Reis e Rainhas da Inglaterra /Os Tudors


Henrique VII (Henry VII (1485-1509)Editar

 
Henrique VII


Henrique VII, também conhecido como Henrique Tudor, nasceu no Castelo Pembroke em 28 de janeiro de 1457.

Ele foi Rei da Inglaterra e Lorde da Irlanda de 22 de agosto de 1485 até sua morte em 21 de abril de 1509. Ele foi o fundador da Casa dos Tudor. Henrique VII foi também o único filho de Edmundo Tudor, que morreu dois meses antes de Henrique nascer. Ele passou a maior parte de sua juventude com seu tio, Jasper Tudor.

Quando Eduardo IV recuperou o trono em 1471, Henrique VII foi forçado a fugir para a Bretanha, onde passou a maior parte dos quatorze anos seguintes. Depois que a revolta de seu segundo primo falhou em 1483, Henrique VII se tornou o mais cotado para o trono da Inglaterra, pelo menos pelo lado dos Lancaster.

Com o apoio dos franceses, Henrique tentou aportar na Inglaterra mas não teve sucesso, teve que bater em retirada ao encontrar o exército de Ricardo III na costa de Dorset.

Depois dessa tentativa falha, Henrique ganhou o apoio dos sogros do falecido Rei da Casa de York, Eduardo IV e retornou à Inglaterra com um exército acrescido dos franceses e escoceses, em Pembrokeshire, e marchou através da Inglaterra com seu tio, Jasper Tudor e com o experiente Conde de Oxford.



As forças de Henrique derrotaram de maneira decisiva os Yorkistas na Batalha de Bosworth Field em 22 de agosto de 1485, quando vários dos aliados mais importantes de Ricardo mudaram de lado e abandonaram o campo de batalha. O próprio Ricardo III morreu na batalha.

Foi assim que efetivamente acabou a Guerra das Rosas, que parecia interminável, embora essa não tenha sido a batalha final.

Henrique então tinha que estabelecer seu papel. Sua própria pretensão ao trono era limitada, e havia um bom número de falsos reclamantes, ou pretendentes ao trono.

O principal deles era Perkin Warbeck, que dizia ser Ricardo, Duque de York, o mais jovem dos Príncipes da Torre. Esses pretendentes estavam sendo instruídos por nobres descontentes.

No entanto, Henrique conseguiu ser bem sucedido em assegurar para si, a coroa. Ele também reforçou sua posição casando com Elizabeth de York, filha e herdeira de Eduardo IV.

Política como ReiEditar

Henrique VII restaurou o dinheiro do Tesouro Nacional, usando mecanismos de taxação duros mas eficientes. Ele era apoiado por seu chanceler, Arcebispo John Morton, cuja política monetária que ficou conhecida como Morton's Fork era a certeza de que os nobres pagariam mais impostos.

Morton's Fork assim se referia aos nobres: aquele que vive frugalmente deve estar poupando bastante e portanto pode dar mais dinheiro ao Rei, aquele que gasta livremente deve ter muito dinheiro sobrando e pode perfeitamente doá-lo generosamente ao Rei.

Na época de sua morte, Henrique havia acumulado uma fortuna pessoal de um milhão e meio de libras.

Assim que acertou seus problemas com os franceses, Henrique VII fez uma aliança com a Espanha, casando seu filho Arthur Tudor com Catarina de Aragão.

Também fez uma aliança com a Escócia casando sua filha, Margaret com o Rei James IV da Escócia. Fez também uma aliança com o Sacro Império Romano, sob o imperador Maximiliano I.

Henrique ficou conhecido por reiniciar o Court of Star Chamber. Isto revivia uma antiga prática que era, usar um pequeno grupo confiável de pessoas, o Conselho Privado como um tribunal para fazer julgamentos sumários. Eram decisões rápidas e sem burocracia para disputas sérias que envolvessem o uso do poder pessoal e ameaças à autoridade do Rei, todas eram resolvidas por essa Corte.


Últimos AnosEditar

Em 1502, o herdeiro de Henrique, Arthur faleceu. A esposa de Henrique morreu de complicações do parto poucos meses depois.

Henrique pediu permissão ao Papa para casar seu segundo filho, também chamado Henrique com Catarina de Aragão, para ajudá-lo a manter sua aliança com a Espanha. O Papa concordou , mas Henrique mudou de ideia e o casamento não aconteceu durante a vida de Henrique VII.

No entanto Henrique VII fez alguns planos para voltar a se casar e ter mais herdeiros mas isso não deu em nada. Com sua morte em 1509, ele foi sucedido por seu segundo e mais famoso filho, Henrique VIII.

Henrique VII foi sepultado na Abadia de Westminster.

Henrique VIII (Henry VIII) (1509-1547)Editar

 
Henrique VIII

Henrique VIII, nasceu no Palácio de Placentia em Greenwich no dia 28 de junho de 1491.

Henrique VIII foi o terceiro filho de Henrique VII e de Elizabeth de York. Apenas três dos filhos de Henrique VII, Arthur, Margareth e Mary sobreviveram à infância.

Em 1493, o jovem Henrique foi nomeado Condestável do Castelo de Dover e Lorde Guardião dos Cinco Portos. Em 1494, ele recebeu o título de Duque de York . Mais tarde foi nomeado Conde Marechal da Inglaterra e Lorde Tenente da Irlanda embora estivesse com apenas três anos.

Quando seu irmão Arthur morreu em 1502, Henrique se tornou o próximo herdeiro ao trono e logo depois, foi apontado Príncipe de Gales. Quando seu pai faleceu em 1509, Henrique se tornou Rei da Inglaterra e Lorde (mais tarde Rei) da Irlanda, posições que ele manteve até sua morte em 28 de janeiro de 1547.

