Packet Tracer/Interface Gráfica

Apresentação da Interface

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Para começar veja uma breve descrição das funcionalidades do software. A numeração se refere a esta imagem.

1- Barra de menu: Nessa barra encontramos as opções File, Edit, Options, View, Tools, Extensions e Help. E dentro das opções estão os comandos básicos Open, Save, Print, Preferences, além da funcionalidade Activity Wizard na opção Extensions.

2- Barra de Menu Principal: No menu principal estão os ícones de atalho dos comandos presentes nas opções File e Edit. São encontrados também opções de Zoom, a paleta de desenho (Palette), e o Device Templet Manager onde se pode criar um modelo de dispositivo. No canto esquerdo há duas funções que serão muito úteis durante o decorrer do aprendizado: Network Information onde poderemos fazer anotações relativas a descrições da rede e a função Contents que contém um tutorial completo das ferramentas do software.

3- Barra de Navegação e Área de Trabalho Lógica/Física: Nessa barra você poderá optar por criar sua topologia de rede em uma Área de Trabalho Física ou em uma Área de Trabalho Lógica.

  • A Área de Trabalho Lógica permite a navegação através de níveis de cluster por meio da barra de navegação; criar um único elemento contendo diversos objetos por meio do comando New Cluster; mover objetos com o comando Move Object; alem de outros comandos como Set Tiled Background utilizado para mudar o plano de fundo da área de trabalho, e o comando Viewport onde é possível visualizar numa janela uma miniatura da topologia.
  • A Área de Trabalho Física permite a navegação através de locais físicos; criar locais por meio dos comandos New City, New Building, New Closet; mover objetos com o comando Move Object; aplicar o efeito grade no plano de fundo com o comando Set Background; e ir para o Working Closet.

4- Área de Trabalho: Nessa área que você irá criar sua rede, fazer simulações e visualizar diversos tipos de informações e estatísticas.

5- Caixa de Seleção de Tipo de Dispositivo: Esta caixa contém os tipos de dispositivos e conexões disponíveis no Packet Tracer. A seleção do tipo específico de dispositivo mudará de acordo com o tipo de dispositivo escolhido.

6- Caixa de Seleção de Dispositivo Específico: Nessa caixa você escolherá mais especificamente qual modelo de dispositivo e quais conexões irão compor sua rede.

7- Janela de Pacote Criado pelo Usuário: Nessa janela você irá monitorar os pacotes colocados na rede durante as simulações de cenários. Veja a seção Modo de Simulação para mais detalhes.

8- Barra para o Modo de Simulação/Modo de Tempo Real: Você poderá optar entre o Modo de Tempo Real e o Modo de Simulação nessa barra de opções. Ela fornece botões como o Power Cycle Devices, as opções do Play Controls e a Event List, disponíveis no Modo de Simulação. Contém também um relógio que mostra um Tempo Relativo no Modo de Tempo Real e no Modo de Simulação.

9- Barra de Ferramentas Comuns: Essa barra está disponível para acessar as ferramentas mais utilizadas na área de trabalho do software: Select, Move Layout, Place Note (inserir notas na área de trabalho), Delete, Inspect (utilizado para verificar tabelas de um dispositivo, como exemplo a tabela ARP), Add Simple PDU (envia basicamente pacotes ICMP), e Add Complex PDU (envia pacotes diversos).

Áreas de Trabalho lógica e física

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No Packet Tracer você irá trabalhar com dois modelos de representação da rede: a Área de Trabalho Lógica e a Área de Trabalho Física.

  • A Área de Trabalho Lógica permite a construção da parte lógica da topologia de rede sem se preocupar com as instalações físicas do equipamento, com as variáveis limitadoras na transmissão de dados (a variável distância, por exemplo) e possíveis obstáculos entre os dispositivos sem fio.
  • A Área de Trabalho Física possibilita o manejamento de dispositivos entre cidades, edifícios e closets. Porém a distância e outros parâmetros físicos afetarão diretamente a performance da rede por causa de limitações dos enlaces, além de outras características atenuantes na transmissão de dados.

No Packet Tracer será construída primeiramente a rede lógica e então os dispositivos poderão ser remanejados fisicamente na Área de Trabalho Física posteriormente.

Área de trabalho lógica

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Na Área de Trabalho Lógica é onde será gasto maior parte do tempo construindo e configurando a rede. Para iniciar a construção da rede de forma otimizada, minimizando o tempo gasto, após ter em mente os recursos que serão utilizados para compor a mesma, é recomendado iniciar os seguintes passos:

OBS: Não se esqueça de salvar todas as configurações feitas nos dispositivos (Running Config para o Startup Config) indo na opção GLOBAL→SETTINGS→NVRAM→SAVE. Caso as configurações dos dispositivos não sejam salvas, ao se reiniciar os equipamentos elas serão perdidas.

