História do Brasil/Inconfidência

A Inconfidência mineira foi uma conspiração separatista ocorrida na Capitania de Minas Gerais, no Estado do Brasil, contra a derrama aplicada pela Coroa Portuguesa e contra o domínio português, sendo reprimida em 1789.

A prisão de Tiradentes, por Antônio Parreiras

Os principais acontecimentos da Inconfidência ocorreram em Vila Rica (hoje Ouro Preto), que era a mais rica e populosa cidade das Américas. O Ciclo do Ouro estava ocorrendo naquela época. Por causa do declínio da produção aurífera, o governador da capitania estabeleceu uma cota mínima a ser paga por ano, que era cem arrobas de ouro. Caso não atingisse, a Coroa cobrava a derrama, que era a contribuição coletiva de todos os moradores da capitania. O problema era que as minas de ouro estavam se esgotando, e o tributo estava se acumulando ano a ano. Em 1788, começa-se a falar que se a derrama fosse cobrada, todos iriam à falência.

O movimentoEditar

Por causa disso, a classe mais abastada de Minas Gerais (os proprietários rurais, os militares, clérigos e intelectuais se reuniram para conspirar). A conjuração pretendia separar Minas Gerais da colônia, o novo país seria uma república, mas não havia a intenção de abolir a escravidão, já que muitos participantes do movimento eram donos de escravos. A classe mais abastada estava influenciada pelas ideias iluministas da França.

O fim do movimentoEditar

Em 1789 (ano da Revolução Francesa), o movimento foi desmantelado, pois, Joaquim Silvério dos Reis, um dos integrantes do movimento, fez a denúncia em troca do perdão de suas dívidas com a coroa. O condenado à morte mais notável foi Joaquim José da Silva Xavier, o "Tiradentes".