Henrique é famoso por ter se casado seis vezes e por ter sido mais poderoso do que qualquer outro monarca britânico.

Eventos notáveis em seu reinado, incluem a ruptura com a Igreja Católica Romana e o subsequente estabelecimento da independência da Igreja da Inglaterra, a Dissolução dos Monastérios e a união entre a Inglaterra e Gales.

Ele é conhecido por ter sido um ávido jogador de dados. Durante a juventude ele se destacou nos esportes, especialmente nas justas, caçadas e tênis. Ele também foi um bom músico, autor e poeta. Henrique também se envolveu na construção e na recuperação de diversos prédios importantes, inclusive da Abadia de Westminster.

Início do ReinadoEditar

O pai de Henrique já o havia prevenido com relação ao casamento com Catarina de Aragão. No entanto, o Rei Fernando II de Aragão estava ansioso para que o casamento ocorresse logo, e Henrique VIII então casou com Catarina de Aragão, nove semanas após ter subido ao trono.

A primeira gravidez da Rainha Catarina, terminou com um aborto espontâneo em 1510. Depois ela deu à luz um filho, Henrique em 1 de janeiro de 1511, mas ele viveu apenas até 22 de fevereiro. Ela ainda teve uma criança que viveu muito pouco e um natimorto. Então, em 1516, a Rainha Catarina teve uma menina, Mary, que sobreviveu até se tornar adulta e se tornou mais tarde Rainha Mary I.

A Grande Questão do ReiEditar

A subida ao trono de Henrique VIII foi a princípio, a mais pacífica que a Inglaterra vivia após muitos anos.

Mas o povo inglês não confiava em mulheres governantes, e Henrique sentiu que só um herdeiro homem poderia manter seu trono. Embora a Rainha Catarina tivesse ficado grávida por sete vezes (a última foi em 1518), apenas uma criança, a Princesa Mary, havia sobrevivido à infância. Em 1526, quando ficou claro que a Rainha Catarina não poderia ter mais filhos, Henrique ficou determinado a se divorciar de Catarina, até porque ele se achava muito apaixonado por Ana Bolena.

Os incontáveis esforços para dar um fim ao seu casamento com a Rainha Catarina se tornaram conhecidos como A Grande Questão do Rei. O Cardeal Wolsey e William Warham começaram, discretamente, a argumentar sobre a validade do casamento de Henrique. A Rainha Catarina porém, atestou que seu casamento com Arthur, Príncipe de Gales nunca havia sido consumado, e portanto não havia nenhum impedimento para seu casamento com Henrique. A investigação portanto não pode continuar e foi abandonada.

Sem informar ao Cardeal Wolsey, Henrique apelou diretamente para o Papa Clemente VII, que não concordou em anular o casamento.

Foram feitas outras tentativas de persuadir o Papa para que ele consentisse. Afinal Henrique demitiu Wolsey e colocou em seu lugar outros homens da igreja, que estavam em papéis-chave do governo ao lado dos leigos.

O poder passou a pertencer a Sir Thomas More (o novo Lorde Chanceler), Thomas Cranmer (Arcebispo de Canterbury) e Thomas Cromwell, 1º Conde de Essex (Secretário de Estado).

Em 25 de janeiro de 1533, Cranmer participou do casamento de Henrique e Ana Bolena. Em maio, Cranmer proferiu que o casamento de Henrique com Catarina era sem valor e logo depois declarou o casamento com Ana Bolena válido.

A Princesa Mary foi julgada ilegítima e foi substituída como herdeira presuntiva do trono, pela nova filha da Rainha Ana, a Princesa Elizabeth. (Ambas eram herdeiras presuntivas, porque no caso do nascimento de um irmão – um herdeiro masculino- seria ele a herdar o trono e a sua irmã ficaria em segundo lugar).

Catarina perdeu o título de Rainha, se tornando a Princesa Viúva de Gales; Mary não era mais uma Princesa, apenas uma Lady.

Sir Thomas More, que deixou o cargo em 1532, aceitou a decisão do Parlamento de tornar Ana, Rainha, mas se recusou a aceitar sua autoridade religiosa. Ele insistia no fato de que o Papa permanecia no comando da Igreja. Isso resultou em que ele foi acusado de alta traição, e degolado em 1535. Pela igreja, ele foi visto como um mártir e a Igreja Católica o tornou santo.

Revolta ReligiosaEditar

A resposta do Papa a esses eventos, foi a excomunhão de Henrique em julho de 1533.

A isso se seguiu a revolta religiosa. Instigado por Thomas Cromwell, o Parlamento aprovou diversos Decretos que selavam as decisões do Rei até vedar a apelação à Roma, na primavera de 1534 (isso significava que o divórcio na Inglaterra podia ocorrer sem a necessidade da permissão do Papa).

O Parlamento validou o casamento entre Henrique e Ana com o Decreto de Sucessão de 1534. Qualquer oposição à política religiosa de Henrique foi rapidamente suprimida.

Vários monges descontentes foram torturados e executados. Cromwell, para quem foi criado o posto de Legatário Espiritual, e Vigário Geral, foi autorizado a visitar os mosteiros. Foi anunciado que a visita era para se certificar de que todos seguiam as instruções do rei mas na verdade, era para tomar posse de suas riquezas.

 
Ana de Cleves por Hans Holbein

Em 1536, um Decreto do Parlamento permitia que Henrique tomasse posse dos monastérios menores (aqueles com renda anual de 200 libras ou menos).

Em 1536, a Rainha Ana começou a perder o interesse de Henrique. Após o nascimento da Princesa Elizabeth, a Rainha Ana teve duas gravidezes que terminaram em abortos espontâneos ou natimortos.

Henrique VIII no entanto, já estava interessado em outra dama de sua corte, Jane Seymour.

