Introdução à Biologia/Ecologia/Problemas ambientais

Tudo o que interfere no meio ambiente deixando resíduos (materiais ou energia) prejudiciais ao equilíbrio ecológico ou à saúde dos seres humanos pode ser considerado poluição. Estes resíduos nocivos, conhecidos como poluentes têm origem na liberação de matéria, mas também de energia como luz, calor ou som. Temos então diversos tipos de poluição, tais como: sonora, térmica, atmosférica, por elementos radioativos, por substâncias não biodegradáveis, por derramamento de petróleo ou por eutrofização, entre outros.

Entre as centenas de consequências negativas da poluição, estão os impactos na cadeia trófica, o desequilíbrio ambiental que promove a mortandade de rios lagos e peixes por asfixia, o efeito estufa, chuvas ácidas que causam a destruição de monumentos e acidificação do solo e da água. Verifica-se ainda com grande preocupação, como resultado da poluição para a saúde humana: problemas neuropsíquicos e surdez, mutações genéticas, necrose de tecidos; propagação de doenças infecciosas, dentre outras. O aumento da poluição ambiental caminha paralelo ao desenvolvimento de uma civilização industrial calcada em valores de consumismo exagerado, culto aos bens materiais e baixa conscientização ética e moral, bem como insensibilidade à vida, beleza e equilíbrio dinâmico pré-existentes na natureza. Em sua ganância de riqueza e poder, a humanidade aliava a ideia de progresso à intensa exploração de recursos materiais, sem preocupação com a exaustão destes mesmos recursos. Só muito recentemente, grupos conscientizadores ambientalistas fizeram propagar a ideia do “desenvolvimento sustentável”, ou seja: é possível utilizar os recursos da natureza, sem exaurir seu potencial. Ainda assim, a corrida desenfreada por mais e mais recursos de consumo, calcada nos moldes antigos não consegue dar uma guinada e o respeito ao meio ambiente e sua estrutura sustentável ainda existe mais no discurso que na prática.

A forma de consumo exagerada e ligada ao desperdício e descarte, resulta em grande produção de lixo, trazendo sérias consequências. Países e suas cidades ainda não conseguem, na época atual, fazer coleta seletiva, reaproveitar os materiais recicláveis ou material orgânico. Estamos em 2012 e existem na maioria das cidades brasileiras, por exemplo, lixões a céu aberto.

É preciso pensar num futuro mais digno para a humanidade, para as gerações futuras, reavaliando nossa forma de relacionamento com a natureza, da qual somos parte integrante, não meros salteadores. Assim, toda ação por pequena que seja pesa na balança: evitar sacolas e materiais descartáveis feitos de plástico poderia ter impedido a formação da camada de 1000 (mil) quilômetros com 10 (dez) metros de profundidade que, juntamente com outros fatores está comprometendo a vida no Oceano Pacífico.

A utilização de recursos naturaisEditar

O problema do lixoEditar

ReciclagemEditar

Reciclagem é o processo industrial ou artesanal, de reaproveitamento de matéria-prima, roupas, alimentos ou qualquer outro recurso material que possa ser novamente utilizado, seja ele transformado ou recuperado para o uso. Caso não fossem reaproveitados, esses materiais iriam para o lixo, muitas vezes causando sérios problemas ambientais.

A palavra reciclagem surgiu internacionalmente no final da Década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando.

Reciclar, vem do inglês Recycle, que significa = Re (repetir) Cycle (ciclo).

Na teoria, a reciclagem deveria ser o contínuo reuso de materiais para o mesmo propósito, mas na prática a reciclagem estende o tempo de vida de um material, porém de uma forma menos versátil. Por exemplo, no papel reciclado, as fibras diminuem, tornando-o inutilizável para certos tipos de uso.

Outros materiais podem passar por contaminação, tornando-os não utilizáveis para embalagem de alimentos. A reciclagem pode também prolongar a vida de um material lhe dando um outro tipo de uso. Por exemplo o artesanato, transforma produtos que poderiam se tornar lixo, em artigos de uso ou adorno. Uma garrafa PET pode ser transformada em fios que mais tarde serão utilizados na confecção de roupas. Ou seja a reciclagem tanto prolonga a vida de materiais para o uso em um mesmo contexto, quanto proporciona novos tipos de utilização de um mesmo material.

Alguns exemplos de materiais que podem ser reciclados:

  • Papel e papelão
  • Pneus
  • Água proveniente de processos industriais
  • Garrafas PET
  • Latas de alumínio
  • Vários tipos de metais: cobre, aço, chumbo, latão, zinco, entre outros.
  • Plástico
  • Tinta
  • Restos da construção civil
  • Restos de alimentos e partes dos mesmos que não foram aproveitadas
  • Óleo

A grosso modo, grande parte do lixo que é gerado, no campo ou nas cidades, pode ser reciclado e voltar novamente para a cadeia de consumo e uso.

