Santos católicos/Introdução

O cristianismo prega a adoração de um único deus. Nesse sentido, os santos católicos surgem não como deuses, mas como exemplos de vida a serem seguidos. Exemplos de vida de pessoas que pautaram suas vidas por valores cristãos como a preocupação com o bem-estar do próximo, a despreocupação com as riquezas materiais, o controle dos impulsos sexuais, a pregação da doutrina cristã e a coragem e o esquecimento de si mesmo na defesa da fé cristã.

Cerimônia de canonização de Frei Galvão, realizada em 11 de maio de 2007, no campo de Marte, em São Paulo, no Brasil, pelo Papa Bento XVI[1]

Vale destacar o rigor com que a Igreja Católica determina a santidade de uma pessoa: primeiro, examina-se sua vida, para verificar se ela está pautada pelos valores cristãos de modo exemplar. Em seguida, comprova-se a ocorrência de um milagre atribuído à pessoa após a sua morte. Concluídas estas duas etapas, a Igreja pode atribuir à pessoa o título de beato. Se for comprovada a ocorrência de mais um milagre atribuído ao beato, este pode ser enfim declarado santo pela Igreja. A lentidão e o rigor deste processo têm por objetivo certificar-se da real santidade do candidato a santo, ou seja, verificar se ele está realmente unido a Deus.

Há que se destacar, no entanto, a crítica que os cristãos protestantes fazem do culto católico aos santos. Segundo eles, tal culto significa uma transgressão à proibição bíblica do culto de ídolos e imagens[2].

O culto aos santos católicos também pode ser encarado, de acordo com o ponto de vista da psicologia junguiana, como uma manifestação do inconsciente coletivo, na medida em que se trata de mitos construídos socialmente com a finalidade de preencher necessidades psicológicas inconscientes de proteção, carinho, serenidade e justiça[3].

Referências