Para se livrar de Ana, Henrique mandou prendê-la sob as acusações de ter usado bruxaria para levá-lo ao casamento, ter tido relações adúlteras com outros cinco homens, incesto com seu irmão, lançar injúrias sobre o Rei e conspirar para matá-lo, tudo isso era traição.

As acusações eram basicamente falsas. A corte para julgar o caso era presidida pelo próprio tio de Ana. Em maio de 1536, a Corte condenou Ana e seu irmão a morte, as opções eram queimar na fogueira ou decapitação, o que o Rei preferisse. Os outros quatro homens com quem alegaram que Ana havia se envolvido, foram sentenciados a serem enforcados e esquartejados.

O irmão de Ana foi decapitado logo após o julgamento e os outros quatro tiveram a sentença reduzida à decapitação.

Apenas poucos dias após a execução de Ana em 1536, Henrique casou com Jane Seymour.

O Decreto de Sucessão de 1536 declarou que os filhos de Henrique com a Rainha Jane seriam os próximos na linha de sucessão, e declarava ilegítimas, ambas as filhas, Lady Mary e Lady Elizabeth, com isso as excluindo da sucessão.

Ao Rei era dado o poder de determinar a linha de sucessão conforme seu desejo.

Jane deu à luz um filho, Eduardo, em 1537 e morreu duas semanas depois. Após a morte de Jane, toda a corte ficou de luto com Henrique por algum tempo.

Henrique a considerava como sua verdadeira esposa, sendo a única que lhe deu o filho varão que ele tão desesperadamente buscava. Na mesma época de seu casamento com Jane Seymour, Henrique concordou com os Atos das Leis em Gales, em 1535, que, legalmente anexavam o País de Gales à Inglaterra, formando assim uma única nação.

Henrique também continuou com a perseguição aos seus oponentes religiosos. Em 1536 uma revolta, conhecida como Peregrinação da Graça estourou no norte da Inglaterra. Henrique concordou que o Parlamento ouvisse suas queixas e concordou em garantir um perdão geral a todos os envolvidos.

Ele não manteve nenhuma das promessas, então uma segunda revolta ocorreu em 1537. Como resultado, os líderes da rebelião foram condenados por traição e executados. Em 1538, Henrique sancionou a destruição dos templos dos Santos da Igreja Católica. Em 1539 os monastérios remanescentes na Inglaterra foram todos dissolvidos e suas propriedades foram transferidas para a Coroa.

Últimos AnosEditar

O único filho homem de Henrique que sobreviveu, não era uma criança saudável. Portanto, Henrique queria casar novamente para garantir que um filho homem pudesse sucedê-lo.

Thomas Cromwell sugeriu Ana de Cleves, a irmã do Duque Protestante de Cleves, que era visto como um importante aliado no caso da Igreja Católica Romana atacar a Inglaterra.

Hans Holbein, o Jovem, foi enviado à Cleves para pintar um retrato de Ana para o Rei. Depois de ver o retrato elogioso e de ouvir de seus cortesãos, uma descrição complementar de Ana, Henrique concordou em casar com ela.

Quando Ana chegou à Inglaterra, contam que Henrique achou a moça muito sem graça, chamando-a de "Flanders Mare" (Mare significa égua e talvez ele tenha achado que Ana parecia um cavalo belga apreciado nas guerras pelo seu tamanho enorme e força bruta).

Na pintura, ela não mostra os sinais de varíola que cobriam seu rosto.

Mesmo assim, Henrique casou com ela em 6 de janeiro de 1540. Mas logo, logo, Henrique quis dar fim no casamento, não apenas por causa de seus sentimentos pessoais mas por causa de considerações políticas.

O Duque de Cleves se envolveu numa disputa com o Imperador do Sacro Império Romano com quem Henrique não tinha a mínima vontade de discutir. A Rainha Ana não tentou evitar que Henrique conseguisse uma anulação. Ela atestou que seu casamento nunca foi consumado. O casamento logo foi anulado, pouco menos de seis meses após começar, com a desculpa que Ana já tinha sido escolhida previamente para casar com outro nobre europeu.

 
Henrique VIII por Holbein

Ela recebeu o título de “Irmã do Rei”, e recebeu Hever Castle, que foi residência da família de Ana Bolena, e eventualmente sobreviveu tanto a Henrique como às suas duas últimas esposas.

Thomas Cromwell no entanto, perdeu os favores de Henrique por causa de seu papel no arranjo do casamento e mais tarde foi decapitado.

Em 28 de julho de 1540 (no mesmo dia em que Cromwell foi executado) Henrique casou com a jovem Catherine Howard, prima em primeiro grau de Ana Bolena.

Logo após o casamento, no entanto, a Rainha Catherine foi acusada de ter cometido adultério contra Henrique. Um Decreto do Parlamento a condenou a morte. Seu casamento foi anulado pouco antes da execução, que foi em 13 de fevereiro de 1542. Ela tinha apenas 18 anos.

Henrique casou com sua última esposa, a rica viúva Catherine Parr, em 1543. Ela discutiu com Henrique sobre religião; ela era protestante, mas Henrique permanecia católico.

Ela ajudou Henrique a a se reconciliar com suas duas filhas, Lady Mary e Lady Elizabeth.

Em 1544, um Decreto do Parlamento as recolocou na linha de sucessão após Eduardo, embora elas ainda fossem ditas ilegítimas. O mesmo Decreto permitia a Henrique determinar a sucessão ao trono conforme a vontade do Rei.

Uma frase para lembrar o destino das esposas de Henrique é: “divorciada, decapitada, morta, divorciada, decapitada, sobrevivente.”

Morte e SucessãoEditar

Quando bem mais velho, Henrique ficou muito obeso, sua cintura media 1,37 cms. e possivelmente ele sofria de gota.

