder exercer influência ou obter favores de, ambos.

Snape demonstra qualidades tanto boas quanto malignas, fazendo com que ele seja o único anti-herói da série. Snape possui um comportamento desagradável e especialmente vingativo para com aqueles que o feriram (James, Sirius, Snape Sr.) No entanto, a aparente crueldade de Snape pode ser o resultado de uma infância terrível assim como a adolescência. Quando Harry mergulhou nas lembranças antigas de Snape, não havia nada de bom para ver, apenas um pai abusivo, a mãe que era vítima, colegas desdenhosos e os cruéis James e Sirius. Embora a série faça pouco para mostrar as boas qualidades de Snape, isso fica implícito, pelo menos, no final do sexto livro, que ele protegeria os membros da Ordem da Fênix com sua vida. Ele salvou a vida de Harry, mais de uma vez, embora seja preciso ser um leitor muito atento para ver isso. Embora ele trate mal os alunos, e pareça indiferente ao que eles sentem, ele quer que eles aprendam lições valiosas. Durante a série, vemos essas contradições no comportamento de Snape. Ele parece ser motivadopor sua raiva de Harry e ocasionalmente, um pouco também, de Dumbledore. Podemos crer com facilidade, assim como Harry, que Snape está tentando eliminar Harry no primeiro livro. O fato de Snape sabotar Harry no estudo de Poções, o ano todo, é um elemento recorrente na série. Ainda assim ao final desse livro, Snape agiu para salvar a vida de Harry, no primeiro jogo de Quadribol. No terceiro livro, sabemos, assim como Harry, que Snape queria o lugar de Remus Lupin, e que Snape não confia em Lupin; mesmo assim, ele preparou a difícil Poção, sem falhas, sabendo perfeitamente que o menor erro poderia banir Lupin da escola para sempre, sem ter sido intencional – “Qualquer um pode errar, Diretor, com certeza você não acha que eu teria feito algo para arriscar a morte de um aluno, causada por uma mordida de lobisomem?” E mais tarde, já no último livro, quando ouvimos que Ginny Weasley, Luna Lovegood e Neville Longbottom foram “punidos cruelmente”, sendo mandados para Hagrid, quando Snape sabe perfeitamente que Hagrid adora os alunos. Então, ficamos imaginando que ele deliberadamente, criou um castigo com o intuito de proteger os alunos. O fato do sobrenome da mãe de Snape ser Prince, e dele ser mestiço, apontam para a identidade do personagem do título do sexto livro. Embora Harry passe muito tempo tentando descobrir quem seria esse personagem, revelar sua identidade prematuramente seria um spoiler horrível.

As Relíquias da MorteEditar

As lembranças que Snape revela para Harry, servem a dois propósitos. O primeiro deles, as mortes dos pais de Harry, servem para explicar os sentimentos de Snape e preparar uma base para suas próximas ações. Snape, que conheceu Lily com 9 ou 10 anos, explicou que ela era uma bruxa e ele era um bruxo, e a introduziu no mundo da magia. Ele também a defendeu contra sua irmã Trouxa, Petunia, quando Lily se preparava para seu primeiro ano em Hogwarts. Eles se tornaram amigos próximos, uma amizade que foi estragada e destruída, pela associação de Snape com estudantes do mal, da Slytherin. Apesar do fim de sua amizade, Snape continuou a amar Lily, e concordou em fazer qualquer coisa, em troca da promessa de Dumbledore de salvar Lily e família.

Quando a história começa, Snape manteve sua promessa durante 11 anos, começando quando ele se tornou informante contra Voldemort, e prosseguiu durante toda a série, até mesmo depois da morte de Dumbledore, protegendo Harry contra Voldemort e seus aliados.