  1. Escolha na Caixa de Componentes de Rede os dispositivos que serão utilizados e os coloque na área de trabalho na melhor disposição possível.
  2. Adicione módulos para instalar interfaces adicionais no equipamento quando necessário, acionando a função Physical Device View com clique sobre o equipamento desejado, tendo em vista que você já tem em mente as conexões que serão feitas posteriormente. Note que se deve desligar o equipamento (acionado o botão Power sobre o desenho do equipamento) antes de instalar o módulo (arrastando-o para um slot vazio).
  3. Faça as conexões entre os dispositivos selecionando os cabos apropriados na "Caixa de Componentes de Rede→Conexões", observando o tipo e quantidade de portas livres entre os nós.
  4. Configure os parâmetros dos dispositivos, por meio da interface gráfica dos equipamentos e/ou por meio do Sistema Operacional de Rede da Cisco (IOS) no caso de switches e roteadores, tais como: nome de host, endereço IP e variáveis da interface de rede. Não se esqueça de salvar as configurações em "Global→Settings".
  5. Para finalizar, faça as configurações avançadas dos dispositivos, faça as anotações relativas às configurações de redes aplicadas, e verifique os comandos na Interface de Comandos de Linha (CLI) dos switches e roteadores para fins de aprendizagem.

Área de trabalho física

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A Área de Trabalho Física tem o propósito de gerar uma sensação de dimensão espacial para a topologia de rede lógica, permitindo assim simular aspectos de uma rede real com limitações de enlace, disposição física dos equipamentos, alem de ter uma idéia melhor das diferenças entre WAN, MAN e LAN.

A Área de Trabalho Física é dividida em quatro elementos espaciais:

  1. Intercity (entre cidades; WAN): é o maior elemento do grupo sendo composto por duas ou mais cidades, utilizado para representar WANs.
  2. City (cidade, MAN até WAN): o elemento ‘cidade’ é composto por um ou mais edifícios, sendo utilizado geralmente para representar rede metropolitanas (MANs), podendo chegar a WAN dependendo do tamanho da cidade e sua diversidade de redes.
  3. Building (edifícios; LAN até MAN): o elemento ‘edifício’ é composto por racks ou mesas, podendo conter poucos ou diversos dispositivos de rede, representando geralmente LANs, podendo chegar a uma MAN se for uma empresa de grande porte contendo diversas construções e elementos de rede.
  4. Wiring Closets (Closets, mesas, racks, LAN): é o menor elemento do grupo, sendo composto pelos racks ou mesas onde ficam dispostos os dispositivos de rede que foram configurados na Área de Trabalho Lógica, representando redes locais (LAN).

Movendo objetos

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É possível mover os dispositivos entre cidades, edifícios e até mesmo entre closets. Para isso basta verificar em que cidade/edifício estão os dispositivos e ir até o closets onde os mesmos se encontram (verifique na figura abaixo que os dispositivos estão no closet da cidade de São Paulo).

Ao visualizar o dispositivo que será movido selecione o comando Move Object que esta marcado com a opção 1 na figura. Então clique sobre o dispositivo e veja as opções de lugares para os quais você poderá mover o dispositivo, sendo que essas opções começarão do maior elemento de espaço físico (entre cidades) para o menor (closet) respectivamente (veja as opções marcadas com 2, 3 e 4).

Dispositivos Wireless

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Os dispositivos sem fio na Área de Trabalho Física também ficam sob as regras das limitações impostas pelas variáveis de distância. Os Access Points somente podem estabelecer conexão com sistemas finais sem fio, se esses sistemas estiverem dentro da área delimitada pela abrangência do sinal dos mesmos, respeitando sempre as limitações físicas impostas pelo local. Sendo que essa área limitada pela abrangência do sinal será visualizada na Área de Trabalho Física como uma área mesclada, circular ou oval, em volta dos dispositivos que originam o sinal.

Veja na figura abaixo que a área com sinal fica em volta do closet onde foi fixado o Access Point e que a área abrangida pelo sinal depende da localização dos computadores, se o movermos para o centro da construção é possível toda a área da mesma fique dentro do limite do sinal.