O fato de Henrique engordar dessa maneira datava de um acidente numa justa em 1536. Ele sofreu uma ferida na coxa que não apenas o impedia de fazer exercícios, como gradualmente se tornou infeccionada e, provavelmente foi uma causa indireta de sua morte, que ocorreu no Palácio de Whitehall em 28 de janeiro de 1547

Henrique VIII foi sepultado na Capela St. George no Castelo de Windsor, próximo de sua esposa Jane Seymour.

Quem o sucedeu foi seu filho Eduardo, mas dentro de uma década após sua morte, todos os seus três filhos sentaram no trono da Inglaterra.


Eduardo VI (Edward VI) (1547-1553)Editar

 
Eduardo VI

Eduardo VI nasceu no Palácio de Placentia em Greenwich em 12 de outubro de 1537.

Ele era filho de Henrique VIII com Jane Seymour.

Ele foi Rei da Inglaterra e Rei da Irlanda de 28 de janeiro de 1547 até sua morte em 6 de julho de 1553.

Eduardo foi o primeiro governante protestante da Inglaterra. Embora seu pai Henrique VIII tenha cortado os elos entre a Igreja da Inglaterra e a de Roma, foi durante o reinado de Eduardo que o movimento decisivo, mudando do Catolicismo para uma forma de Protestantismo ocorreu e ficou conhecido como Anglicanismo.

Eduardo VI foi uma criança extremamente doente. Contudo, as dificuldades físicas de Eduardo não impediram sua educação; por sinal, ele foi uma criança brilhante, capaz de falar latim com 7 anos de idade. Mais tarde ele aprendeu a falar francês e grego.


Sob SomersetEditar

Henrique VIII morreu em 28 de janeiro de 1547.

Seu testamento nomeava dezesseis executores para agir como um Conselho de Regência até que Eduardo VI chegasse à maioridade, com dezoito anos de idade (embora o Conselho tenha concordado em 1552 que Eduardo seria maior de idade aos 16).

Esses executores seriam auxiliados por doze assistentes, que participariam apenas quando os eles considerassem necessário.

Todos os executores estavam inclinados a favor de uma reforma religiosa, e seus mais importantes opositores estavam excluídos.

Henrique VIII também escolheu Eduardo Seymour, 1º Conde de Hertford, para ser o Lorde Protetor do Reino e Tutor do Rei durante a minoridade de Eduardo VI.

A ideia era que Lord Hertford, que era tio de Eduardo VI, agisse apenas a conselho dos outros executores. Poucos dias após a morte de Henrique VIII, Lord Hertford se tornou Duque de Somerset e escolhido para as posições de Alto Lorde Tesoureiro e Conde Marshal.

Em 13 de março de 1547, Eduardo VI criou um novo Conselho com 26 membros. O Conselho consistia de todos os executores e assistentes, exceto por Somerset e um outro.

O Duque de Somerset não era mais o primeiro entre iguais, ao contrário a ele era permitido agir sem o consentimento do Conselho cuja composição ele podia mudar conforme seu interesse.

O Lorde Protetor se tornou o verdadeiro governante da Inglaterra. Eduardo VI foi rebaixado a um papel cerimonial.

Outra influência poderosa sobre Eduardo VI era Thomas Cranmer, o Arcebispo de Canterbury

Foram os dois, Cranmer e Somerset que começaram o processo de criar uma Inglaterra Protestante. Vários ritos católicos foram substituídos por outros, protestantes. O Duque de Somerset no entanto, desencorajou perseguições.

Uma das prioridades do Duque de Somerset era conseguir a união entre a Inglaterra e a Escócia. Em 1547, um exército inglês marchou sobre a Escócia e tomou controle das Lowlands (é uma região histórica e cultural da Escócia).

Em 1548, no entanto, Mary, a filha do Rei escocês James V, casou com o Delfim, o herdeiro aparente do trono francês, o que estreitou a aliança entre a França e a Escócia. Em 1549 houve uma revolta entre os pobres camponeses. Se aproveitando da convulsão interna, a França formalmente declarou guerra a Inglaterra.

O Duque de Somerset se tornou extremamente impopular e foi deposto por John Dudley, Conde de Warwick.

Warwick não quis se tornar Lorde Protetor e encorajou Eduardo VI a declarar sua maioridade tão logo fizesse 16 anos.

Em 1550 Warwick fez a paz entre os camponeses e com a França, abrindo mão de todas as possessões inglesas na Escócia sem compensação.

Sob WarwickEditar

A subida ao poder do Conde de Warwick, viu o fim do catolicismo na Inglaterra.

Thomas Cranmer introduziu o Livro de Orações Comum (Book of Common Prayer) para ser usado nos rituais de todas as igrejas. Todas as edições oficiais da Bíblia eram acompanhadas de notas anti-católicas. Os símbolos católicos nas igrejas foram profanados pelo populacho. Os dissidentes religiosos eram comumente perseguidos e queimados na fogueira.

Em 1550 e 1551, o mais poderoso dos Bispos da Igreja Católica Romana, Edmund Bonner (o bispo de Londres), Stephen Gardiner (o bispo de Winchester) e Nicholas Heath (o bispo de Worcester) foram depostos. Seus lugares foram ocupados pelos reformadores protestantes como Nicholas Ridley.

Enquanto isso, o Duque de Somerset, que concordou em aceitar a autoridade de Lorde Warwick foi libertado da prisão e readmitido no Conselho Privado.

Após alguns meses, ele já estava poderoso o bastante para pedir a libertação de outros prisioneiros políticos e religiosos, e ele se opôs à Reforma Religiosa. Warwick tentou aumentar seu próprio prestígio. Eduardo aceitou o seu conselho, criando para ele o título de Duque de Northumberland e criou honrarias para seus numeroso aliados.