ReduçãoEditar

ReutilizaçãoEditar

O problema do tratamento de água e esgotoEditar

A poluição é a liberação de substâncias químicas ou agentes contaminantes em um ambiente, prejudicando os ecossistemas biológicos ou os seres humanos.

Mesmo produtos relativamente benignos da atividade humana podem ser considerados poluentes, se eles precipitarem efeitos negativos posteriormente. Os óxidos de nitrogênio produzidos pela indústria, por exemplo, são freqüentemente citados como poluidores, embora a própria substância não seja prejudicial. Na verdade, é a energia solar (luz do Sol) que converte esses compostos em poluição.

Muitas vezes, depende-se do contexto para classificar um fenômeno como poluição ou não. Surtos descontrolados de algas e a resultante asfixia de lagos e baías são considerados poluição quando são alimentados por nutrientes vindos de dejetos industriais, agrícolas ou residenciais.

O exemplo do rio TietêEditar

O Rio Tietê é um rio brasileiro do Estado de São Paulo.

O Tietê percorre a Região Metropolitana de São Paulo e percorre 1100 quilômetros, até o município de Itapura, em sua foz no Rio Paraná, na divisa com o Mato Grosso do Sul.

Embora seja um dos rios mais importantes economicamente para o país, o Rio Tietê ficou tristemente conhecido pelos seus problemas ambientais, especialmente no trecho que banha a cidade de São Paulo.

Podemos levantar as causas da poluição do Rio Tietê, que coincide com a expansão da industrialização da cidade de São Paulo. E tal degradação do Rio Tietê coincide com a construção da Represa de Guarapiranga, pela Light, para geração de energia.

Embora esta decisão política tenha permitido uma grande expansão do parque industrial de São Paulo, ela inviabilizou o uso do Rio Tietê para o abastecimento da cidade. Isso retirou a vontade política do governo de gastar recursos em sua manutenção, o que aliado à crescente demanda (fruto da expansão econômica da cidade), degradou o rio a níveis intoleráveis.

A partir de 1992, após intensa pressão popular (a sociedade civil chegou a colher mais de um milhão de assinaturas: foi o maior abaixo-assinado já realizado no país), o governo estadual se comprometeu a a estabelecer um programa de despoluição. O Estado buscou recursos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento - o BID - e tem feito o maior projeto de recuperação ambiental do país.

No início do programa, o percentual de esgotos tratados em relação aos esgotos coletados não ultrapassava os 20% (na Região Metropolitana de São Paulo). Em 2004, esse percentual estava em 63% (incluindo tratamento primário e secundário). Espera-se que até o final do programa, esse índice alcance os 90%.

Por outro lado, é preciso lembrar que ao longo do rio, apenas 60% dos municípios da bacia possuem coleta de esgotos mas nenhum deles apresenta qualquer tipo de tratamento. Na Capital, região onde o rio está completamente poluído em uma extensão de 100 quilômetros, apenas 9 a 10% do total dos esgotos sofrem tratamento primário e secundário.

Além do tratamento de esgoto (com construção de ligações domiciliares, coletores-tronco, interceptadores e estações de tratamento de esgotos), o programa de despoluição do Tietê também foca no controle de efluentes das indústrias. De acordo com o governo estadual, mil e duzentas indústrias, correspondente a 90% da carga poluidora industrial lançada no rio Tietê, aderiram ao projeto e deixaram de lançar resíduos e toda espécie de contaminantes no curso d'água.

Desde o início do programa de despoluição em 1992, já foram gastos mais de US$ 1,5 bilhão de dólares.

Camada de ozônioEditar

As radiações eletromagnéticas emitidas pelo Sol trazem energia para a Terra, entre as quais a radiação infravermelha, a luz visível e radiação ultravioleta.

Grande parte da energia solar é absorvida e/ou refletida pela atmosfera; a camada do gás ozônio (O3), existente na estratosfera, é um eficiente filtro de raios ultravioleta, que estão presentes na luz solar. Se esta radiação chegasse em sua totalidade à superfície do planeta o esterilizaria.

Nas últimas décadas foi detectado o surgimento de um grande "buraco" na camada de ozônio, logo acima do polo sul; este buraco vem aumentando ano a ano, tendo chegado à extensão da América do Norte. A camada de ozônio também vem diminuindo acima do polo norte.

A consequência imediata da exposição prolongada à radiação UV é a degeneração celular que pode ocasionar câncer de pele nos seres humanos. Até o final da década de 1990, os casos de câncer de pele registrados tiveram um incremento de 1000% em relação à década de 1950.

Acredita-se que os maiores responsáveis pela destruição da camada de ozônio sejam os gases chamados de CFCs (clorofluorcarbonos), que eram utilizados para refrigeração, em aerossóis (sprays), e como matéria-prima na fabricação de isopor.

Durante anos os CFCs foram usados e liberados livremente na atmosfera do planeta Terra. Não se conheciam os danos que poderiam estar causando na alta atmosfera, pois eram gases considerados extremamente seguros e estáveis.

Ver tambémEditar