Observações finais

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Limite dos Closets

Cada Closet pode ser composto por 3 racks, ou 3 mesas, ou 2 mesas e 1 rack, ou 2 racks e 1 mesa. Sistemas finais ficarão dispostos sobre as mesas e todos os outros dispositivos ficarão instalados nos racks. Se criarmos mais dispositivos na Área de Trabalho Lógica do que um único Closet possa agüentar, outro Closet será criado automaticamente no edifício padrão, se tornando o Closet padrão. Você ainda poderá acessar o Closet original, porém você terá que mover o ícone do novo Closet pela construção, para que os Closets não fiquem um sobrepondo o outro.

OBS: Ao criar objetos do tipo Cidade, Edifícios ou Closets deve-se mover o novo objeto pelo mapa para que ele não fique sobreposto sobre o objeto padrão original.

Deletando Objetos

Pode-se deletar por meio da Barra Comum de Ferramentas utilizando a ferramenta Delete os objetos Cidade, Edifícios e Closet. Se deletar um Closet de uma construção, os dispositivos que estavam dispostos no Closet serão remanejados para o chão da construção. E se deletar o edifício do elemento cidade, os dispositivos ficarão dispostos sobre as ruas da cidade.

Modo operacional em tempo real

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No Modo em Tempo Real o relógio situado no canto inferior esquerdo está sempre avançando, independentemente do modelo de protocolo utilizado estando trabalhando na rede ou não. As ações executadas na rede refletem imediatamente como se fossem equipamentos reais, permitindo dados estatísticos mais precisos e serviços que retornam resposta informando o tempo. Nesse modo que faremos uso da ferramenta Add Simple PDU, que é muito útil para execução de testes simples de comunicação (pacotes ICMP), e visualizaremos os resultados desses testes por meio da Janela de Pacote Criado pelo Usuário, situada no canto inferior direito do Packet Tracer.

Inspecionando os dispositivos

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Através da ferramenta Inspect Tool (Ferramenta de Inspeção) é possível verificar as tabelas criadas pelos dispositivos de rede, que ficam se atualizando constantemente, durante a construção da topologia.

Para visualizar as tabelas de um roteador basta escolher a Ferramenta de Inspeção, e então selecionar o dispositivo que se deseja visualizar as informações, conforme exemplo da figura abaixo:

Veja que é possível visualizar a Tabela de Roteamento, a Tabela ARP, e a Tabela NAT do roteador acima utilizando a ferramenta. No entanto, é possível também visualizar diversas informações do dispositivo apenas posicionando o cursor do mouse sobre o mesmo, sendo essas informações relativas ao Status das Portas, IP Address das interfaces de rede, MAC Address, Hostname, Gateway, Localização Física e etc.

Enviando simples PDU

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Apesar do Modo de Simulação disponibilizar envio de PDU de maneira mais detalhada, a maneira mais fácil e rápida para executar simples testes de Ping é por meio da ferramenta ‘Add Simple PDU’ no Modo de Tempo Real. Apesar de não ser possível visualizar os pacotes tramitando lentamente entre os dispositivos como no Modo de Simulação, utilizando a ferramenta Add Simple PDU, os resultados dos pacotes serão demonstrados na ‘Janela de Pacote Criado pelo Usuário’ conforme no exemplo (Successful 1 e 2) da figura abaixo.

Enviando PDUs complexos

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Caso o usuário queira fazer simulações mais complexas que simples ‘Pings’, ele pode utilizar para isso a ferramenta ‘Add Complex PDU’ disponível na Barra de Ferramentas Comuns. Essa ferramenta funciona do mesmo modo que a ferramenta ‘Add Simple PDU’, ou seja, basta selecionar o botão ‘Add Complex PDU’ e escolher o host de origem e de destino. Porem, ao selecionar o host que irá originar o pacote, surgirá uma janela que deverá ter seus campos preenchidos e o tipo de pacote que será enviado selecionado. Observe os status do processo do pacote na ‘Janela de Pacote Criado pelo Usuário’.

Power Cycle Devices

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O botão ‘Power Cycle Devices’ está disponível tanto no Modo de Tempo Real como no Modo de Simulação e permite o desligamento e o ligamento de todos os dispositivos de uma vez ao ser acionado. É utilizado geralmente para limpar todos os eventos de uma simulação ou para limpar a configuração não salva de dispositivos configurados. Por isso é muito importante salvar as configurações dos dispositivos (Global > Settings > NVRAM > Save) para que não sejam perdidas as configurações feitas ao acionar o botão Power Cycle Devices ou ao fechar o programa.