O Duque de Northumberland começou uma campanha para desacreditar o Duque de Somerset.

O povo de Londres foi informado que o Duque de Somerset iria destruir a cidade; Eduardo foi informado que o Duque iria depô-lo, aprisioná-lo e tomar sua coroa. Também sugeriam que o Duque de Somerset estava conspirando para assassinar o Duque de Northumberland. Em dezembro de 1551, o Duque de Somerset foi julgado por traição sob a acusação de tentar aprisionar um membro do Conselho do Rei. A acusação, no entanto, não pode ser provada.

Então, Somerset foi culpado de participar de assembleias ilegais, e foi condenado a morte.

O Duque de Somerset foi executado em janeiro de 1552. No dia seguinte à execução, foi iniciada uma nova seção do Parlamento.

Foi aprovado o Decreto de Uniformidade 1552, sob o qual o Livro de Orações Comum foi aprovado para os rituais da igreja. Cultos não autorizados seriam punidos com prisão perpétua.

Morte e SucessãoEditar

A saúde frágil do Rei não melhorava. Durante o inverno de 1552-53, Eduardo VI contraiu uma gripe, que ficou mais e mais séria complicada por outras doenças.

Os médicos tentaram diversos remédios, mas seus esforços deixavam Eduardo em constante agonia.

No início de 1553 Eduardo estava morrendo e, uma vez que ele havia se tornado protestante, não queria ser sucedido por sua meia-irmã católica romana, Mary.

Ao mesmo tempo, o Duke de Northumberland estava atento para não abrir mão de seu próprio poder. Ele temia não conseguir se manter no poder entre as duas mais próximas herdeiras, Mary e Elizabeth.

Pelo testamento de Henrique VIII, a terceira em sucessão era Lady Frances Brandon, a filha da irmã mais nova de Henrique, Mary. No entanto, Northumberland temia que o marido de Frances, Henry Grey, o 1º Duque de Suffolk, iria reclamar para si a Coroa.

Na verdade, ele preferia tentar governar através da filha da Duquesa de Suffolk, Lady Jane Grey, afinal, Jane estava casada com o filho mais novo de Northumberland, Guilford Dudley.

Em 11 de junho de 1553, Northumberland chamou os juízes para preparar um testamento para Eduardo. O plano era ilegal, por diversas razões. Os juízes a princípio, resistiram, porque era traição tentar mudar as leis de sucessão, estabelecidas em 1544.

Eduardo, porém, afirmou que se eles cooperassem, ele lhes prometia o perdão.

O primeiro rascunho do testamento, excluía Mary, Elizabeth, a Duquesa de Suffolk e Lady Jane da linha de sucessão, usando a teoria de que mulheres não podiam governar a Inglaterra. A Coroa deveria ser passada para o herdeiro masculino de Lady Jane.

Esse plano, todavia, não estava ao gosto de Northumberland e o rascunho mudou para, deixar a Coroa para Jane e seus herdeiros masculinos.

Mary e Elizabeth estavam excluídas porque eram oficialmente ilegítimas; a duquesa de Suffolk concordou em renunciar aos seus supostos direitos.

Eduardo VI morreu em Greenwich em 6 de julho de 1553, provavelmente de tuberculose, envenenamento por arsênico ou sífilis. Eduardo VI foi sepultado na Capela Mariana de Henrique VII na Abadia de Westminster por Thomas Cranmer, com rituais protestantes em 9 de agosto, enquanto sua meia irmã Mary, que agora era rainha, mandou rezar missa por sua alma na Torre.

A morte de Eduardo VI foi mantida em segredo por alguns dias para que se pudesse preparar a ascensão de Jane. Altas autoridades cívicas, juraram sua fidelidade à nova rainha, em particular, e nada foi proclamado publicamente até 10 de julho.

Mas o povo preferia apoiar Mary. Em 19 de julho, Mary desfilou triunfante em Londres, e Jane foi forçada a abandonar a Coroa.

A proclamação de Jane foi revogada como um ato feito sob coação; sua sucessão se tornou ilegal.

O Duque de Northumberland foi executado, mas Jane e seu pai foram, a principio, poupados. Em 1554, quando Mary encarou a Rebelião Wyatt, o Duque de Suffolk novamente, tentou colocar sua filha no trono. Por esse crime, Jane e seu marido e o Duque de Suffolk foram executados.



Mary I (1553-1558)Editar

 
Mary I

Mary I (também conhecida como Mary Tudor) nasceu no Palácio de Placentia em Greenwich em 18 de fevereiro de 1516. Ela foi a única filha viva de Henrique VIII com Catarina de Aragão.

Ela foi Rainha da Inglaterra e Rainha da Irlanda de 6 de julho de 1553 (ou 19 de julho de 1553 se for contar Lady Jane Grey como “Rainha Jane da Inglaterra”) até sua morte em 17 de novembro de 1558.

Mary é mais lembrada pela tentativa de mudar a Inglaterra, do protestantismo para a religião católica romana. Ela recebeu o apelido de Bloody Mary (Maria Sangrenta é o nome de um cocktail de cor vermelha) por conta de mandar matar mais de trezentos dissidentes religiosos.

Sua política religiosa foi, de qualquer maneira, modificada pela sua sucessora e meia irmã, Elizabeth I.


JuventudeEditar

Mary foi uma criança extremamente bem educada sob a direção de sua governanta. Ela aprendeu a falar latim, espanhol, francês e italiano. Além disso estudava grego, ciências e música.

Em julho de 1520, quando tinha apenas quatro anos e meio, ela se apresentou para alguns visitantes tocando um pequeno cravo.