Depois da morte de James e Lily, as lembranças de Snape, apesar de reforçarem o amor não correspondido de Snape por Lily, também mostram que Dumbledore e Snape trabalharam juntos para proteger Harry e prepara-lo como a arma que, eventualmente destruiria Voldemort. Dumbledore, sabendo que tinha pouco tempo e que Voldemort preparou Draco para matá-lo, orquestrou sua própria morte pelas mãos de Snape, dizendo que Snape que assim protegeria a alma de Draco, e permitiria a Dumbledore uma morte pelo menos, digna. Também ficamos sabendo que Harry se tornou um inesperado Horcrux, e que Snape deveria, de alguma forma deixar Voldemort matar Harry, para poder destruir o Horcrux. Sabemos, especialmente, que Dumbledore colocou grandes planos em ação, e que Snape, era apenas um dos dentes da engrenagem, nas maquinações de Dumbledore. Vamos ver ao final do último livro, que apesar do grande papel que Dumbledore planejou para Snape, e da extrema confiança que ele tinha, Dumbledore nunca contou a Snape a história toda. Algumas coisas, como o papel da Elder Wand e da impossibilidade de Harry ser morto por Voldemort, ele reservou, talvez, sentindo que eram muito perigosas ou talvez tão preocupantes, que saber o plano completo, faria Snape ficar muito cuidadoso e talvez permitir que Voldemort escapasse.

PerguntasEditar

  1. Na conclusão da série, como a percepção dos leitores sobre Snape mudou? Qual era a opinião mais correta, a de Harry ou de Dumbledore?
  2. Por que Snape, no primeiro livro, estava impedindo Quirrell de derrubar Harry de sua vassoura? Não seria parte de Flitwick, um contra feitiço para proteger Harry, ou Dumbledore achava que apenas Snape conhecia o bastante das Artes das Trevas para proteger o garoto?
  3. Quais são os motivos possíveis para Snape querer que Harry seja expulso?
  4. Por que Snape hesita, antes de fazer um Voto Perpétuo, de completar a missão de Draco no caso dele falhar?
  5. O que Dumbledore quis dizer, quando conta para Harry, depois de destruir o anel de Gaunt Horcrux, “se não fosse minha própria prodigiosa habilidade, e a ação rápida do Professor Snape... Eu talvez não tivesse vivido para contar a história.”
  6. Sobre o que Dumbledore e Snape estão discutindo? Por que Snape quer mudar de idéia?
  7. Por que Dumbledore estava tão ansioso para ver Snape, após ter visto a Marca Negra, quando ele e Harry chegam à Torre de Astronomia?
  8. Era mais importante para Dumbledoe quem o matou, ou quem não o fez? Explique.
  9. Dumbledore diz a Harry, “eu sou suficientemente bom em Legilimencia, para saber quando estou ouvindo mentiras...” Se Snape, voluntariamente abriu sua mente para Dumbledore, isso seria prova suficiente de que ele estava contra Voldemort. Antes de se apresentar para Voldemort, para um teste similar, ele deve ter deixado todos os pensamentos contra ele, na Penseira de Dumbledore. É claro que ele também pode ter deixado outros pensamentos em outra Penseira, antes de se apresentar a Dumbledore. Na sua opinião, pensando sobre isso, Dumbledore estava certo em colocar sua fé em Snape?
  10. Snape estava mentindo para Bellatrix e Narcissa?
  11. De acordo com os nomes de família conhecidos entre os bruxos, com certeza, outros Slytherins, incluindo aqueles que se tornaram Comensais da Morte, sabiam que Snape era impuro, era mestiço. Porque isso nunca foi comentado? Snape denunciou seu pai Trouxa?
  12. O fato de ter um pai abusivo, contribuiu para para Snape se juntar aos Comensais da Morte, porque Voldemort se tornou anti Trouxas?
  13. O amor de Snape por Lily era romântico ou algo mais?
  14. Por que Snape era tão descuidado com sua aparência pessoal?

