Reis e Rainhas da Inglaterra /A Casa de Saxe-Coburg-Gotha

Edward VII (1901-1910)Editar

Edward VII nasceu no Palácio de Buckingham em 9 de novembro de 1841. Seus pais eram a Rainha Victoria e o Príncipe Albert.

Edward VII foi Rei do Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda, Rei dos Domínios do Império Britânico e Imperador da Índia desde 22 de janeiro de 1901 até sua morte em 6 de maio de 1910. Ele foi o primeiro monarca da Casa de Saxe-Coburg-Gotha.

Apesar de seu título ser “Rei Edward” ele era chamado, em família de Bertie uma vez que seu primeiro nome era Albert.

 
Edward VII

InícioEditar

A Rainha Victoria e o Príncipe Albert desejavam que seu filho mais velho tivesse uma educação que o preparasse para ser um modelo de monarca constitucionalista. Aos sete anos, Bertie começou um rigoroso programa educacional preparado pelo Príncipe Consorte. No entanto ele não era um bom estudante, mas tinha outros talentos, tinha tato e tinha charme.

Edward desejava seguir carreira no Exército Britânico, mas não foi aceito porque era herdeiro do trono, embora tenha servido brevemente nos Granadeiros em 1861. Quando jovem ele teve a reputação de ser playboy.

CasamentoEditar

Quando ficou viúva, a Rainha Victoria se retirou da vida pública, mas arranjou o casamento de seu filho com a Princesa Alexandra da Dinamarca, a bela filha mais velha do Rei Christian IX da Dinamarca.

Os noivos se casaram no dia 10 de março de 1863. Edward manteve amantes durante todo seu casamento.

Herdeiro AparenteEditar

Durante a viuvez de Victoria, Edward representou seu pai em ocasiões oficiais, mas Victoria não permitiu que ele tivesse um papel ativo no governo. Muitos incidentes, inclusive um caso notório de divorcio, fizeram com que ele fosse mal visto e tido como despreparado para ser futuro monarca. Ele era famoso por seu gosto pelo jogo e por esportes de aventura. Mas, Edward era também patrono das artes e ciências e ajudou a fundar o Royal College of Music.

ReinadoEditar

Quando a Rainha Victoria faleceu em 22 de janeiro de 1901, Bertie estava com 59 anos e se tornou Rei, Edward VII e a Rainha Alexandra foram coroados na Abadia de Westminster em 9 de agosto de 1902.

Sua coroação deveria ter sido em 26 de junho, mas dois dias antes, Edward teve apendicite. Portanto ele teve que se submeter a uma cirurgia para salvar sua vida.

Duas semanas mais tarde foi anunciado que o Rei estava fora de perigo.

Como Rei, os principais interesses de Edward repousavam na política externa e nos campos militar e naval. Fluente em francês e alemão, ele fez inúmeras visitas a outros países.

Uma das mais importantes foi uma visita oficial à França na primavera de 1903 como convidado do Presidente Émile Loubet.

Essa visita ajudou a criar a Entente Cordiale Anglo Francesa, que foi um acordo informal para decidir sobre os territórios britânicos e franceses, que eram colônias no norte da África, de modo a evitar futuras guerras entre os dois países.

Edward VII, era relacionado, principalmente pelo lado de sua mãe e de seu sogro, com praticamente todos os outros monarcas europeus e ficou conhecido como o Tio da Europa.

O Imperador Alemão Wilhelm II, o Tsar Nicholas II da Russia, o Rei Alphonso XIII da Espanha e Carl Eduard, Duque de Saxe-Coburg-Gotha eram sobrinhos de Edward. O Rei Haakon VII da Noruega era seu genro e sobrinho pelo casamento. O Rei George I da Grécia e o Rei Frederico VIII da Dinamarca eram seus cunhados. O Rei Albert I da Bélgica, o Rei Manuel II de Portugal, o Rei Ferdinand da Bulgaria, a Rainha Wilhelmina da Holanda e o Príncipe Ernst August, Duque de Brunswick-Lüneburg, eram seus primos.

Em seu último ano de vida, Edward foi envolvido numa crise constitucional quando a maioria Conservadora da Câmara dos Lordes se recusou a aprovar o Orçamento Popular proposto pelo governo Liberal do Primeiro Ministro Herbert Henry Asquith.

O Rei faleceu antes da vitória Liberal nas eleições gerais de 1910, que resolveu a questão, mas, ele havia dito a Asquith que daria novos títulos para membros da Câmara dos Lordes, se precisasse, para aprovar o Orçamento.

MorteEditar

Edward morreu de um ataque cardíaco causado pela bronquite em 6 de maio de 1910. Ele foi sucedido pelo seu filho mais velho ainda vivo, que se tornou George V.


George V (1910-1936)Editar

George V nasceu em Marlborough House em 3 de junho de 1865. Seus pais eram Edward VII e a Rainha Alexandra.

Ele foi Rei do Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda, Rei dos Domínios do Império Britânico e Imperador da Índia de 6 de maio de 1910 até sua morte em 20 de janeiro de 1936.