Mesmo quando era uma criança pequena, seu futuro casamento já era negociado por seu pai. Ainda jovem, foi prometida ao Delfim, o herdeiro do trono francês. Depois de três anos o contrato terminou. Em 1522, Mary foi prometida ao seu primo em primeiro grau, o Imperador do Sacro Império Romano, Charles V. Porém alguns anos depois o contrato foi rompido. Em 1526, Mary foi enviada para Gales para presidir o Conselho de Gales e das Marcas. Nessa ocasião foi sugerido que a Princesa Mary casasse, não com o Delfim, mas com seu pai Francis I, que estava louco para fazer uma aliança com a Inglaterra.

Um Tratado de Casamento foi assinado; isso permitia a Mary casar tanto com Francis como com seu segundo filho, Henrique, Duque de Orleans. O Cardeal Wolsey, primeiro conselheiro de Henrique VIII, no entanto preparou tudo de modo que assegurava a aliança sem necessidade do casamento.

Enquanto isso, o casamento dos pais de Mary terminava com a anulação, o que significava que o casamento deles havia sido declarado inválido e Mary se tornava ilegítima.

Ela perdeu o título de Princesa e se tornou uma simples Lady. Ela foi expulsa da Corte Real, seus serviçais foram dispensados e ela foi obrigada a servir como uma espécie de babá para sua própria meia irmã pequenina, Elizabeth.

Não lhe permitiram ver sua mãe, nem mesmo quando ela morreu de câncer, em 1536, Mary não pode comparecer ao funeral. O tratamento que ela recebeu da Rainha Ana, que nutria pela menina um profundo ódio, era absolutamente injusto.

Toda a Europa a via como a única e verdadeira herdeira e filha de Henrique VIII, mesmo tendo sido registrada como ilegítima perante a lei inglesa.

Ela só se reconciliou com seu pai nos últimos anos de vida dele.

Em 1547, Henrique morreu e foi sucedido por Eduardo VI. Eduardo foi o primeiro monarca protestante inglês.

Mary pediu para que permitissem que ela fizesse suas orações em particular , na sua própria capela. Quando isso lhe foi negado, ela apelou para seu primo, o Imperador Charles V. Charles ameaçou entrar em guerra com a Inglaterra se Lady Mary não pudesse ter liberdade de culto. Depois disso, os protestantes da Corte permitiram a ela prosseguir com sua religião.

ReinadoEditar

Depois que Lady Jane se retirou da disputa ao trono, Mary entrou em Londres como Rainha, triunfante e incontestável, com sua meia irmã, Elizabeth ao seu lado, em 3 de agosto de 1553.

Um de seus primeiros atos como monarca, foi ordenar a soltura do católico Thomas Howard, 3º Duque de Norfolk e de Stephen Gardiner, que estavam presos na Torre de Londres.

O primeiro Decreto de Mary no Parlamento foi validar retroativamente o casamento de Henrique VIII com Catarina de Aragão, assim se legitimando como Rainha.

Agora, aos 37 anos, Mary procurava um marido para dar um herdeiro para o trono e impedir que sua meia irmã, Elizabeth, protestante, a sucedesse.

Ela concordou com a sugestão de seu primo em primeiro grau, Charles V, Imperador do Sacro Império Romano. Ele sugeria que ela casasse com seu único filho, o príncipe espanhol Felipe.

Esse casamento era apenas uma aliança política para Felipe, que, decididamente não gostava dela e era extremamente impopular entre os ingleses.

O Lorde Chanceler Gardiner e a Casa dos Comuns pediram a Mary para considerar o casamento com um nobre inglês. Revoltas ocorreram através do país, quando ela recusou.

O Duque de Suffolk se aproveitou, e novamente, proclamou sua filha, Lady Jane Grey como Rainha. Sir Thomas Wyatt liderou um pequeno exército a partir de Kent, e ele chegou até os portões de Londres, quando foi derrotado.

Após as rebeliões serem esmagadas, ambos, o Duque de Suffolk e Lady Jane Grey foram culpados de alta traição e executados. Uma vez que a rebelião tinha por escopo colocar outra no trono, também Lady Elizabeth foi aprisionada na Torre de Londres, mas, dois meses depois, foi colocada em prisão domiciliar no Palácio de Woodstock.

Mary casou com Felipe em 25 de julho de 1554 na Catedral de Winchester.

Sob os termos do tratado de casamento, Felipe deveria ser mencionado como Rei da Inglaterra, em todos os documentos oficiais (incluindo Atos do Parlamento). Todos deveriam ser datados e assinados com os nomes do casal e o Parlamento daria seu aval à assinatura do casal.

Moedas foram cunhadas e mostram as cabeças de Mary e de Felipe. Os poderes de Felipe, porém, eram extremamente limitados, e ele e Mary não eram na verdade Soberanos unidos. O tratado de casamento também afirmava que a Inglaterra não seria obrigada a fornecer ajuda militar ao pai de Felipe, o Imperador do Sacro Império Romano, em qualquer tipo de guerra.

Mary se apaixonou por Felipe e, pensando que estava grávida, preparou cultos de ação de graças na diocese de Londres em novembro de 1554. Mas Felipe achava sua rainha, que era onze anos mais velha que ele, fisicamente pouco atraente e após quatorze meses de casado partiu para Espanha com desculpas falsas. Felipe mandou libertar Lady Elizabeth da prisão domiciliar, de modo que, se Mary morresse no parto, ele fosse bem visto por Elizabeth.

Mas Mary não estava grávida, ela estava apenas sofrendo de gravidez psicológica.

Foi então, que Mary voltou sua atenção para os problemas da religião, e tentou reverter a ruptura com a igreja católica romana que ocorreu no reinado de Henrique VIII.

As leis religiosas de Eduardo foram abolidas pelo primeiro parlamento de Mary e numerosos líderes protestantes foram executados.