SpoilerEditar

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Visão CompletaEditar

Primeiros Cinco LivrosEditar

Ainda que não fique esclarecido por completo, aparentemente nos cinco primeiros livros, Snape odeia Harry, em particular, e os Gryffindors em geral. O quanto profunda é essa raiva, se descobre gradualmente; no início, a maldade de Snape parecia um tanto impessoal, embora fosse mais dirigida a Harry do que a qualquer outro na Gryffindor. Neville Longbottom e Hermione também recebem insultos e grosserias de Snape, embora nunca no mesmo grau que Harry. Neville talvez mereça algum desdém porque ele é muito ruim em Poções. No entanto, no terceiro livro, vamos descobrir que o maior medo de Neville é o Professor Snape. Esse medo, combinado com a péssima memória, tornam Neville completamente incompetente em Poções, criando horríveis confusões e derretendo caldeirões. Com um professor mais compreensivo e gentil, Neville poderia ter saído muito melhor nas aulas. Harry com certeza melhorou muito em Poções sob o Professor Slughorn, embora que ele contou com uma ajuda adicional não aprovada.

No livro três, descobrimos porque Snape tanto detesta Harry. Harry parece “extraordinariamente com seu pai”, James. Além de toda a história que é contada aqui mesmo, em diversos tópicos. No livro quatro, também vemos que três dos Marotos atormentaram Snape até seu quinto ano em Hogwarts. A aparência de Harry sempre lembrava Snape de um período sombrio e doloroso de sua vida e, possivelmente explica um pouco dos maus tratos a que ele submetia Harry, embora de forma alguma o desculpe. Um pouco da ambivalência da parte de Snape no caso de Harry, pode ser vista logo no início do primeiro livro. Snape estava protegendo Harry no primeiro jogo de Quadribol, no quinto livro, Snape concordou com o pedido de Dumbledore de ensinar a Harry, Oclumencia, para protegê-lo das tentativas de Voldemort em ler sua mente. Quando Umbridge exige o Veritaserum de Snape, para poder interrogar Harry, por causa da falta de efeito (ela aparentemente, usou o vidro inteiro, quando na verdade só precisaria de três gotas). Então podemos imaginar que Snape havia entregado a ela uma poção falsa. Snape também se recusa a arranjar mais Veritaserum dizendo que acabou. Mais tarde parece a Snape que Harry tem certeza sobre Sirius estar sendo mantido preso por Voldemort, então ele vai investigar e mantém vigilância sobre Harry, e notifica a Ordem quando Harry não volta da Floresta Proibida.


Harry Potter e o Príncipe MestiçoEditar

Snape tem um papel direto, pequeno, nesse livro, embora emprestando seu apelido para o título. O livro também é em grande parte sobre ele. Ainda assim, ele é visto em flashbacks e histórias sobre outros personagens, que mostram seu caráter, como Harry e companhia, que tentam descobrir quem era o talentoso Príncipe Mestiço. Dumbledore claramente expressa sua absoluta confiança em Snape, embora se recuse a revelar o porque; é essa recusa em revelar, a razão de Harry duvidar de Dumbledore.

No início do livro, como foi mencionado acima, Snape é finalmente escolhido como professor de DCAT, uma posição que ele desejou por muitos anos. Portanto, é necessário um novo professor de Poções, e para isso foi chamado o professor aposentado Horace Slughorn, um antigo chefe da Casa Slytherin. Slughorn aceita alunos com menos exigências do que Snape para fazer o exame N.I.E.M. Harry pega emprestado um velho livro de Poções, e descobre que nele estão escritos a mão, nas margens, dicas muito úteis. Conforme passa o ano, descobrimos que o livro é bastante velho e pertenceu a uma Eileen Prince, finalmente identificada como mãe de Snape, que casou com Tobias Snape, um Trouxa. Também sabemos (através da Penseira), que Snape estava provavelmente na mesma classe que Lily Evans, e das recordações de Slughorn descobrimos que Lily, e não Snape, era uma aluna com habilidade natural para Poções. As notas no livro, tinham todas a mesma letra, e no livro estava escrito “Propriedade do Príncipe Mestiço”. Ali também estão descritos alguns feitiços que Snape admitiu ter criado. Pode ser que ele tenha tido a colaboração de Lily em Poções, mas como eles terminaram a amizade na quinta série e esse livro é da sexta série, com certeza Snape foi o autor das notas.


