História da Nova Zelândia / Colonização Européia da Nova Zelândia


Colonização européia na Nova ZelândiaEditar

 
por Caroline Abraham – 1860

Assim que houve bastante publicidade acerca da Nova Zelândia na Grã Bretanha, várias foram as tentativas de colonizá-la.

A primeira foi em 1825 quando foi formada a Companhia Nova Zelândia na Inglaterra. Essa Companhia acreditava em fazer grandes negócios com linho, madeira kauri, caça as baleias e as focas, além de colonizar a Nova Zelândia.

A Companhia fez petições ao governo britânico, que não foram bem sucedidas, para ter exclusividade no comércio durante 31 anos e também comandar as forças militares.

Mesmo assim, a Companhia enviou dois navios no ano seguinte, o Lambton e o Isabella, sob o comando do capitão James Herd, para avaliar as perspectivas de comércio e possíveis assentamentos.

Os navios ancoraram onde é hoje Wellington Harbour entre setembro ou outubro de 1826, e Herd chamou o local de Lambton Harbour. Mais tarde, explorando a área, ele identificou um local agradável para uma povoação europeia no sudoeste do porto.

Os navios então rumaram norte para procurar possibilidades de comércio e supostamente comprar um milhão de acres de terras dos maoris. De qualquer maneira a Companhia decidiu não aplicar mais em novos empreendimentos no local, uma vez que já tinha gastado ali, ₤20,000.

 
placa na 1–5 Adam Street, Londres – Companhia da Nova Zelândia


A primeira grande atuação da Companhia ocorreu quando esta se estabeleceu na Inglaterra. A Companhia da Nova Zelândia não foi aprovada pelo Comitê Colonial e nem pelo Governo Britânico, mas seu primeiro navio, The Tory, partiu da Inglaterra em maio de 1839.

A Companhia comprou terras baratas dos maoris em negócios desonestos para conseguir o máximo de terras possível antes que o Governo Britânico anexasse a Nova Zelândia.

A Companhia inciou um povoado em Wellington, e logo depois em Wanganui em 1840, em New Plymouth em 1841 e em Nelson em 1842. A Companhia também enviou espiões até South Island para procurar por novos locais para povoar.

Assim, a Companhia logo ficou em dificuldades financeiras. Tinham planejado comprar terras baratas e vendê-las por altos preços. A ideia era que, uma colônia com terras caras atrairia colonos ricos.

 
paisagem em Pukearuhe

Os lucros da venda das terras foram usados para pagar passagem dos colonos trabalhadores e para serviços públicos, igrejas, escolas. Para que esse esquema funcionasse era importante balancear a proporção dos trabalhadores e dos imigrantes com propriedades. Em parte, o fracasso dos planos da Companhia da Nova Zelândia ocorreram por que essa proporção nunca foi alcançada; havia sempre mais empregados do que empregadores.


Os lucros da venda das terras para os pretensos colonos nunca alcançou a expectativa e nunca chegou nem perto dos gastos. Em 1844 a Companhia cessou seu comércio e desistiu do negócio em 1850.

O Governo Britânico inicialmente assumiu a responsabilidade pelas dívidas da Companhia, mas entregou tudo para o governo da Nova Zelândia em 1854.

Através dos anos seguintes, mais de 8 600 colonos chegaram à Nova Zelândia em mais de 57 navios. Por volta de 1859 a maioria era de europeus. Ao longo de 1860, mais de 100,000 ingleses, escoceses e galeses se estabeleceram na Nova Zelândia.