Modo Simulação

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No Modo de Simulação é possível visualizar com precisão as rotas tomadas pelos pacotes, que tem seu tempo marcado a cada dispositivo, alem de obter diversas informações relativas aos pacotes envolvidos durante a transmissão e disponibilizar filtros para captura de tipos específicos de pacotes.

Nesse modo também se pode fazer uso da ferramenta ‘Add Simple PDU’, porém é preciso fazer uso de ferramentas auxiliares que serão mostradas a seguir.

Ao escolher os dispositivos que trocarão pacotes ICMP ou qualquer outro tipo de pacote, deve-se pressionar o botão ‘Auto Capture/Play’ para visualizar o pacote tramitando do host de origem até o host de destino automaticamente, ou pressionar o botão ‘Capture/Forward’ para visualizar o pacote tramitando um dispositivo por vez a cada vez que for acionado, ambos estão disponíveis na Barra de Simulação.

Se o botão Auto Capture/Play for selecionado o pacote será enviado da origem ao destino ininterruptamente, logo se for preciso interromper a execução desse processo, deve-se pressionar novamente o botão.

Se o botão Capture/Forward for o escolhido, o mesmo deve ser pressionado a cada dispositivo intermediário entre o host de origem e host de destino, pois o pacote irá parar em cada um deles. Contudo, ao utilizar esse botão, será possível desfazer/voltar uma ação quando for necessário, utilizando para isso o botão ‘Back’.

Na janela do ‘Event List’ pode-se visualizar detalhadamente a captura dos pacotes que estão sendo transmitidos na rede. Nessa janela estão disponíveis os seguintes campos: Visible (indica com o ícone de um olho em qual momento exato está o processo de simulação), Time (em segundos), Last Device (host que está transmitindo o pacote), At Device (host de destino do pacote), Type (tipo do pacote), Info (informação detalhada sobre o pacote).

Note que durante a execução de uma simulação, aparecem pacotes diferentes do especificado por você, isso ocorre porque há diversos pacotes que são originados pelos dispositivos da rede e outros serviços que agem de forma independente, porem há como filtrar os tipos de pacotes que serão visualizados nessa janela. Para isso utilize o botão ‘Edit Filters’ disponível no canto inferior da área do Event List.

No botão ‘Edit Filters’ da figura acima, pode-se fazer filtros da maneira desejada e até mesmo criar filtros ACL (Access Control List) para controlar o trafego de determinados tipos de pacotes, permitindo ou negando a transmissão dos mesmos.

Gerenciando os cenários de simulação

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Já verificamos como utilizar a Janela de Pacote Criado pelo Usuário (User Created Packet Window – UCPW) para monitorar os pacotes ICMP criados pela ferramenta Add Simple PDU. É possível criar diversos cenários diferentes, criando em cada um deles um conjunto diferente de pacotes a serem enviados num tempo especifico. Quando você muda para o Modo de Simulação o cenário padrão que é informado é o cenário 0, sendo possível criar mais cenários por meio do botão ‘New’ e inserir uma descrição para cada um deles, utilizando para isso o ícone com o ‘I’ (Scenario Description) disposto ao lado do nome do cenário.

Ao reiniciar simulações em um determinado cenário, as simulações dos cenários anteriores continuarão em exibição. Para limpar a lista, selecione na lista de pacotes um dos pacotes que estão em exibição e então utilize o botão ‘Delete’ para excluí-los.

Informações nas camadas do modelo OSI

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Ao fazer uma simulação, pode-se clicar sobre o ícone do pacote que esta transitando na rede a fim de obter informações sobre o mesmo nas diferentes camadas do modelo OSI que ele passou. Na janela ‘PDU Information’ estão disponíveis informações detalhadas relativas a cada camada que o pacote foi processado, inclusive detalhes a cerca do formato do pacote e sua composição em cada uma dessas camadas, tanto no momento que o pacote foi recebido (Inbound PDU Details) quanto no momento em que ele foi enviado (Outbound PDU Details).

Challenge mode

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Enquanto estiver visualizando a janela ‘PDU Information’, é possível testar seus conhecimentos sobre os processos relativos à transmissão do pacote entre os dispositivos, nas camadas do modelo OSI, por meio do botão ‘Challenge Mode’. Para isso basta selecionar uma das camadas pelo qual o pacote passou e selecionar o botão Challenge Mode, então surgirá uma pergunta de múltipla escolha relativa à opção escolhida. Após escolher uma das respostas, utilize o botão Previous Layer e Next Layer para responder corretamente ou voltar para outra opção. Se precisar de alguma ajuda selecione o botão ‘Hint’.