Literatura anglo-saxã/capitulo V

FuþorcEditar

Derivado do Futhark, o fuþorc (futhorc) evoluiu na Inglaterra embora tenha nascido na Frísia e passado pela Escandinávia. Assim seu ápice em numero de runas foi no norte das ilhas britânicas onde o Futhorc chegou a trinta e três runas, embora tenha se extinguido no resto da Inglaterra enquanto possuía vinte e nove runas. O conhecimento o a interpretação deste alfabeto foi importante para o entendimento de escritos anglo-saxões de séculos antes da adoção dos caracteres latinos, sendo assim uma chave para entender o mundo Germânico antigo, antes de grandes influências Romanas e Carolíngias. O Fuþorc nasceu no século VI , rodeou a Escandinávia e chegou as ilhas britânicas onde teve adições, de vinte e seis runas para vinte e nove, e depois de vinte e nove runas, para trinta e três.

Alfabeto de 29 runasEditar

A seguir uma breve transliteração das vinte e nove runas anglo-saxãs , algo preciso para o entendimento dos próximos capítulos que se tratarão da literatura Inglesa pré-cristã.


ᚠ feoh "riqueza" f [f],


ᚢ ur "auroques" u [u], [uː]


ᚦ nascido "espinho" þ, ð, th [θ], [ð]

ᚩ ós "[um] deus" ó


ᚱ rad "passeio" r


ᚳ cen "tocha" c [k], [kʲ]


ᚷ gyfu "presente" ȝ [ɡ], [j]


ᚹ wynn "alegria" w, ƿ [w]


ᚻ hægl "granizo" h [h], [x]


ᚾ nyd "aflição" n [n]


ᛁ is "gelo" i


ᛄ ger "ano, colheita" j , g


ᛇ eoh "yew" eo


ᛈ peorð (“desconhecido”) p [p]


ᛉ eolh "ataque de alce" x


ᛋ sigel "Sol" s [s], [z]


ᛏ Tiw "Tiw?" t [t]


ᛒ beorc "bétula" b [b]

ᛖ eh "cavalo" e


ᛗ mann "homem" m [m]

ᛚ lagu "lago" l [l]


ᛝ ing "Ing (um heroi)" ŋ


ᛟ éðel "fazenda, granja" œ


ᛞ dæg "dia" d [d]


ᚪ ac "carvalho" a


ᚫ æ /sc "fraxinus" æ [æ]


ᚣ yr "arco" y


ᛡ ior "enguia" ia, io


ᛠ ear "túmulo" ea

Poema RúnicoEditar

Uma das obras da literatura anglo-saxã que iremos abordar individualmente mais tarde, é um conhecido poema curto que descreve um significado mítico para cada runa , a comparando com os objetos já citados, como a runa Ac representar o carvalho: As mesmas analogias eram feitas em um poema que revela também que o uso mágico das runas entre os Escandinavos também era comum na Inglaterra anglo-saxã.