Felipe herdou o trono da Espanha quando seu pai abdicou. E então, retornou à Inglaterra de março a julho de 1557 para convencer Mary a se unir à Espanha numa guerra contra a França nas Guerras Italianas. Os exércitos ingleses foram mal sucedidos no conflito, e perderam Calais, sua última possessão francesa. Mary mais tarde lamentou dizendo, que quando morresse as palavras Felipe e Calais estariam gravadas em seu coração.


MorteEditar

Durante seu reinado, a saúde frágil de Mary a levou a sofrer diversas vezes de gravidez psicológica.

Após a decepção de 1558, Mary decretou em seu testamento, que seu marido Felipe deveria ser o regente durante a minoridade de seu filho. No entanto, não havia filho para nascer.

Mary morreu com 42 anos de câncer no Palácio St. James em 17 de novembro de 1558. Ela foi sucedida por sua meia irmã Elizabeth I.

Mary foi sepultada na Abadia de Westminster em 14 de dezembro, numa tumba que ela eventualmente dividiu com a Rainha Elizabeth.

Elizabeth I (1558-1603)Editar

 
Elizabeth I aos treze anos


Elizabeth I nasceu em 7 de setembro de 1533.

Ela foi Rainha da Inglaterra e Rainha da Irlanda de 17 de novembro de 1558 até sua morte em 24 de março de 1603. Algumas vezes ela é chamada de Rainha Virgem (uma vez que nunca se casou), Gloriana ou Boa Rainha Bess, Elizabeth I foi a quinta e última monarca da dinastia Tudor.

Ela reinou durante um período de grande tumulto religioso na história da Inglaterra.

O reinado de Elizabeth é chamado de Período Elizabetano ou de Idade Áurea e foi marcado por um grande aumento do poder e da influência inglesa pelo mundo afora.

Os dramaturgos William Shakespeare, Christopher Marlowe e Ben Jonson, todos, surgiram nessa época.

Francis Drake se tornou o primeiro inglês a circunavegar o globo; foi conhecida a visão filosófica e política de Francis Bacon;.a colonização inglesa da America do Norte começou com Sir Walter Raleigh e Sir Humphrey Gilbert.

Elizabeth era temperamental e muitas vezes uma governante indecisa. Como seu pai Henrique VIII, ela era escritora e poeta. Com Cartas Reais, ela garantiu diversas organizações famosas incluindo o Trinity College, Dublin (1592) e a Companhia Britânica das Índias Orientais (1600).


JuventudeEditar

Elizabeth foi a única criança que sobreviveu do casamento de Henrique VIII com sua segunda esposa, Ana Bolena. Ela nasceu no Palácio de Placentia em Greenwich.

Ao nascer, Elizabeth era a herdeira do trono. Após Ana Bolena não conseguir dar ao rei um herdeiro homem, Henrique mandou que ela fosse executada. Elizabeth, na época tinha apenas dois anos de idade e foi também declarada ilegítima além de perder seu título de princesa.

Depois de tudo isso ela passou a ser chamada de Lady Elizabeth e viveu separada de seu pai, que casou com uma sucessão de esposas. A última esposa de Henrique, Catherine Parr ajudou a reconciliar o Rei com Elizabeth, e ela, junto com sua meia irmã, Mary, filha de Catarina de Aragão, foram recolocadas na linha de sucessão após Eduardo.

Em termos de personalidade, Elizabeth era mais parecida com sua mãe do que com seu pai, neurótica, glamurosa, namoradeira, carismática e religiosamente tolerante.

De seu pai ela herdou o cabelo vermelho.

Henrique VIII morreu em 1547 e foi sucedido por Eduardo VI. Catherine Parr casou com Thomas Seymour, 1º Barão Seymour de Sudeley, tio de Eduardo VI, e levou Elizabeth para morar em sua propriedade.

Lá, Elizabeth continuou sua educação. Ela aprendeu a falar ou ler, seis ou sete línguas, seu inglês nativo, e também francês, italiano, espanhol, grego e latim. Sob a influência de Catherine Parr e outros, Elizabeth cresceu como protestante.


Início do ReinadoEditar

Em novembro de 1558, quando Mary faleceu, Elizabeth subiu ao trono. Ela era muito mais popular do que sua irmã, e é dito que na morte de Mary o povo fez festa nas ruas.

Um dos aspectos mais importantes durante o início do reinado de Elizabeth, era a religião.

O Decreto de Uniformidade de 1559 exigia o uso do Livro de Orações Comum, protestante, nos ritos da igreja. A Comunhão com a igreja católica,que recomeçou sob Mary I, e terminou com Elizabeth.

A Rainha assumiu o título de Suprema Governante da Igreja da Inglaterra.

Muitos bispos foram relutantes em se conformar com a política religiosa de Elizabeth. Estes, foram removidos. Ela também escolheu um Conselho Privado totalmente novo, removendo muitos dos conselheiros católicos nesse processo. Elizabeth também reduziu a influência espanhola na Inglaterra.


Intrigas e RebeliõesEditar

No final de 1562, Elizabeth ficou doente com varíola, mas se recuperou.

Em 1563, assustados com a doença quase fatal da Rainha, o parlamento exigiu que ela casasse ou escolhesse um herdeiro, para evitar uma guerra civil no caso de sua morte.

Ela recusou ambas as opções e em abril, ela dissolveu o parlamento.

O parlamento não tornaria a se reunir, até que Elizabeth precisasse da sua concordância para aumentar os impostos, em 1566. A Casa dos Comuns ameaçou reter os fundos monetários até que a Rainha concordasse em resolver a sua sucessão. Durante o reinado de Elizabeth foram consideradas diversas linhas de sucessão.

