Livro de receitas/Aguardente Maria-Louca

Maria louca é uma aguardente fabricada em Casas de Detenções. Foi citada pela primeira vez no livro Estação Carandiru. [1] É produzida secretamente pelos presidiários.[2] A fabricação envolve elaborados processos de fermentação e destilação.[3]


ElaboraçãoEditar

ReceitaEditar

1- Encher de água até a metade uma vasilha para 10 litros. [nos Presídios e Casas de Detenções eles usavam uma privada limpa só para isso]

2- Colocar 2 quilos de arroz, açúcar, cascas de fruta, fermento, café ou cravo para dar gosto.

3- Depois de misturar bem, tampar por uns 10 dias para a mistura fermentar. Mexer dia sim, dia não.

4- Transferir o líquido para uma lata com um furo na parte de cima, encaixar ali uma serpentina de cobre e levar ao fogo.

5- O álcool do "vinho" evapora antes da água e deve ser resfriado na serpentina através de gotículas gotejantes,mas pode ser naturalmente.[3][4]

Referências

  1. Predefinição:Smallcaps, Drauzio Varella. Estação Carandiru (em pt-br). [São Paulo, Brazil]: Companhia das Letras, 1999. 368 p. ISBN 8571648972 Predefinição:OCLC
  2. Wainer, João (2010-10-05). Vixi, Maria! (em pt-BR). Vice. Página visitada em 2019-05-15.
  3. 3,0 3,1 Oficina do inferno (em pt-BR). Superinteressante. Página visitada em 2018-12-27.
  4. Alpha, Agronopolos Macho (2016-04-21). Destilando Maria Louca. The New Desativado Por Pouco Uso. Página visitada em 2018-12-27.