Harry Potter e as Relíquias da MorteEditar

A lealdade de Snape não fica clara até o final do último livro, quando é revelado seu amor por Lily. Essa revelação esclarece muito da confusão e mistério que envolveram Snape. Ele odiava James por muitos acontecimentos que nós já vimos aqui nesse artigo. Além de tudo, foi James quem roubou de Snape seu verdadeiro amor e ainda teve com ela um filho, Harry. Para proteger Lily de Voldemort Snape aceitou prometer a Dumbledore (“qualquer coisa”). Como não pode mudar o destino de Lily, Dumbledore usou Snape para proteger o filho dela. Esse é o maior conflito da vida de Snape. Cada interação com Harry carrega uma pesada bagagem emocional, ainda mais que Harry, exceto pelos olhos, é a imagem de seu pai. Talvez por causa dessa insuportável situação, desesperado e infeliz, ele se compensa fazendo os outros infelizes também. A única pessoa a quem Snape não maltrata é Dumbledore, que nunca experimentou o amargor de Snape e portanto não acredita que ele possa maltratar tanto alguém.

Por causa desse conflito interno, e de sua final solução, que o mais desprezado Snape, é o personagem mais comovente e melhor desenvolvido de toda a série. Diversos leitores viveram essas dúvidas quanto ao personagem, e sua final solução, foi que, o extremamente desprezado Snape os comoveu até as lágrimas pelas revelações no capitulo 33 do último livro.

Uma coisa que nunca tivemos certeza, era o motivo pelo qual Dumbledore mantinha fé na lealdade de Snape. A princípio, parecia que ele esperava que Snape se mantivesse leal, porque viu o sofrimento dele com a morte de Lily. Mas, será que o amor de Snape não acabou depois de tantos anos? Até a cena com o Patrono corça no escritório de Dumbledore, que ocorreu no sexto ano de Harry, não tínhamos nenhuma certeza de que Snape continuava apaixonado depois de 15 anos. Sabemos que, quando Dumbledore garante que confia em alguém, ele não se arrepende a toa. Vemos Snape frequentemente em sua companhia, tanto nas lembranças do Príncipe quanto nas experiências diretas de Harry. Além do mais Dumbledore tem habilidade em Legilimencia. Ele esperava que o amor de Snape por Lily se acabasse, como vimos em sua reação ao Patrono de Snape, mas nunca esperou que Snape mudasse de lado.


LealdadeEditar

Com exceção de Dumbledore, todos os personagens, nos livros, num momento ou outro, têm suas dúvidas a respeito da lealdade de Snape. As dúvidas dos Comensais da Morte, como expressas por Bellatrix Lestrange no último livro, são bem fundamentadas: na audiência de Karkaroff, onde ele está traindo os colegas, afirma que Snape é Comensal da Morte, ao que Dumbledore afirma que desde antes da queda de Voldemort, ele tem trabalhado contra o Lord das Trevas. Portanto, isso dito no tribunal, para todos ouvirem, deixa no ar a pergunta, por que Voldemort confia em Snape? Em discussão com Bellatrix, Snape diz a ela e a Narcissa, que Voldemort o aceitou de volta, depois de examiná-lo através de Legilimencia, o que sugere que Snape devia ser excepcional em Oclumencia, muito provavelmente, muito mais poderoso nessas duas matérias do que Voldemort.

Sabendo que Snape é leal a Dumbledore, e sabendo a razão de sua lealdade, um leitor poderia aproveitar para estudar melhor Snape, e explorar quantas pistas de sua lealdade são disfarçadas, e como sua lealdade foi percebida por outros personagens. Surpreendentemente a influencia de Snape na história é quase tão grande quanto a de Dumbledore, e vale a pena um estudo para determinar como a sua influencia é escondida do leitor.