História da Nova Zelândia /Missionários

Missionários enviados para a Nova ZelândiaEditar

 
Samuel Marsden



A Church Missionary Society (CMS), foi a primeira organização a enviar missionários ao país.

Em 1807, um dos mais antigos e conhecidos missionários, Samuel Marsden, pediu à CMS para fundar uma missão na Nova Zelândia. Marsden havia ficado muito impressionado com os maoris que encontrou na Inglaterra numa ocasião anterior, e sentiu que havia necessidade de evangelizá-los.

Assim, conseguiu juntar um grupo de colonizadores para acompanhá-lo, incluindo um professor e um marceneiro.

Com tudo isso, Marsden teve que financiar seu próprio navio para essa viagem.

Por causa de problemas burocráticos, os primeiros missionários chegaram à Nova Zelândia em Bay of Islands em 1814.

A missão tinha duas metas importantes: a cristianização dos maori e a necessidade de manter a lei e a ordem entre os colonos europeus.

O primeiro posto da missão cristã na Nova Zelândia foi erguido por Marsden em Bay of Islands, no mesmo ano em que eles chegaram.

Infelizmente, os missionários chegaram numa época violenta. Os maoris estavam ocupados negociando com os europeus as trocas de mercadorias por mosquetes para serem usados contra outras tribos.

Assim, os próprios missionários também começaram a discutir entre si.

Marsden também teve problemas com o governador de New South Wales, que estava encarando a missão cristã como uma brincadeira.


 
parte do primeiro posto missionário – Kerikeri

No entanto, conforme passava o tempo, as missões começaram a ter sucesso.

Em 1819, foi comprado um pedaço de terras em Kerikeri para abrigar o novo posto da missão em Paihia, pela qual o reverendo Henry Williams era responsável.

Williams se tornou incrivelmente respeitado entre Nga Puhi, e evitou lutas em diversas ocasiões.

A influência dos missionários também pôs um fim à escravidão e ao canibalismo entre os maoris.

O primeiro batismo maori no país ocorreu em 1825.

Entre 1834 e 1840, postos de missões foram criados em Kaitaia, Thames, Whangaroa, Waikato, Mamamata (que foi abandonado devido as guerras tribais em 1836-37), Rotorua, Tauranga, Manukau e Poverty Bay.

Por volta de 1840, existiam mais de 20 postos missionários, muitos dos quais baseados em North Island.

Os maoris aprenderam muito com os missionários. Não apenas sobre o cristianismo, mas também aprenderam técnicas agrícolas e sobre o comércio, além de ler e escrever.

Os missionários igualmente transcreveram a língua maori numa forma escrita. Muitos dos maoris tiveram seu primeiro contato com os europeus com os missionários, de modo que estes procuravam causar uma boa impressão.

Em 1838, um documento indicava que os postos da CMS possuíam cinco ministros, vinte catequistas, um fazendeiro, um cirurgião, um editor, um impressor, um fabricante de rodas, um pedreiro, dois professores assistentes e duas professoras.

Um posto missionário em geral, consistia numa casa para a família do missionário, uma sala de aulas, uma capela, dormitórios para as crianças e para os maoris que estavam sendo treinados para serem professores.

Uma fazenda e um pomar em geral faziam parte das instalações. A partir dos postos das missões, os missionários podiam visitar o circuito das aldeias maoris a pé.


 
Jean Baptiste Pompallier

O missionário William Yate começou a imprimir em maori no início de 1830. Mais tarde a CMS enviou um impressor treinado, William Colenso e uma máquina impressora para Paihia, de modo que as bíblias em maori pudessem então, ser impressas.

A primeira bíblia com o Novo Testamento completo em maori, foi impressa em 1837.

Em 1840 a maior parte do Velho Testamento também foi traduzida para maori por William Williams e Robert Maunsell. Muitas cópias da bíblia traduzida foram distribuídas direto da impressora em Paihia.


Esforços dos missionarios francesesEditar

Nos anos 1830, os missionários franceses introduziram o catolicismo aos maoris.

Jean Baptiste François Pompallier foi um dos principais missionários por trás desse movimento.

Pompallier foi designado para primeiro vigário apostólico da Oceania Ocidental e chegou à Nova Zelândia em Hokianga em 10 de janeiro de 1838.

Ele chegou com um padre, um irmão, poucos bens e muito pouco dinheiro.

Infelizmente, para Pompallier, a maioria dos maoris nas redondezas de Hokianga já eram metodistas e foram abertamente hostis com relação à recente chegada dos católicos.

Por volta de 1840, o quartel general da missão mudou para Kororareka.

Postos adicionais da CMS logo foram criados em Whangaroa, Kaipara, Tauranga, Akaroa, Matamata, Otaki, Rotorua, Rangiaowhia and Whakatane.

Em 1840 Pompallier estava presente na assinatura do Tratado de Waitangi e graças a ele o quarto artigo, que envolve a liberdade religiosa, está presente.

Em 1841, um documento mostrava que 164 tribos haviam se tornado católicas.

Muitos missionários se opunham à colonização da Nova Zelândia porque desejavam evitar o conflito entre os maoris e os europeus pelas terras e os recursos naturais.

Porém, foram gradualmente convencidos que seria melhor uma colonização de paz, então, por sua vez, convenceram a maioria dos chefes maoris a assinar o Tratado de Waitangi entre a Coroa Britânica e os Maoris.