 
George V


InícioEditar

Sendo o filho mais novo do Príncipe de Gales (que era Edward VII) ninguém esperava que ele se tornasse rei.

No entanto, como George nasceu apenas quinze meses após seu irmão, o Príncipe Albert Victor, os dois príncipes foram educados juntos.

Uma vez que era esperado que o Príncipe Albert Victor se tornasse rei, ambos os irmãos tiveram um programa educacional rigoroso embora nenhum dos dois fosse bem nos estudos.

Mais tarde os irmãos reais serviram na marinha como cadetes no HMS Bacchante. Eles conheceram o Império Britânico, visitando as colônias na Austrália e no Oriente e também fizeram tatuagens no Japão.

Quando retornaram ao Reino Unido, os irmãos foram separados, George se engajou na Marinha Real e Albert Victor foi para o Trinity College, Cambridge.

George serviu na marinha até 1891. Ele viajou pelo mundo e visitou muitas possessões do Império Britânico. Também fez várias tatuagens e quando foi para casa, na Inglaterra, levou um papagaio.

CasamentoEditar

Em 1891, o Príncipe Albert Victor ficou noivo de uma prima distante, Princesa Victoria Mary of Teck (sempre chamada de May) a única filha do Príncipe Francis Duque of Teck e da Princesa Mary Adelaide of Cambridge.

No entanto, Albert Victor morreu de pneumonia seis semanas mais tarde deixando George, segundo na linha de sucessão para assumir o trono.

A Rainha Victoria ainda preferia a Princesa May para casar com o futuro Rei, então persuadiu George a pedi-la em casamento, o que May aceitou. Embora fosse um casamento arranjado, George e May tiveram uma união muito bem sucedida, e diferentemente de seu pai, George parece que não teve amantes.

Eles casaram no dia 6 de julho de 1893, e tiveram seis filhos no total. David e Bertie foram os dois primeiros. Depois vieram Mary, Henry, George e John.

Os dois primeiros foram mais tarde o Rei Edward VIII e o Rei George VI respectivamente.

O tempo antes de se tornar ReiEditar

Em 1892 a Rainha Victoria fez de George Duque de York.

Como Duque e Duquesa de York, George e May eram obrigados a uma série de responsabilidades públicas. Em 1900, eles viajaram através do Império Britânico, visitando a Austrália, onde o Duque abriu a primeira sessão do Parlamento Australiano com a criação da Commonwealth da Austrália.

Em 1901, a Rainha Victoria faleceu e George se tornou o próximo da linha de sucessão ao trono. Seu pai Edward VII, fez dele Príncipe de Gales mais tarde nesse mesmo ano.

Ao contrário da Rainha Victoria, que excluiu Edward dos negócios de Estado, George teve acesso a todos os documentos. Ele os lia, em geral, com sua esposa a Princesa May, que era mais esperta do que ele. May também ajudava a escrever os discursos de seu marido.

ReinadoEditar

Em 6 de maio de 1910 o Rei Edward VII faleceu e George se tornou George V, a Princesa May se tornou Rainha Mary.

Em 11 de dezembro de 1911, o Rei e a Rainha viajaram para Índia para a Delhi Durbar, que seria a Corte de Delhi, onde foram apresentados aos dignitários e príncipes como o Imperador e Imperatriz da Índia.

George usou a recém criada Coroa Imperial da Índia na cerimônia . Mais tarde o Imperador e a Imperatriz viajaram através da Índia visitando seus novos domínios.

Como Rei e Rainha, George e Mary acompanharam a Grã Bretanha através da I Guerra Mundial. Essa guerra foi travada contra a Alemanha, entre outros, e foi uma fase difícil para a Família Real, uma vez que tinham muitos parentes alemães.

Em 17 de julho de 1917 ele trocou o nome da Casa Real Britânica, que era Casa de Saxe-Coburg-Gotha e soava muito alemão, para Casa de Windsor. Ele também renunciou ao uso de todos os títulos alemães para seus parentes britânicos.


FalecimentoEditar

A I Guerra Mundial abateu muito a saúde de George, que foi piorando com rapidez. Ele sempre teve pulmões fracos e não parava de fumar.

A doença o levou a se tratar à beira mar, em Bognor Regis em Sussex, onde a Rainha Mary cuidava na sua recuperação (no entanto, é dito que as últimas palavras do Rei, ao saber que logo estaria bem o bastante para voltar a Bognor Regis foram “dane-se Bognor!”)

Ele viveu para ver o Jubileu de Prata de seu reinado em 1935, época em que ele se tornou um rei bem amado. George faleceu em 20 de janeiro de 1936 em Sandringham House em Norfolk e foi sepultado na Capela St. George, no Castelo de Windsor.

É dito que sua morte foi apressada por uma injeção de cocaína e morfina, aplicada pelo médico, para que ele não sofresse muito e para que o falecimento se desse por volta de meia noite, de modo que sua morte pudesse ser anunciada pela manhã nos jornais.