Uma delas era a de Margaret Tudor, a irmã mais velha de Henrique VIII, e ela conduzia até Mary I, Rainha dos escoceses. A linha alternativa descendia da irmã mais nova de Henrique VIII, Mary Tudor, Duquesa de Suffolk. A herdeira nessa linhagem era Catherine Grey, irmã de Lady Jane Grey.

Um successor mais distante era Henrique Hastings, 3º Conde de Huntingdon, que poderia pretender o trono por ser descendente apenas de Eduardo III.

 
retrato feito para comemorar a vitória sobre a Armada Espanhola

Cada possível herdeiro tinha suas desvantagens. Mary I era católica, Lady Catherine Grey tinha casado sem a permissão da Rainha e o puritano Lord Huntingdon não estava interessado em aceitar a coroa.

Mary, Rainha dos escoceses, sofreu um bocado na Escócia. Elizabeth havia sugerido que, se Mary casasse com o protestante Robert Dudley, 1º Conde de Leicester, ela faria de Mary sua herdeira.

Mary Stuart recusou, e em 1565 casou com o católico Lord Darnley. Este foi assassinado em 1567 depois que o casal teve muitas divergências, e Mary então casou com o suposto assassino, o Conde de Bothwell. Os nobres escoceses se rebelaram, aprisionaram Mary e forçaram-na a abdicar em favor de seu filho ainda criança, que se tornou o Rei James VI da Escócia.

Em 1568, o ultimo herdeiro viável para o trono da Inglaterra, Catherine Grey, faleceu. Ela deixou um filho mas ele era considerado ilegítimo. Sua herdeira era sua irmã, Lady Mary Grey, uma anã corcunda.

Elizabeth foi forçada, novamente a considerar um herdeiro escocês, pertencente à linhagem da irmã de seu pai, Margaret Tudor. Mary, Rainha dos escoceses, no entanto, era impopular na Escócia. Ela mais tarde, fugiu da prisão e foi para a Inglaterra, onde foi capturada pelo exército inglês.

Elizabeth encarou um problema sério: mandá-la de volta para os nobres escoceses conhecidos por sua crueldade; enviá-la para França, o que deixaria o Rei francês com um poderoso trunfo; recolocá-la no trono escocês talvez fosse um gesto heroico, mas causaria muitos problemas com os escoceses; aprisioná-la na Inglaterra ia permitir que ela participasse de complôs contra a Rainha. Elizabeth escolheu a última opção: Mary permaneceu presa por dezoito anos.

Em 1569 Elizabeth enfrentou uma enorme revolta, conhecida como Rebelião do Norte (Northern Rebellion).

O Papa Pio V ajudou a Rebelião Católica, ao excomungar Elizabeth e a declarar deposta, numa Bula Papal.

Foi quando Elizabeth descobriu um novo inimigo, seu cunhado Felipe II, Rei da Espanha. Depois que Felipe lançou um ataque surpresa aos corsários ingleses, Sir Francis Drake e John Hawkins em 1568, Elizabeth concordou com a apreensão do navio tesouro espanhol em 1569.

Felipe estava nessa altura, envolvido em acabar com a rebelião na Holanda e não podia declarar guerra à Inglaterra. No entanto, ele participou de algumas conspirações para remover Elizabeth do trono.

A primeira delas, foi a Trama Ridolfi de 1571. Depois que a Trama Católica Ridolfi foi descoberta (para o espanto de Elizabeth) e desmantelada, Mary perdeu a pouca liberdade que ainda tinha.

A Espanha, que havia sido considerada país amigo da Inglaterra desde o casamento de Felipe com a antecessora de Elizabeth, deixou de sê-lo.

Em 1586, um novo plano contra Elizabeth, a Trama Babington, foi revelado por Sir Francis Walsingham, que comandava a rede de espiões da Inglaterra.

Com todas as provas da trama, o tribunal condenou Mary Stuart por cumplicidade, com base nas evidências ela foi executada em Fotheringhay Castle em 8 de fevereiro de 1587.

No seu testamento, Mary tinha deixado Felipe como reclamante ao trono inglês, e Felipe preparou seus planos para uma invasão à Inglaterra.

Em abril de 1587, Sir Francis Drake queimou parte da frota espanhola em Cádiz, retardando os planos de Felipe. Em julho de 1588, a Armada Espanhola, uma grande frota com 130 navios, levando mais de 30 000 homens, atravessou o Canal da Mancha vindo da Holanda.

Elizabeth encorajou suas tropas com um discurso notável, que ficou conhecido como Discurso para as Tropas em Tilbury. Nesse discurso famoso, ela declarou: Eu sei que tenho o corpo delicado e frágil de uma mulher; mas tenho o coração e estômago de um Rei, especialmente de um Rei da Inglaterra.

A tentativa espanhola foi derrotada pela frota inglesa sob o comando de Charles Howard, 2º Barão Howard de Effingham, e Sir Francis Drake, que foram auxiliados pelo mau tempo.

A Armada foi forçada a retornar para Espanha, com perdas marcantes nas costas norte e oeste da Irlanda, por causa de uma tempestade que dispersou a frota e destruiu muitos navios.

A vitória aumentou incrivelmente a popularidade de Elizabeth.

Morte e SucessãoEditar

Elizabeth I caiu doente em fevereiro de 1603, sofrendo de fraqueza e insônia. Ela morreu em 24 de março no Palácio Richmond, com a idade de 69 anos.

Elizabeth foi sepultada na Abadia de Westminster, ao lado de sua irmã Mary I.

O Rei James VI foi proclamado Rei da Inglaterra como James I horas após a morte de Elizabeth. A proclamação de James I abriu precedente porque não foi feita pelo novo soberano (ele ou ela), mas sim, por um Conselho de Ascensão, porque James estava na Escócia no momento.